27 de dezembro de 2010

2011 oportunidades para ser feliz.

Outro ano no fim. E pra esse fim de ano eu não tenho muitas palavras, nem muitos pedidos ou, sequer, muitas expectativas. Acho que esse vai ser o fim de ano mais em paz depois de muitos outros cheios de altos e baixos. Então o que ficou do ano é a sensação de que, ao menos uma vez, fiz tudo certo. Obrigado Deus por todas (que não foram poucas) as coisas boas que me aconteceram esse ano, as pessoas especiais que entraram na minha vida e, principalmente, pelo presente pequeno lindo e gordinho que o Senhor me deu, Lara foi certamente a melhor e mais marcante realização nesse ano.
Só quero pro ano novo paz e equilíbrio. Vejo claramente que estou no caminho certo, então só quero paz pra encarar as dificuldades que certamente virão e equilíbrio pra me manter intacta e longe das ciladas que, na maioria das vezes, nós mesmos nos metemos.
Um ano novo e vida nova pra todos vocês ou, quem sabe, só a renovação de uma vida já leve. Que os preconceitos sejam abandonados, que as raivas e mágoas sejam levadas e que ao pular as sete ondas toda a energia negativa fique no mar pra ser levada pelas ondas e pra quem não vai ter mar, banha na primeira chuva do ano e deixa a água levar toda a negatividade. É isso aí pessoal, lá vamos nós... feliz 2011 pra todos vocês!

23 de dezembro de 2010

Idéia sem fatos.

Caí em você! Era aquele porto seguro, uma luz no fim do túnel, era o que eu sonhei!
De repente me faltou o chão. Foram meus pés? Cadê o fundo? Eu não imaginava, pensei que fugiríamos do óbvio, mas não! Sou eu, estou aqui e você? Você eu não sei por onde andou.
Eu te dei um sonho, lembra? Um sonho desses lindos, que a gente quer sonhar dormindo, mas só acordados é que podemos construir.
Você não era assim, esse não é você! Mas pára, espera, será que fui eu que sonhei demais com o que você poderia ser? Eu mudei. Nota! Repara no jeans escuro que eu deixei de usar. Minha music player, repara, só tem o que você curte escutar. Será que foi erro meu? Era pra ser perfeito e foi por isso que eu resolvi abandonar, pra te caber no meu sorriso que você dizia que o tempo ia mudar.
Sem querer te tornei inconstante, diferente do mundo que você fez de tudo pra mudar.
Então não conta, não há números que possam somar. Apenas volta e espera que na hora certa as palavras doloridas que eu li se tornarão feridas fáceis de cicatrizar.
Eu te perdoo, eu te amo. Talvez eu até esteja errada, mas esse é o tipo de coisa que faz algo em mim gritar alto: "O tempo não vai mudar".

13 de dezembro de 2010

Deixa isso pra lá

Você sabe o que as pessoas falam a meu respeito. Ainda me vêem como a menina torta, meio porra louca e nem aí pra nada. É, algumas delas ainda olham torto quando eu chego nos lugares e é claro que eu percebo os cochichos que vou deixando pra trás. Pois bem, as vezes incomoda, mas eu até já me acostumei e, de qualquer forma, vivi tudo que acreditava e nunca me arrependi de nada, na maioria das vezes só do que não fiz.
Se você me quer, como diz que quer, aprenda a conviver com isso: Serei eu mesma, em qualquer lugar que seja. Continuarei cantando alto, dançando loucamente e sorrindo em horas impróprias. E se você gostar de mim, como diz que gosta, vai aprender a me amar assim.
Não preste atenção ao que eles dizem, eles nem me conhecem, não sabem de nada. Devem ter ouvido por aí alguma das mil histórias mal-contadas que essa gente que não tem o que fazer espalha pra, quem sabe, ficar bem na fita. E se você acabar virando assunto, faça como eu e tape os ouvidos. Deixa que falem até cansar, as vezes demora, mas eles sempre cansam. No fim tu vais ver, saiu tantas versões da mesma história que não demora muito até a verdade aparecer.
Eu quero que dê certo. Acredito que possa acontecer e, mais ainda, acredito que possa ser infinito. Basta que acredites, que me dê a mão e que teu coração esteja aberto. Basta que, antes de mais nada, me escutes primeiro. Se você acreditar que pode dar certo, então dará! E se você quiser como eu quero, certamente  algo mágico vai acontecer. Apenas não dê ouvidos, deixa que digam todos os pensamentos, só não deixe nos atingir. Só não deixe que acabem esse nosso doce encantamento. Você sabe que eu acredito, sabe que eu quero muito e sabe do que eu sou capaz quando quero de verdade! Posso ser seu melhor sonho, basta que você queira sonhar.

6 de dezembro de 2010

arquivo salvo em 24 de fevereiro de 2010


Eu não deixei de amar você, nós sabemos disso. Não se deixa de amar o amor da sua vida, a pessoa pra quem você se entregou por inteiro, a pessoa que te teve na mãos. Não, eu não deixei de amá-lo. Eu aprendi a amá-lo ainda mais. Aprendi a amá-lo tanto que entendi que a sua felicidade, infelizmente, não é como a minha. Ela não está comigo, assim como você.
Dizem que o amor verdadeiro é o não correspondido, dizem que dura  para sempre e bem, eu não duvido. Embora já não chore a tua ausência, já não lamente mais a distância entre nós, continuo reconhecendo teu perfume, sabendo tudo a teu respeito e guardando muito do pouco que ficou de você em mim. Só que agora minha memória é consciente: Já não tento ver nas entrelinhas, já não tento adivinhar teu pensamento em determinado momento, já não me preocupo se foi ou não de verdade. Eu fiz minha parte, você a sua, o destino não nos quis juntos, já  não há nada que possa ser feito.
Ambos aprendemos a viver um sem o outro, deixamos que a saudade fosse virando amiga, deixamos que a lembrança fosse sendo suficiente, deixamos que o medo e a desconfiança tomassem o lugar de sentimentos outrora bonitos. Deixamos que o orgulho fosse sendo sempre mais forte. Não que nós quiséssemos isso, apenas não podemos lutar contra, já não havia muita escolha. Foram tantos os acontecimentos: Eu perdi a fé. Você não quis ficar.
E olha o que me resta, escrever uma união de palavras que não fazem muito sentido, pra que você leia e pense: "É sobre mim, ela não me esqueceu", enquanto você continua visitando meu mundo às escondidas, manhã ou outra, na esperança de que eu jamais fique sabendo ou de que eu saiba e assim demore mais a te esquecer. Já não sei mais interpretar você.
O bom é que com tudo isso estamos bem. Já não dói saber um do outro, já não machuca a dor da perda. Acabamos por nos acomodar com a  felicidade alheia ao outro e o pior é que ela realmente nos satisfaz e talvez seja assim mesmo que deva ser nosso final, meio melancólico, pra que seja bonito. Eu continuo o amando, às escondidas, da minha forma meio errada e assim, de certa forma, cumprimos sem perceber a nossa promessa de que seria pra sempre. Você  calado no seu mundo, observando o meu. Eu, como sempre, falando muito mas não com a voz e sim com essas letras embaralhadas que continuam te trazendo aqui e me ajudando a falar com você sem que você perceba, sem que ninguém saiba, sem que o mundo veja.

3 de dezembro de 2010

O amor dos que amam.

Aprendi, talvez da forma mais intensa, que o verdadeiro amor sempre te derá uma mão, duas. Aliás, te dará quantas você precisar. O verdadeiro amor não vai te pedir muito, ele pouco quer, tem muito mesmo é pra dar. O verdadeiro amor vai na hora da dificuldade te olhar nos olhos e dizer: "Vamos encarar juntos". O verdadeiro amor é também o bom parceiro, incapaz de te deixar remar sozinho e sempre disposto a fazer o que for melhor pra você. O verdadeiro amor completa, abriga, compreende, perdoa e surpreende. É mágico. O verdadeiro amor é coisa rara, sol na madruga, difícil de encontrar.

27 de novembro de 2010

E daí?

 No fim das contas quase tudo que parecia ser eterno acaba por acabar. Foi assim com alguns sonhos, planos, pessoas, medos e traumas. E ainda vai ser assim com uma infinidade de coisas.
 Eu sei que eu disse que seria pra sempre, mas é por isso que namoramos não? Exatamente por acreditar que vai ser pra sempre, mesmo quando todos dizem que cedo ou tarde vai acabar. A verdade é que o sentimento é tão forte e bonito que tudo que a gente quer é que nunca acabe, mas sempre acaba porque cedo ou tarde perde a graça, vira dor ou simplesmente deixa de fazer sentido. Se quiser saber como estou direi que estou bem, porque estou mesmo, por incrível que me pareça eu sobrevivi - como tantos outros que também chegaram a acreditar que não conseguiriam. Sentimentos tendem ao drama mesmo quando não é isso que queremos.
E daí que eu chorei à toa? E daí que não deu certo? Foi lindo, intenso, verdadeiro. Foi tudo que tinha que ser, digo mais, foi além... Muito além do que um dia eu imaginei. Acabou como sonhos que acabam ao acordarmos e que deixam sempre aquela vaga lembrança que te faz voltar a dormir pra quem sabe conseguir sonhar o mesmo sonho, quando no fundo você sabe que é impossível.
Vivi muitas coisas desde então e não posso negar que nada foi tão intenso, mas foram coisas também bonitas e que foram ocupando espaços esburacados dessa mente e desse coração atordoado. E não foi pra sempre como eu esperava que fosse, mas foi eterno, infinito... Foi lindo. Como o pensamento eufórico nos segundos que antecederam o primeiro beijo que foi dado junto do nascer do sol naquele dia e como as lembranças do bons momentos que ficarão guardadas pra daqui pra frente eu ter a certeza de que amei e que, cedo ou tarde, será bom amar outra vez.

18 de novembro de 2010

Remar contra a maré

Chegar ao fundo da questão, sem medo. Correr o risco de perder, em paz. Saber que vão-se os anéis e ficam os dedos e que o futuro a gente mesmo faz.
O importante é despertar sereno, não se ferir e não ferir ninguém. E se o nosso grande amor ficou pequeno, acontecer um outro amor faz bem!
Se não dá mais, melhor abrir . Não há por que mentir, nem tempo a perder. A gente insiste em se acertar, tentando se enganar... Fazendo por fazer.
Está faltando emoção, é o próprio coração quem diz: não dá mais pé.
Foi lindo enquanto durou, mas insistir no que acabou é remar contra maré.

[Bruno e Marrone]

26 de outubro de 2010

Remediado está (ou não).

Não bastassem as noites mal dormidas, agora tinha pra somar também os dias de calor profundo que passam vagamente e rancam suor, lágrima e, pra não dizer que tudo está perdido, algumas calorias.
Antes, quando o fim parecia temporário e a fé continuava inabalável, os dias não doíam tanto e, não fossem as noites em que a cama de tão gigante te devora, continuaria certa de uma volta. Mas não volta, não vem. Tem todas as lembranças num canto da alma e tem todo o medo de não conseguir superar.
Então a gente foge. Foge porque num primeiro momento a fuga é o melhor remédio. E se esconde das músicas, lembranças e de tudo o mais que volte a fazer do passado ferida presente. Vai buscando abrigo numa voz diferente, num beijo que não toca mas engana, num abraço que não sacia mas conforta. É isso, a gente foge por querer conforto.
E em conversas como essa, quando as verdades são ditas sem perceber, é impossível não falar do amanhã que nunca chega e do ontem que nunca passa. A gente fica aqui, parado no tempo, enquanto a vida segue e a gente não sabe se vai conseguir. Não sabe por saber do quanto a falta ainda machuca e de como fica cada dia mais difícil ouvir aquela música que não tem tua voz, mas diz exatamente o que você não tem forças pra dizer.
Vai levando essa angústia triste, vai seguindo um caminho longo, até encontrar um consolo numa companhia que nem sempre agrada, mas ao menos ilude. Aliás, em casos como esse, uma ilusão é sempre bem-vinda. E de ilusão em ilusão se percorre esse caminho sinuoso, que vai dar não se sabe onde e que, bar sim bar não, te faz soltar vez ou outra uma verdade. Verdade que não deveria, mas ao ser dita, alivia!
E vai fingindo que não se importa, porque é assim que deveria ser, mas tanto leva em conta que não sabe como esquecer e ao tentar fingir que não, só consegue deixar transparecer. As aparências não enganam. Não nesse caso. Caso que nem deveria ser contado, mas pra um alívio imediato vai virando palavras e sendo espalhado, entre copos de vidro sempre meio-cheios e textos nunca lidos. Porque pegar o telefone e falar a quem se deve é insuportável. Porque bater na porta de quem realmente interessa parece impossível. E com esse orgulho desmedido e esse medo da verdade vai levando, vivendo recomeços de mentirinha e sorrindo pra que ninguém descubra essa falsa felicidade.
Só não esqueça de esconder os olhos, ainda que não queiram, eles tendem a falar. E não mentem!

24 de outubro de 2010

Chuva que bateu na janela.

Tem chovido por aqui. Não como na nossa época, água torrencial. Hoje são mais trovões que água, mas a água que cai certamente daria conta de banhar nosso amor. 
Já te disse, não é? Mas repito: Sempre que chove a saudade dói bem mais, mesmo que não doa. É que o frio toma conta de todos os meus dedos, que costumavam estar aquecidos só de tocar teu corpo. Hoje desligo o ar-condicionado - sem você fica impossível que junto das gotas d'água caiam gotas de suor e o frio toma de conta. O jeito é me esconder embaixo do cobertor e dar como certo que é melhor o cobertor que nada, embora algumas vezes nem seja.
Entre uma música e outra de Caetano vou ouvindo versos nossos e as gotas que caem parecem pedir por nossos corpos. Vieram tarde demais; perderam a festa! Hoje só o que encontram é minha janela de vidro que as deixam ver minha solidão imensa numa cama de solteiro que mais parece king size e um cobertor imenso que até tenta, mas não chega nem perto de ter teu calor. Fica então o fiozinho de memória gritando algo na cabeça sobre o tempo que passou e parece ter sido ontem, deixando claro que eu esqueci muita coisa e outras até nem parecem ter existido, mas do teu corpo eu lembro. E não por desejo - não te queria pra mais que me aquecer hoje, e sim por saber que embora não sejam visíveis, ele também tem marcas da nossa história, talvez até mais que esse meu fiozinho de memória que vez ou outra não me deixa em paz.
E eu poderia até fazer promessas, mas já passei da fase em que se diz mais que o que convém - não prometo nada que eu não possa cumprir. Qualquer dia chuvoso desses talvez seja outra corpo que me aqueça e talvez até me aqueça mais que você, mas de qualquer forma lembrarei com carinho de quando fogo e gelo eram solução para nossos problemas. E depois, não muito depois, vou deitar no lado da cama que você costumava ocupar e cantar baixinho "Não me deixe só aqui, esperando mais um verão".

21 de outubro de 2010

Boas frases, vez ou outra, geram bons livros.


Fui virando páginas, como quem folheia uma revista numa sala de espera. Não havia mais nada a ser feito, nenhuma palavra que pudesse ser dita para reverter - fim consumado, etapa acabada e página virada.
E em meio a uma página e outra me apareceu você. Como uma frase perdida no meio de tantas outras, aparentemente sem nada muito grande a me dizer. Até que mais algumas páginas depois a frase se repete e se repete. Repete-se tanto que eu percebo sua beleza, quanto conteúdo em tão poucas palavras. Virar páginas me trouxe você e, mais que isso, me trouxe tudo que você tem a oferecer.
Quase que você passou sem que eu percebesse. Depois de ter que rasgar tantas páginas havia me proibido de escrever contos de amor e dito a mim mesma que pararia de procurar frases bonitas por aí, pra evitar que algum dia as mesmas me fossem roubadas - fosse por não ser minhas de direito, fosse por não quererem me pertencer. Fiquei com medo por ter aprendido bem a lição de que palavras nem sempre dizem o que aparentam dizer. E o fiz sem reclamar, pois também muitas vezes fiz mau uso das palavras!
E agora você está aqui, uma frase bonita que não sai da cabeça, que se encaixa no meu atual contexto e que diz exatamente o que me faltava ouvir. Te leio receosa, não nego. Ainda me restam lembranças um tanto doloridas das páginas rasgadas. Outras nem doem tanto, até causam sorrisos e é também isso que me mete medo - não quero usar tuas palavras à toa, preciso ter certeza que não tentarei reciclar páginas velhas, nem por mim ou por causa social nenhuma; um motivo, banal ou não, seria suficiente pra desencadear textos antigos, se é que você me entende.
E agradeço desde já sua paciência, essa sua forma mansa de falar e esse seu palavreado de quem sabe o que quer e não tem medo, nem de livro antigo, nem de páginas perdidas ou palavras que foram ditas e não podem mais ser silenciadas. Acho bonito esse seu tom de certeza e a forma como me abraça sem medo de se perder nesse meu infinito particular, lotado de tantas outras frases que outrora me pareceram bonitas. Obrigado por não ter medo.
Devo dizer que tudo em você me soa bonito, como um conjunto de palavras bem cantadas na voz de Chico, que de tanto me dá conselhos virou amigo íntimo e pra meu bem, deixou claríssimo, você pode me fazer bem, basta que eu deixe e que tu queira. E tem alguma coisa perdida em qualquer lugar dessa nova página que diz que de uma forma ou de outra, isso dará um belo texto. Um texto doce, causador de risos. Quem sabe um dia vire livro...

15 de outubro de 2010

Do que não mudou com o tempo.


Tenho te homenageado em silêncio. Como lembretes que o coração envia a mente, deixando claro que ainda lhe pertenço. São músicas, sonhos e cheiros tão seus que obrigatoriamente também me pertencem.
Tem algo em mim que não aceita a tua perda e que usa a caixa de lembranças guardada na alma como uma válvula de escape pra essa saudade que eu sinto e pra esse medo absurdo que eu tenho de te perder. Embora eu bem saiba que essa perda já é fato consumado custo a aceitar que seja pra sempre, não por pretensão, mas por achar injusto o desperdício de todo esse amor que lhe tenho.
Outra noite, num dos milhares de sonhos nossos que venho tendo, você me abraçou tão forte, tão você que até em sonho lhe amei absurdos. Você dizia "Eu te amo" com uma voz tão doce e tão sincera que me lembrei das vezes em que você apaixonado cantou músicas ao meu ouvido com uma voz sussurrada e cheia de calor. Foi de longe o sonho mais lindo que já tive e você sabe o quanto eu amava te ouvir cantar pra mim. Algumas coisas nunca mudam.
Em alguma página perdida por aí tem escrito, com letras tuas, que eu tenho o dom de lhe fazer feliz e que será assim pra sempre. Não nego, não tenho dúvidas disso, pois também é certo o seu dom eterno de me fazer sentir inteira, mesmo com o coração em pedaços.
E isso tudo que lhe digo é só para que saibas que aqui, não muito longe de ti, há alguém que lhe tem um sentimento bonito, intenso, verdadeiro. É para que não se sintas sozinho, para que não tenhas medo. Se em alguma noite de chuva você sentir falta de um colo, sentir falta de viver um sonho e lembrar com saudade de beijos verdadeiros, ainda estarei aqui. Não mais tão impulsiva. Um pouco mais calada e quem sabe até mais madura, mas ainda completamente sua. Com olhos, sorrisos e coração que irradiam luz, irradiam sonhos, irradiam homenagens a tudo em você que sabe me fazer muito feliz.

11 de outubro de 2010

Verdade seja dita.

Você sabe que vai me machucar. Sabe bem que se me olhar nos olhos eu vou ver o que você quer esconder. Eu sei que você não faz por mal, você até me quer bem, mas querer bem não é o suficiente. Me deixei levar! Todo esse tempo eu sempre soube que cedo ou tarde você seria você mesmo, mas ainda assim fui cedendo daqui, cedendo dali e entre desculpas esfarrapadas e mentirinhas deslavadas, fui me encaixando em sua vida como num daqueles quebra-cabeças que a gente mesmo faz, cortando uma peça de acordo com a forma de uma outra. Deixei de ter forma própria, aliás fosse só a forma que eu tivesse perdido talvez nem doeria tanto agora, mas junto da forma fui perdendo o que eu era, as coisas e pessoas que eu gostava, os lugares que me agradavam frequentar e, o pior de tudo, aquela pontinha de amor bonito que eu sentia ao me olhar no espelho. Cuidei tanto em ser alguém pra você, que esqueci como era bom ser eu pra mim. Fui acreditando nas mentiras que me davam esperanças, fui depositando minha fé nos dias em que, por alguns momentos, você pareceu ser realmente meu. E nesse meu faz de conta abri mão da maturidade pra ser infantil e poder te aceitar mais um pouco, fazendo de conta que os erros eram só brincadeira.
Tudo bem você partir agora! E nem vou dizer o quanto dói porque eu sei que você já sabe. Usa meu método e fecha os olhos, assim não vai ver um rosto molhado e faz de conta que não ouviu uma voz triste, você deve ter aprendido algo comigo esse tempo todo e, em todo caso, você é ótimo ator.
Desculpe suas frases que eu completei e desculpa também toda a confiança e o amor que depositei nesse relacionamento unilateral. Não quis te perturbar, não quis roubar teu tempo. Só tava tentando viver meu próprio romance novelesco e me empolguei tanto que esqueci de perguntar se você queria mesmo participar.

6 de outubro de 2010

Como se na minha mente tivesse um muro onde estivessem pinchadas as palavras "Só é permitida a entrada de caras iguais a esse", seguidas de uma seta que indica milhares de imagens suas que eu tenho guardadas na memória, barrando assim a entrada que leva ao coração. Barrando assim todos os outros caras que até parecem bons, mas continuam sem ser você.
Por isso continuo dormindo sozinha, noite ou outra tendo pesadelos e acordando todas as manhãs com a lembrança viva do teu cheiro nos lençóis que me lembra que eu deveria, mas não consigo seguir em frente.

23 de setembro de 2010

é primavera.

Pensei em calçar sapatos fechados, mas acordei tão leve, tão solta. Chinelos é certamente a melhor pedida. Entre um biscoito e outro, vou degustando o leite e olhando em volta: O céu tá claro, o sol tá forte e o dia será lindo. Dia de aproveitar bem o café da manhã, o almoço, o jantar e, principalmente, um bom banho!
Quase comecei a ler o noticiário num jornal que chega todo dia as 6:30 pra me lembrar que a vida real existe. QUASE! Daí lembrei que talvez ver um programa de humor na TV à cabo fosse melhor e, óbvio, estava coberta de razão - como é bom sorrir logo cedo!
Quis voltar pra cama e dormir um pouco mais, mas não, não o faria... e olha que dessa vez nem é pra não chegar atrasada no emprego. É só que quero andar pela cidade um pouco, olhar pessoas com calma, prestar atenção nos sorrisos. Quem sabe eu me encontre em algum olhar perdido! Vou usar essa manhã bonita pra apreciar pequenas coisas também bonitas, afinal pra dormir eu tenho a noite inteira - de amanhã, é claro! Porque na de hoje eu já decidi o que fazer: Vou sair e trocar olhares, arrancar sorrisos, beber duas doses de vodka e voltar pra casa inteirinha minha, um pouco alterada, mas completamente feliz.
Finalmente chegou a primavera. O sol, o céu, meu rosto e principalmente meu coração anunciam que agora é segundo semestre pra valer e você sabe, não é? É hora de viver intensamente, de sentir ao máximo, de olhar e ver...
Tenho até Dezembro pra plantar sorrisos, colher flores e mudar a minha vida (mais uma vez).

15 de setembro de 2010

Lembrança em preto e branco


Querido venha aqui ver o que eu encontrei - uma foto do dia em que nos beijamos pela primeira vez. Veja, seu sorriso ainda era tímido e meu cabelo o mais sem graça do mundo. Nossos olhos brilhavam tanto que é notável a agitação e a ansiedade que eles tentam esconder. Aqui éramos ainda muito ingénuos e tanto ainda viveríamos! Nessa foto já nos amávamos, só não sabíamos ou, e muito provavelmente, fingíamos não saber - naquela época o amor nos causava medo e ser amigos era muito mais fácil, temos de admitir.
Passamos tanta coisa juntos que já nem conto quanto tempo soma nossa união. Diferente da maioria passei todo esse tempo te aproveitando ao invés de somando nossos dias juntos ou pensando em quanto tempo ainda teríamos, talvez tenha sido esse o segredo para chegarmos tão longe.
Pra compensar o meu descaso com as datas posso apostar que sei, sem nenhuma dificuldade, onde encontrar cada sinal do teu corpo ou distinguir cada um dos seus sorrisos e olhares. Usei todo esse tempo, seja lá quanto ele for, para amar cada detalhe teu e não posso negar que jamais teria usado ele de melhor forma.
É tão gratificante pensar naquela noite (hoje vista em preto e branco) e saber que fiz a escolha certa, que eu jamais poderia ter sido tão feliz se você não estivesse ao meu lado nesses incontáveis dias e em todas essas noites, por vezes de muita tormenta. Obrigado por me deixar calçar seus chinelos, dormir vestida em suas camisas. Obrigado por dividir comigo tantas xícaras de café e noites sem sono e não posso deixar de agradecer por jamais ter me deixado descobrir o segredo do seu macarrão instantâneo, embora eu acredite que o segredo seja apenas você, como tem sido você o segredo dessas marcas de expressão tão vivas em meu rosto.
E sabe Querido, tem algo sobre aquela noite que eu jamais lhe disse mas a verdade é que, bem antes mesmo de nos beijarmos, o frio na barriga que sua presença me causava nunca me deixou dúvidas de que você seria o homem da minha vida. Desculpa não ter dito isso de cara, mas eu precisava saber se seu coração me escolheria de volta, embora eu jamais tenha duvidado disso.
O mérito é nosso, os anos foram longos mas ainda assim os contornamos. E não posso negar que é com muito orgulho que te olho nos olhos e ainda vejo o mesmo brilho que o desta foto.

9 de setembro de 2010

a verdade sobre o Acaso.


Fui deixando que a vida me levasse. Não contei dias, não perguntei a hora, não quis saber que lugar eu deveria estar. Estive e só, por ser levada até lá, sem nenhuma pretensão. Eu me mantive sóbria por semanas a fio e nas seguintes não deixei que nenhum sonho me embriagasse. Eu estava completamente desarmada, como quando às cinco da manhã você dorme e não tem pesadelos, nem sonha, nem se move na cama e mais parece se fingir de morto. Assim eu me mantive, na espera pra que o acaso agisse.
Ele não agiu. Na verdade eu acredito que ele nem me viu, passou por mim e, de tão quieta que eu estava, nem me notou. Até pensei em gritar, mas aí já era tarde, ele já ia longe, já se chegando a outro porto.
Pois veja só que malandro é esse acaso, vive dizendo que a gente tem de deixar ele agir, vive pregando que quando a gente sabe esperar é porque merece receber e aquela história toda de que com a calmaria é que se faz uma bonita tempestade... Mentirinha deslavada. Quando a espera já se tornara minha amiga ele passa por mim e nem me olha, não me nota, nem toca em minha vida e olha que ele nem precisava fazer tanto, no andar dessa minha carruagem já quase parada bastava ele tocar um fio do meu cabelo, a ponta do meu dedo e pronto, a ação seria de notável repercussão. Mas não, nem isso. Nadica de nada! O acaso passou por mim - passou e pronto! Nem sequer uma troca de olhares ou um sorriso, um aceno de tchau, um caminhar indeciso. Simplesmente não me viu.
Foi aí que eu aprendi a ser essa moça que hoje sou: Ansiedade e embriaguez de mãos dadas comandando esse coração e essa mente que, daquele dia em diante, descobriram que o acaso nada mais é que um velho ceguinho passando vez ou outra ao nosso lado e só capaz de fazer algo por nós se sentir nossos movimentos, se ouvir nossa voz, se formos capazes de fazê-lo vê à que viemos.

7 de setembro de 2010

Lembrete.

Como quando um filme deixa a desejar, sabe?
Todo o nervosismo das luzes se apagando e você cheio de ânsia, frio na barriga.
Depois de toda a ação, cenas lindas e uma história aparentemente perfeita que fez nascer em você mil e uma curiosidades... As luzes acendem e lá está em brancas letras grandes "The End", quando você sabe que faltaram risos, quando você sabe que deveriam haver mais cenas e, de alguma forma, aquele fim não faz sentido. Cadê o beijo? Cadê as respostas?
A mente sai vazia e o filme perde completamente a emoção.
Então você sai do cinema com aquela sensação de desfalque por saber que, se houvessem permitido, você teria produzido algo muito mais bonito.

3 de setembro de 2010

Primeiro mês de vida da minha Vida.

Ontem, dia 02 de setembro, minha princesa completou seu primeiro mês de vida e NOSSA! como ela fica cada dia mais linda, mais fofa, mais inteligente, mais tuuuuuuuuudo. Não é por nada não, mas minha filha é a coisa mais perfeita que eu já conheci nessa vida!! Enfim, deixando de lado todas as minhas babações de mãe completamente apaixonada, tenho que dizer que esse primeiro mês passou correndo. Até parece ter sido ontem que vi o rostinho lindo da minha princesa pela primeira vez.
Durante esse mês já quase morri do coração umas 400 vezes, mas me falaram pra eu ir acostumando porque só piora, e eu não duvido disso, rs!  Mas graças a Deus chegamos ao fim do primeiro mês com minha princesa saudável e cada vez mais gordinha, já tá pesando 3,500kg e medindo 48cm. Tem as bochechas mais gostosas do mundo todo e eu tenho que me controlar pra nao beijar o rostinho dela, se não nasce umas espinhas pequenininhas e tal, vocês nem podem imaginar o quanto é difícil me controlar, MESMO! hahaha
No 7° dia de vida o umbiguinho já caiu e dois dias depois eu quase enloqueço porque sangrou umas duas gotinhas, foi desespero geral aqui. Mas rapidinho a Bisa disse o que fazer e em 3 dias o umbiguinho estava completamente saradinho!
Ela ainda não consegue mamar em mim, sempre que tentamos (com o bico de plástico porque tenho zero bico) ela mama um pouco e fica impaciente, começa a chorar e eu não consigo ficar forçando porque parte meu coração, daí continuo tirando leite com a bomba e fazendo ela mamar um pouco no peito a cada dia pra não parar de produzir leite, agora ela já toma por volta de 8 a 10 mamadeiras de 120mls por dia, super faminta graças a Deus. A única coisa negativa é que erdou a renite alérgica que a vovó dela tem, mas isso também já está sob controle com o sorine agindo em nossas vidas, amém!
Ela já passa noites acordada me olhando enquanto leio pra ela, os olhos mais lindos do mundo. Fica calminha sempre que ponho música, a verdade é que no geral ela quase nunca chora e é muito calminha, até nisso eu fui abençoada. Já sei fazer de tudo e faço sempre com muito carinho e paciência, só ainda não dou banho porque tremo de medo de machucar ela de alguma forma, sou muito medrosa! Só que loguinho vou querer me arriscar nisso também, rs.
E lógico que a essa altura todo mundo fica olhando e querendo dar uma opinião sobre com quem ela parece. Eu acho notável que os olhos e as sobrancelhas ela erdou da mamãe aqui. A boca parece muuuito com a do pai, quase idêntica e o narizinho parece muito com o da vovó, além do formato da cabeça que minha mãe diz ser igual ao da cabeça do meu avô que já faleceu. Claro que ela ainda é muito pequena e ainda vai mudar muito, mas eu queria que ela parecesse mais com a vovó dela porque acho minha mamis linda. Enfim o que importa é que seja lá com quem ela vai parecer, certamente continuará essa coisa linda que eu amo mais e mais a cada dia!
Não posso deixar de citar aqui as visitas que recebemos, muitas por sinal, todas as tias que vieram ver ela, trouxeram presentinhos, mimaram e fizeram ela se sentir especial, não tenho palavras pra agradecer e eu tenho certeza que ela certamente tem amado toda essa atenção que vem recebendo. Domingo pretendo viajar com ela pra casa da Bisa e eu tenho certeza que lá então, nooossa, vai ter amor rolando sobre nós o tempo todo e com certeza vou contar tudinho aqui depois da primeira viagem da minha princesinha pra cidade da família dela!
02 de setembro, 2010.

26 de agosto de 2010

palavras

Talvez eu tenha usado as palavras erradas. Não é como você vem me perdendo, é como continuo pertencendo a você. Como, de alguma forma, continuo pensando em você ainda que pouco a cada dia. Afinal é normal que eu siga em frente, que eu descubra novos telhados e me atire deles, de quantos forem necessários. É normal que a vida continue e que os planos já não sejam os mesmos, é normal que você me perca e eu me encontre em outros braços.
O que não é normal é essa lembrança tão viva que eu tenho de você; e embora eu, mais que ninguém, saiba o quanto é difícil esquecer, é essa lembrança que me surpreende. Como, todos os dias e em horários diferentes, você me vem do nada e não quer ir embora.
Me surpreende estar em outros braços e adorá-los, mas inconscientemente continuar comparando-os aos seus. E me é absurdo como mesmo desprendendo-me de você meu íntimo continue tão seu, intocável, vivendo a tua espera. E tudo em mim que diz que isso não é saudável perde completamente a voz, porque no instante em que tua lembrança me abraça, tudo em mim que pede pra que eu te esqueça simplesmente some e por alguns poucos e incontáveis minutos eu sou tua de novo como se nunca tivesse deixado de ser, o que não deixa de ser um pouco verdade.
Eu tenho de usar palavras que digam o quanto ainda dói, como corrói a alma essa lembrança chata que eu tenho de você, uma lembrança tão viva que parece vida real, parece acontecer toda vez que eu lembro. Eu tenho de falar que lembro mesmo sem querer e pedir pra você alguma receita para que isso pare, porque tem de haver um jeito de fazer isso parar. Afinal por quanto tempo mais vou ter de ser dos outros sendo ainda um pouco sua?
Eu tenho de usar palavras que peçam para que me digas como acabar com essa lembrança que por cinco minutos me deixa seguir em frente, depois volta atrás e não me deixa viver em paz. Sou quase toda minha e preciso descobrir como dar fim ao que em mim ainda é teu.

24 de agosto de 2010

Pés Cansados.

Fiz mais do que posso. Vi mais do que aguento. E a areia nos meus olhos é a mesma que acolheu minhas pegadas.
Depois de tanto caminhar, depois de quase desistir, os mesmos pés cansados voltam pra você.
Eu lutei contra tudo. Eu fugi do que era seguro. Descobri que a gente pode viver só, mas num mundo sem verdade.
Despois de tanto caminhar, depois de quase desistir, os mesmos pés cansados voltam pra você.
Sem medo de errar, voltam pra você.
Meus pés cansados de lutar. Meus pés cansados de fugir. Os mesmos pés cansados voltam pra você.
[Sandy Leah]

19 de agosto de 2010

E sinto a necessidade de dizer que te reencontrar me fez sentir viva outra vez. Ainda tens o toque, a voz, os traços, pele e pêlos pelos quais me perdi um dia e pelos quais não reclamo de perder-me outra vez.
Ver teu sorriso e ouvir teu riso, nem podes imaginar a felicidade que isso me trouxe, quase igual a de quando pela primeira vez você disse que me amava. E embora eu saiba que você já sabe quero lembrar que o amo tanto ou mais quanto amava a última vez que toquei teus lábios e senti teu corpo, e saiba que a saudade doeu muito e a espera quase me mata, mas por esse momento eu sentiria tudo outra vez. E não é por ser submissa ou por falta de amor próprio, é simplesmente por saber que ninguém no mundo consegue me fazer feliz como você me faz.
Eu passaria, sem nenhuma saudade do mundo lá fora, o resto da minha vida aqui, te vendo sonhar e vendo a vida realizar o maior dos meus sonhos.

17 de agosto de 2010

Como num filme


"Deixe-me ficar com esta lembrança... por favor, só essa"

9 de agosto de 2010

Estou escondida no drama barato ou no último capítulo da novela das oito.
Talvez tu me aches na música de letra mais triste e se for um bom dia, quem sabe, numa música alegre e antiga. Talvez tu nem me procures. Mas bem, que mal tem nisso?
Estou em quase tudo que me merca e ainda assim ninguém me acha. Ninguém me acha parecida com aquele perfume, com aquela voz, com aquela música ou com aquela comida meio exótica. Pra falar a verdade acredito que as pessoas nem me vejam, talvez ouçam uma voz ou saibam de uma história. Mas ver - ver mesmo de reconhecer e gostar (ou não), isso acho que só eu mesma consigo, quando me olho no espelho e estou lá quase escondida, no fundo dos olhos.

7 de agosto de 2010

Só pra constar.



É só que hoje eu sei o que é amor.
Hoje eu sei o que é acordar antes só pra ver um sol particular nascer.
Hoje eu sei o que é um coração parar por cinco segundos pra sentir um outro bater.

4 de agosto de 2010

Você é o presente que Deus me deu.

Lara Giovanna nasceu! É a pessoinha mais apressada e pequena que já vi em toda minha vida, mas é também a mais linda, a mais doce, a mais serena, a mais tudo. Tão coradinha e indefesa que me espanto comigo mesma ao notar que ser humano lindo eu trouxe ao mundo.
Lara nasceu dia 02 de agosto de 2010, às 19h59min. Pesando 2,880 kg e medindo 46 cm, veio quatro semanas antes do previsto e três antes do marcado, mas graças a Deus veio perfeita de saúde e com a boquinha mais linda do mundo todo.
Ainda estamos tendo dificuldades com a amamentação, meus seios não têm bico e isso dificulta a sucção, mas como já era de se esperar eu tenho muito leite então é só questão de tempo, paciência e carinho até que a Lara esteja mamando como deve. E não posso deixar de comentar o quanto minha filhota é educada, logo de cara dormiu a primeira noite inteira e só quis mamar 12 horas depois do parto, não chorou quase nada ao nascer e menos ainda de lá até aqui (tenho chorado bem mais que ela). O choro dela é baixinho e isso me deixa um pouco preocupada porque do meu quarto eu podia ouvir o choro dos outros bebês, mas o pediatra disse que é normal até mesmo por ela ter nascido antes da hora, com um tempo ela deve ficar um pouco mais escandalosa (haha)!
A verdade é que eu estou vivendo o melhor momento da minha vida, tenho tanto orgulho de mim mesma e da minha bebê que quase nem cabe em mim e agora não quero saber de mais nada, só babar minha princesinha o dia inteiro, aliás só estou aqui porque ela foi com a vovó tomar as vacinas e eu tive que ficar por conta da cirurgia, ainda não posso abusar. 
No fim das contas a sensação que dá é que vivemos a vida inteira em função desse momento, porque nenhum outro é capaz de trazer tanta felicidade e realização. Fui muito abençoada com a vinda da minha filha e recomendo a todas as mulheres que se permitam a maternidade porque não existe nada mais sublime.
Agora umas fotinhas da Giovanna, pra que vocês vejam o quanto apesar de pequenininha ela é linda:

           Vovó me mimando assim que cheguei ao apartamento.

                                    Tirando uma sonequinha :)

                                    Titia Neuma já me babando.

           Sou a bebê mais linda e paparicada do mundo todo.

1 de agosto de 2010

Com amor.

Como no reveillon do nosso primeiro ano, quando 365 dias pareciam pouca coisa diante da eternidade que queríamos viver juntos. Eu via a imensidão do amor nos seus olhos, eu via toda a vontade de viver uma bonita história estampada no teu sorriso. Eu senti exatamente como você se sentia e desde então acordo todos os dias fazendo o mesmo.
Eu sei que as tempestades por vezes quase derrubaram nossa casa, quase alagaram nossos sonhos. Quantas vezes quase fui embora, mas fiquei por saber que lugar nenhum do mundo tem o calor do teu abraço e nem precisas me dizer, também pude ver nos teus olhos as vezes que se decepcionou, as vezes que por um segundo quis que eu sumisse, quis não me amar. Eu não o culpo, também tive minha parcela de maus momentos e sei o quão difícil é lidar com eles. E de qualquer forma eles nos fazem forte, os superamos, continuamos aqui e juntos.
Talvez um dia você acorde com vontade de abandonar o barco, vontade de se jogar no mar e se aventurar no desconhecido. Talvez um dia você sinta falta da liberdade na hora de escolher o lugar pra jantar, a festa onde ir e a programação que fazer. Talvez um dia você acorde cansado de mim e de tudo que mesmo diferente, tornou-se rotina. Vou culpá-lo nos primeiros dias, chorar o primeiro mês inteiro e Deus sabe o quanto vai doer rever as fotos, mas sobreviverei por saber que é sua felicidade e que você, mais que ninguém no mundo, merece ser feliz por ter me feito feliz todos esses anos. E certamente continuarei amando você, como venho amando desde o dia em que chegou as 4:15 de uma festa e eu ainda te esperava online com a desculpa de não sentir sono, só pra que você me dissesse que não beijou ninguém mesmo sem saber o que eu sentia, mesmo sem imaginar no que aquilo resultaria.
E esse cartão de feliz ano novo deveria conter apenas poucas frases com os dizeres "Eu te amo, feliz novo ano para nós", mas é que eu sempre sinto essa necessidade de te dizer como você me faz sentir, como você me faz te amar. E não importa quantas vezes as datas se repitam, seu sorriso igual será sempre novo, seu beijo de ontem será sempre inédito e dormir ao seu lado será sempre como a primeira vez.
Obrigado querido, você tem sido a cor dos meus anos e a mágica que mantém vivo esse encanto. Que mais 365 dias sejam só o começo.

11 de julho de 2010

Vinte anos e amor pra recomeçar.

Eu te desejo não parar tão cedo, pois toda idade tem prazer e medo. E com os que erram feio e bastante, que você consiga ser tolerante. Quando você ficar triste que seja por um dia e não o ano inteiro. E que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero.
Desejo que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansada, ainda exista amor pra recomeçar.
Eu te desejo muitos amigos, mas que em um você possa confiar. E que tenha até inimigos pra você não deixar de duvidar. Quando você ficar triste que seja por um dia e não o ano inteiro. E que descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero.
Desejo que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansada, ainda exista amor pra recomeçar.
Eu desejo que você ganhe dinheiro pois é preciso viver também. E que você diga a ele pelo menos uma vez quem é mesmo o dono de quem... Desejo que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansada, ainda exista amor pra recomeçar. Pra recomeçar...

3 de julho de 2010

Capítulo Final.

Embora tenham sido duros os dias até aqui, ainda há a mágica. Como quando ganhamos o campeonato ou como quando fui aceita na faculdade. Foram grandes momentos e nós estivemos juntos. 
Talvez todo esse livro com tantas palavras e uma história manuscrita não consiga dizer o que quero dizer. Acho que nunca vou consegui-lo. Mas veja, é sobre você. Todo esse tempo tudo foi sobre você. O sonho, as esperanças, o livro e agora também esse capítulo final. Como eu gostaria de ter algo bonito pra escrever!
Mas nosso final ainda não é feliz, digo, nós dois juntos, aliança e filhos correndo pela casa branca e grande - embora tenhamos sonhado com isso todos esses anos. E a verdade é que embora a história tenha dado um bom livro romântico de dar água aos olhos, não tenho certeza se o último capítulo será capaz de tanto.
Talvez agora eu devesse inventar um final, quem sabe desse certo e a realidade o seguisse como modelo. Mas não sei, ao longo dos capítulos e dos anos fui me tornando essa pessoa fiel demais aos fatos, sempre tendo medo ao contar os detalhes para que não escape algo que possa vir a ser crucial e me crucificar, você sabe como as pessoas que nos escutam são, ao menos a maioria delas, sempre disposta a achar um equívoco para nos machucar. Então como terminar esse livro?
Posso dizer que amo você e que continuarei amando para sempre, mas já não tenho tanta certeza sobre isso e não quero escrever algo sobre o qual não haja fé. Talvez eu devesse terminar a nova vida que você vem seguindo e escrever sobre como encontrou outra pessoa e teve com ela tudo que não tivemos, mas isso seria duro demais comigo mesma e certamente faria o livro não ser publicado. Ninguém compra livros onde o fim é trágico e sem esperança e, consequentemente, ninguém quer publicar livros que não serão vendidos. E além do mais, não teria muita graça você casado com outra pessoa, seu apelido deixaria de fazer sentido e você passaria o resto da vida usando essa barba que te deixa feio. Se o livro virar filme temos de nos assegurar da sua boa aparência.
Acho que vou deixar o último capítulo assim mesmo. Você lendo o projeto do meu livro e com algumas palavras a dizer. E eu na indecisão, sem saber se o livro ficaria melhor se eu escrevesse sobre a nossa suposta felicidade. Tanto os leitores quanto eu mesma morreremos de curiosidade sobre o que você tem a dizer. Acredite, eu certamente morrerei mais rápido e sofridamente que todos eles, enfim.
E ainda que eu não ame você pra sempre, que todos os leitores pensem que foi diferente, afinal como acabar um amor por quem, além de tantas loucuras, fazemos um livro? Isso faria até eu mesma desacreditar na nossa história e não quero algo assim para os meus leitores, inclusive pra você que por muitos anos seguidos comprará vários exemplares do mesmo só para se assegurar de que a história continua sendo a nossa e continua linda, embora sem um final definido.
E bom, se um dia eu voltar a escrever sobre nós dois em algum possível livro, que você já tenha deixado de ser tão cabeça dura, que a casa branca esteja pronta e que os filhos sejam saudáveis. Até lá, que você acabe ensaiando palavras bonitas sobre nossa história e que com o tempo, o tempo não doa tanto pra passar.

18 de junho de 2010




Garota, não precisa ter medo.
Você vai mudar o mundo!

12 de junho de 2010

Outra carta para a coleção.

Eu sei o quão boa posso ser. Sei o quanto posso te fazer esquecer o mundo, o quanto posso colocar inúmeros sorrisos em teu rosto e o quanto posso ser boa em dividir e guardar segredos. Você também sabe disso.
Sabe que posso ser tua amiga quando precisares de uma. Sabe que posso ser briguenta e exigente quando for conveniente, quando tiver de lhe forçar a algo que, mesmo que você não queira, tem que fazer – te obrigar a tomar teus remédios é um bom exemplo. Sabe que posso ser a namorada preocupada que diz "Te amo" ao acordar e olha fundo nos olhos antes de dormir. Eu e você sabemos todas as inúmeras coisas boas que eu tenho pra oferecer.
Sabemos também que não é difícil que eu seja uma pessoa agradável, quase sempre sei bem a hora de ficar calada e quando tenho que falar, na maioria das vezes, sei bem o que dizer. E não, essa carta não é pra que você veja a pessoa que você deixou pra trás, o quanto perdeu ou quão perfeita eu sou. Ambos sabemos que fora todo o amor que eu tinha por você, não há muito mais que você tenha perdido e bom, nem preciso dizer que tudo que eu não sou é um ser perfeito, não é? Você sabe disso mais que ninguém.
Essa carta, como tantas outras, nem mesmo chegará a você porque embora eu a escreva com palavras que aparentemente são para você, é a mim que essa carta deveria ser entregue e somente eu mesma deveria lê-la. Mas eu ainda tenho a mania de jogar as palavras nos outros como se isso aliviasse minha culpa, então me deixa fingir que é pra você e quem sabe assim não doa tanto ser cruel comigo mesma.
Acontece que eu fui terrível com você. Embora eu tivesse exatamente tudo o que você precisava, embora eu soubesse exatamente como agir, eu fiz tudo errado. Eu sei que eu poderia ter sido exatamente o que você sonhou e o que, embora eu nunca tenha admitido, eu sonhei junto. Mas eu falhei. Em todos os momentos que cometi um erro, em todos eles eu sabia o que tinha de fazer e ainda assim não fiz. E todas as vezes que usei palavras duras eu sabia o que deveria dizer, mas optei por magoá-lo acreditando que isso faria você me ver, você sentir o que eu sentia quando tudo que eu sentia era medo de te perder, mesmo fazendo de tudo pra que isso acontecesse.
Você entende o que eu quero dizer? Talvez estivéssemos juntos em mais um dia dos namorados como esse se eu não tivesse sido tão dura com você e comigo mesma. Eu sabia exatamente como te fazer feliz e ainda assim escolhi por decepcioná-lo e a verdade é que ainda hoje não encontro os reais motivos para isso. Sendo mais sincera ainda, tive medo do que eu descobriria sobre mim mesma e parei de pensar a esse respeito quando parei também de amar você.
E a questão aqui não é como teria sido ou como ainda pode ser, não é nada disso. ‘Nós’ é uma pessoa que não existe mais no nosso caso, aliás, esse "nosso" também deixou de existir faz muito tempo. Não, a questão aqui não tem nada a ver com o que poderíamos ter vindo a ser, a questão é o que eu me tornei pra você, como agi com você e como perdi a oportunidade tantas vezes de fazer feliz a quem eu só queria fazer feliz. A questão é exatamente o quanto fui burra e egoísta. E hoje, diante dessa coisa absurda que eu vejo ser a realidade, retiro de você a culpa por ter me julgado tantas vezes, por ter perdido a crença em mim e por não ter me dado a chance de explicação por vezes em que acreditei que você tivesse obrigação de o fazê-lo. Eu já vinha sendo muito mal fazia muito tempo e embora os últimos erros não tenham sido meus, aceito ficar com a culpa referente a eles, não por achar que seja justo mas por notar que, culpa minha ou não, o peso do passado é tanto que um erro à mais ou um erro à menos não faria diferença diante das palavras que usei, da forma que brinquei, do quanto fui egoísta. Erros alheios que recaíram sobre mim nada mais foram que um pequeno agravante e que de certa forma me ajudaram a chegar até aqui e escrever essa carta de dia dos namorados que parece ser pra você, mas que é pra mim.
E embora seja duro levar a culpa é também reconfortante aceitá-la. Ao menos agora não cometerei os erros do passado com pessoas do futuro, nem os meus e nem os dos outros. E espero que você um dia possa me perdoar pelos erros cometidos (ou não) por mim e isso não quer dizer que te queira de volta, quer dizer apenas que talvez assim eu sinta menos culpa e mais preparo pra seguir em frente com sentimentos novos e pessoas também novas. Vai ser bom voltar a acreditar no quanto posso ser boa pra alguém e ter coragem suficiente para dessa vez o sê-lo.
Feliz dia dos namorados. Que meus erros do passado não te impeçam de tentar outra vez, de amar novamente. As pessoas podem ser boas e você merece que elas o sejam, só precisa acreditar. E pra mim ficam aqui os parabéns pelas conquistas, pelo aceitamento e por ter chegado tão longe mesmo sem te ter por perto. Nós dois sabemos que o mais difícil já foi vencido.

10 de junho de 2010

Sobre um casamento que eu vi se desfazer.

- Eu continuo arrasada, desesperada. Hoje acordei ainda pior. Não sei mais o que fazer, no que me agarrar, no que acreditar. Todos os dias parece ficar mais e mais difícil e eu não sei como reagir. Mas ainda tenho fé e acredito que ele logo vai ver a grande mulher que sou, então ele voltará.

- Talvez não seja ele, mas você quem precisa ver essa grande mulher.


Foi exatamente assim o diálogo. E nunca uma verdade foi tão bem dita!


5 de junho de 2010

Só esclarecendo.

E tem algo sobre aquilo tudo que eu jamais lhe falei. Eu gostava. O vento no meu cabelo, a velocidade e você nos meus braços. Aquilo me fazia sentir viva. Era minha própria história de amor sobre duas rodas, que mulher nunca sonhou com isso?
Enquanto a cidade passava ao nosso redor eu te abraçava forte e sonhava. Sonhava alto. E o incrível é que todos os sonhos, até os mais absurdos, eram possíveis. Isso porque ali, agarrada a você em alta velocidade, eu acreditava em nós dois e acreditava que nada no mundo seria capaz de abalar aquilo.
Se existe algo em minha vida que defina por mim a palavra confiança, acredite, foi aquele momento. Eu poderia sentir medo, ficar insegura, não querer ir... Mas você estava lá, sabe? E eu podia abraçá-lo e podia falar no seu ouvido enquanto o vento fazia voar meus cabelos. Naquele momento você era meu e eu era sua, numa ação que pedia mais entrega que qualquer outra, pelo menos pra nós. E eu jamais escondi que lhe confiava minha vida, como confiei inúmeras vezes meu amor e segurança a você enquanto corríamos sobre duas rodas em busca de um lugar seguro. E a verdade é que tudo bem se não encontrássemos, porque pra mim lugar nenhum era mais seguro que estar lá, agarrada a você e fugindo do resto do mundo.
Nós nunca precisamos de muito para nos amar, para estarmos felizes. Duas, quatro, nenhuma roda. Tanto faz! E você sabe que em nenhum lugar do mundo haverá uma história tão bonita, uma aventura tão grande ou um sentimento tão forte. Mas hoje, quando olho pro passado e sinto saudades, era esse o momento mais incrível pra mim - Eu e você, duas rodas, um abraço e o resto do mundo correndo atrás de nós enquanto fugíamos pro paraíso. Ainda que a realidade não fosse tudo isso, era assim que eu sonhava enquanto estava ali e acredite nunca um sonho fora tão real.

3 de junho de 2010

Aliás,


Feliz mês dos namorados.
    Que seu coração esteja aquecido.
 

People Always Leave.

"Você pode dirigir aos 16, ir para a guerra aos 18, 
você pode beber aos 21 e se aposentar aos 65...
Entao qual idade você tem quer ter antes que seu amor seja verdadeiro?"


- One Tree Hill, sobre Nathan e Haley e uma porção de coisas que eu não entendia até chegar aqui na terceira temporada do seriado e na Season Finale da última temporada de um sentimento morto. (in)Felismente nada que possa mudar o passado ou, e pior, remediar o futuro.
Acho que todas as pessoas cometem erros afinal, mas não há erro imperdoável para quem ama de verdade. As vezes é só um teste e a pessoa que você ama só está tentando descobrir o quanto você é capaz de amá-lo de volta, o que na verdade não importa porque normalmente, independente do quanto seja, não é o suficiente. O amor sozinho nunca é suficiente e isso não há como mudar, assim como não dá pra mudar o que as pessoas são ou a quem elas escolheram (ou não) amar.
E não tem sentido nenhum porque não há necessidade dele. A maior parte das coisas incríveis que nos acontecem jamais farão sentido e isso não nos impedirá de viver cada uma delas e saber que mesmo sem sentido elas nos fazem realmente felizes.
E, vejam só, nem é data ainda (...).


17 de maio de 2010

Amizade é Quando

Você sabe que pode contar com aquela pessoa. Não pra festa de aniversário, pra noite de sábado ou pra ir no cinema. É contar mesmo, como quando você nota que tem dez dedos nas mãos e quer dar nomes à cada um deles ou quando tem um segredo que só pode contar para esses mesmos dez dedos e sabe que não se arrependerá disso. E claro, amizade é também todo o resto.
Amizade é quando há confiança, quando há abraço, quando há beijo e é quando nada no mundo tem mais graça que um domingo cheio de sorriso e segredos com as amigas, sem fazer nada. Amizade é quando você não sabe o que fazer, mas não se preocupa porque sabe que tem alguém que te ajudará com isso. Amizade é quando você tem vergonha de admitir pra si mesma um pensamento ou um sentimento errado, mas não tem vergonha de dividi-lo com o teu amigo.
Amizade é exatamente tudo que eu tenho com vocês e tudo do que eu tenho muito orgulho.



Eu e Lara somos mesmo muito sortudas! Amamos vocês.

14 de maio de 2010

Continuando.

Lembra da nossa praça?
Então, não direi muito, 
só direi que continuo indo lá todos os fins de tarde. 
Levo sempre em mãos o mesmo livro 
que conta uma história parecida com a nossa.
E fico lá, vendo o sol se pôr. 
Vendo o tempo passar, mais um dia, outro, sem você.


Depois volto pra casa como se não doesse, 
porque já quase não dói.
E ainda assim dói desesperadamente todos os dias, 
cinco minutos antes de vir embora, 
quando noto que mais uma vez estive alí sozinha.


11 de maio de 2010

Mais meu. Menos alheio.

Talvez eu não devesse ter me acomodado, afinal onde está agora a garota mimada que batia o pé e só queria se fosse do seu jeito? Me mandaram ser flexível e o fiz, mas acho que passei do ponto. Deve ser por te amar demais, talvez por não me amar ou quem sabe, e muito provavelmente, pelas duas coisas em uma só. É algo com o qual convivo sem relutar ou entender, me basta sentir, ainda sem saber direito o que é. Como disse me tornei mais flexível que o ponto, seja ele final ou de interrogação. Cabendo sempre onde você o queira colocar.
Até imagino seu rosto ao ler isso, meio sem entender as palavras e se perguntando o que é mesmo que eu quero dizer, talvez eu devesse agora mesmo começar a ser direta, mas ainda tenho medo de te perder mesmo querendo que isso aconteça. E é aqui, nesse momento, em que me acomodo. Veja a situação: estamos juntos não estando, eu o tenho mesmo você nem me pertencendo e continuo sendo tua, já não sendo. A situação não é a melhor do mundo, mas continua sendo a mais fácil. E bem, você nunca me disse que seria bom ou prazeroso, apenas disse que seria e que se isso me bastasse, estava resolvido. E por muito tempo realmente me bastou, agora é que eu não sei, não sei onde encontro a solução ou o desfecho. Não sei sequer onde te encontrar.
A culpa não é sua, sempre deixando claro o que tinha pra oferecer ou não, eu é que pensei... Esquece, pensei errado! E sei você vai terminar isso sem mudar nadinha do que pensa ou de como age, talvez eu nem devesse te escrever, mas preciso mesmo colocar pra fora, entende? Como quando você não segurou o olhar de saudade ou não conteve o beijo de verdade, assim estão minhas palavras: Quase que pulando de dentro de mim bem pros teus braços. Daí você lê e depois rasga, nem precisa lembrar por muito tempo, mas é bom que lembre por uns dez minutos pra entender mais tarde, quando não me restar força alguma e eu acabar dizendo adeus.
Talvez você ligue hoje à noite, ou não. Talvez esteja mais romântico no final de semana. E talvez daqui pra lá eu já tenha encontrado coragem. Mas até lá me pega no colo vez em quando, usa algumas palavras bonitas e me olha nos olhos. Muda um pouco a rotina, faz as coisas menos iguais e reforça a ilusão quase contida que ainda tenho de um dia ter você só pra mim
.

9 de maio de 2010

Nos vemos na volta.


Acaba que me despeço, não como quem não volta nunca mais, mas como quem precisa dar um tempo. Você sabe, sempre acabo fugindo pra fazer de conta que não dói tanto, quando tanto dói que fica insuportável.
Dessa vez não te escreverei de onde quer que eu acabe indo, isso porque de tão amontoadas e numerosas, minhas cartas já devem ter te enchido o saco. Vai que me acontece algo grandioso e você de tão cansado acabe não lendo, melhor mesmo esperar pela volta e contar pessoalmente, quando voltarmos a nos encontrar. Ou talvez eu escreva... Quando a solidão for tanta que obrigue minhas mãos a pegar caneta e papel e a escreverem algo bonito, talvez dramático, que se for lido possa tocar você. Ainda distante vou continuar querendo tocar você.
Nem vamos falar sobre sua saudade, você sabe que minha força não é tanta e logo não aguento, acabo voltando. Nem dará tempo de você esquecer meu cheiro ou o som insuportável das minhas lágrimas chatas. Vais ver, poucos dias rápidos e estarei outra vez aqui, talvez menos dramática e exigente, mas ainda completamente apaixonada.
E não vou fazer advertência sobre uma nova mulher ou algum amadurecimento, já passei da fase em que distancia resolvia problemas e curto tempo me fazia sentir alguém melhor. Ambos sabemos que não é assim tão fácil, pra tanto a distancia teria que ser enorme e o tempo um pouco mais longo e sofrido, o que me faz agradecer por não precisar de algum amadurecimento urgentemente. Minha resistência não é tanta, não aguentaria e cederia, voltando sem amadurecer. Não é para esses fins que vou, é apenas para pensar, para sentir saudade outra vez, para voltar com o coração alagado de amor e sem motivação para brigas. Paz, é isso que vou procurar, paz para nós dois, trazê-la de onde quer que ela esteja pra que possamos outra vez voltar a deitar na cama num domingo tranquilo, ver um filme romântico, comer pipoca e ter longas conversas sem que o passado ou problemas venham nos trazer de volta a realidade dura em que já não nos pertencemos tanto, nem somos tão parecidos ou vivemos um início de namoro romântico e apaixonado.
Vou, aonde quer que seja, buscar o que nos falta e trazer para que possamos por ainda mais um tempo viver esse doce que, cedo ou tarde, amargará outra vez. Mas que seja tarde... Não tenho pressa em te perder.
E por favor, compre girassóis pra quando eu voltar.

8 de maio de 2010

Baby Chá da Lara.

Hoje enfim terminei o convite do Baby Chá da Lara. Deu um trabalho danado e todo mundo me ajudou um pouquinho dando opinião, no fim eu amei o resultado. Segunda vou na gráfica e de lá vou comprar os envelopes, depois é entregar todos com muito carinho.
Fiquei um pouco na dúvida quanto aos convidados, mas acabei decidindo que vai ser mesmo uma reunião feminina, apenas com as amigas mais próximas e que certamente, de alguma forma, farão parte da vida da Lara.
Nunca estive tão animada com uma comemoração, espero que dê tudo certo. E espero que vocês achem fofo o convite que eu fiz! Agora é correr com os preparativos, deixar as câmeras no ponto e festejar. Quero que Lara, ao ver as fotos desse dia, sinta o quanto todos festejaram sua vinda!

Uma pena a imagem no blogger não ficar tão boa quanto realmente é. Mas dá pra ter uma noção! Ai, que friozinho na barriga...

6 de maio de 2010

Boa música faz bem pra alma.

Daí né hoje parei, desde bem cedo, pra ouvir o novo cd de Ana Carolina, Nove. Isso porque ontem ouvi o trecho de uma das músicas e de cara fiquei apaixonada. Lógico que sou suspeita, sempre fui fã e acho lindo até mesmo umas performances meio ridículas que ela faz vez em quando. Lógico que isso foi só modo de dizer, mas enfim.
Daí que eu achei a música e o vídeo, não gostei muito do vídeo é verdade, mas a música é realmente maravilhosa. Aliás, todo o cd é muito bom. Então em nome dos bons e velhos tempos em que Ana Carolina curava ou alastrava ainda mais minhas fossas, fica aqui a dica desse cd maravilhoso.

E segue o vídeo da minha preferida: 10 Minutos - Ana Carolina.