31 de dezembro de 2011

Pro ano que vem.



Vou ajoelhar e pedir paz. Pedir baixinho e com fé. Pedir que o ano que vem vindo chegue sereno, que traga luz, que mude minha vida da forma mais positiva. Vou pedir amor, saúde e prosperidade pros que eu amo. Pedir que eu saiba ser forte nas dificuldades, que eu consiga manter o equilíbrio e a coragem.
E vou agradecer, é claro. Agradecer o ano lindo que passou, as conquistas, os sentimentos. Agradecer pelo que ficou e até mesmo pelo que se foi, de vez. Agradecer com todo coração e sinceridade, pra que saiba que serei muito verdadeiramente grata se 2012 cumprir as promessas que tem me feito.
Feliz ano novo, muita paz e amor. Que cada um que venha a ler essa mensagem saiba que, direta ou indiretamente, meus votos são os mais sinceros. Que venha 2012!


(Pode pedir pra 2011 não ir? Não, né? Então tá!)

15 de dezembro de 2011

Um dia, muito amor.






 



















Sabe a pessoa do mundo mais ligada em datas? Pois é, essa sou eu. Lembro das datas dos acontecimentos mais bobos e acredito que a data de início faz toda a diferença no andamento de algo. Eis que criaram um filme lindo, do tipo lindo MESMO. One Day, na minha singela opinião, o melhor filme do ano. Com a incrível Anne Hathaway, que já é sinônimo de boa atuação, mas não achou suficiente e foi lá sambar na nossa cara. Ela está incrível nesse filme, mudando o visual ao longo dos 20 anos da história e fazendo a gente se apaixonar pela personagem em todas as fases.
A história é fácil e apaixonante. Fala de um amor bonito, nascido meio que do nada e que só cresceu ao longo dos anos mesmo com a distância, tanto quilométrica quanto emocional, que acabou por se impor entre os dois. E desde o começo a gente já sonha com o momento em que eles darão certo. E vê a vida real ser descrita em todos os encontros e desencontros que eles acabam por viver. Minha gente, eu chorei muito. Sei que não devo servir de parâmetro pra ninguém no quisito choro, mas gente, sério, as cenas finais são maravilhosas. Fora que as cenas hilárias deles dois, como amigos, fazem a gente ver quanta beleza cabe numa amizade entre homem e mulher, mesmo que existam segundas intenções mascaradas.
Agora, claro, a coisa mais linda do filme... tcham nam nam nam... Jim Sturgess! Gente eu estou apaixonada, completamente. Ele é incrível no papel, doce, bem humorado e de um charme incrível. O tipo de homem que apaixona todas as mulheres que se atrevem a entrar em sua vida. Não, no filme ele não chega a ser um conquistador, mas bem podia ser se sentisse vontade. Aliás, pra mim, ele podia ser tudo que bem entendesse. Acho incrível ele incentivando Emma a fazer loucuras, a escrever um livro, a mostrar o seu potencial. O tipo de cara que quase não existe mais na vida real. Queria um assim pra mim, mesmo com os defeitos e erros cometidos pelo caminho. O jeito como ele beija ela, cheio de uma paixão quase real, compensa todo e qualquer vacilo.
15 de julho virou a data dos dois e à cada ano a gente vai se apaixonando pela data, pela história, pela amizade, pelo amor, pelas complicações e diferenças. O tipo de filme que fica na memória por dias seguidos e faz a gente acreditar em destino, encontros, amores atemporais. É a minha recomendação pra esse fim de ano, clima sentimental, coisa e tal. Assistam e se apaixonem.

7 de dezembro de 2011

Potes de Intensidade.

Temos um problema chamado intensidade. Um problema meu e dele. Na verdade mais meu que dele, mas digo ser nosso por ser intensa e achar mais bonito dizer assim. Preciso dizer mais?
Alguém, por favor, me ensina a controlar essa mania de ser eu mesma demais. De calar quando eu deveria falar e, ao ser necessário uma palavra, fazer sempre o contrário. Acho que sou a pessoa mais torta que eu conheço e, também, a mais intensa nisso de fazer tudo torto.
O fato é que de apego eu ando meio por fora. Meses inteiros ensaiando relacionamentos e dando fim aos inícios todas as vezes que me via transparecendo sentimentos. Não sei mais dirigir a coisa. Onde é que está o freio disso? De uma hora pra outra eu vi a coisa toda ficar enorme, bastou eu me permitir. No momento em que pensei "Vou deixar acontecer" a coisa já havia acontecido e só cresceu de lá até aqui. Ficou maior que eu e vem causando alguns estragos. E sim, eu já puxei minha orelha, mas não resolveu.
Eu tenho vontade de ligar o tempo inteiro. E de dar colo. E de pedir de carinho. De andar de mãos dadas, trocar mensagens, dizer que sinto saudades. Exatamente todas essas coisinhas que a gente faz quando está apaixonada, num descontrole total e sem regras nenhuma.
Passei muito tempo me controlando, sabe? Ligações contadas, mensagens bem planejadas, conversas decididas. Tudo quase que ensaiado, sem muita expectativa. Passei tempo demais tendo a coisa toda sob controle, tanto tempo que acabei desacostumando. É meio aquele lance de superlotar a mala e, ao abri-la, ver tudo pular de dentro com uma urgência anormal. Meus sentimentos andam urgentes demais.
E então eu começo a me sentir com quinze anos e vivendo a primeira paixão, quando está tudo errado porque meus vinte e poucos não somam apenas anos, como também uma quantidade enorme de namoros e paixões frustradas. Eu já devia ter aprendido a não fazer essa coisa errada de sair despejando sentimento sobre os outros e declarando uma paixão que pode vir  a nem ser paixão ainda. Intensidade é confuso, eu quase enlouqueço.
E saber que eu sou assim me mete medo. Medo de não dar conta se a coisa se desdobrar de forma diferente da que eu espero. Fora o medo de colocar sentimento demais onde nada existe. Tenho vontade de saber como controlar, tanto a euforia quanto as coisas que começam a crescer aqui do nada e precisam ser colocadas para fora. Queria alguém que me falasse como agir, me ensinasse como voltar a ser tudo que vim sendo por tanto tempo e desaprendi do nada.
Tenho medo de que ele não entenda afinal, que culpa ele tem se as pessoas que conheci não me encantaram o suficiente? Não tem obrigação nenhuma de agüentar meus surtos de expectativa desmedida quando a gente ainda nem começou direito o que, na minha cabeça, pode vir a ser uma bonita história. Se eu não estragar tudo. Se ele não fugir com medo.
E ainda assim tenho um medo ainda maior de interpretar um papel e ver ele se apaixonar por alguém que não sou eu. Mas o que fazer agora? Mudar da noite pro dia é coisa de novela e a vida aqui é bem real, infelizmente. E se eu for eu mesma e vir ele se afastar vai doer... Se eu fingir e vir ele se apaixonar, também vai doer. Intensidade é um daqueles lances que podem estragar tudo e, de repente, depois de vidas inteiras sendo intensa em saber o que fazer me vejo intensa em não saber o que escolher fazer, por querer com toda intensidade algo grande e saber que o resultado disso pode vir a ser nada. Alguma psicóloga disponível?

26 de novembro de 2011

Se acertando com os erros.



Você sabe que eu nunca digo adeus de verdade. Mesmo quando eu bato a porta com força e saio gritando que nunca mais, não é nunca mais. É só até eu contar os dedos das minhas mãos umas mil vezes, até criar coragem pra olhar dentro delas e percebê-las vazias. Você não é meu, mas sempre que admito isso pra mim mesma acabo voltando atrás, abro a porta outra vez e me vejo querendo conquistar qualquer coisa em você que te faça ficar mais um pouquinho.
Quase ninguém entende. Eu nunca gostei de fazer muito sentido. Você com seu ciúme e orgulho desmedido fazem qualquer coisa acontecer em mim e eu perco o controle. Vamos brigar pra ver quem terá que levantar e desligar a tv. Vamos brigar também quando eu disser que detesto a forma como você quer que eu adivinhe seus pensamentos. No fundo, quando brigamos por isso, tenho vontade de brigar é comigo mesma, porque eu realmente deveria ter esse dom ou qualquer outro que não me deixasse cometer um erro bobo. Queria nunca errar com você. Mas você sabe, não controlo minhas verdades e lá vamos nós brigar de novo.
Você gosta de brigar que eu sei. Gosta de me ver pedir desculpas. Gosta de me ver com ciúmes. Tem uma necessidade enorme de ver que não está sentindo sozinho. E eu entro na dança, porque nós acabamos sempre nos resolvendo, com somas que não batem e, ainda assim, são suficientes.
Em outros tempos eu te abandonaria. E se fosse qualquer amiga me contando nossa história, eu diria pra ela cair fora e te deixar pra lá. Você tem esse jeito que não muda e que eu detesto, mas me encanta. E todas as nossas reviravoltas parecem coisa de novela, mas eu gosto. E você não acredita quando eu digo que posso mudar porque sabe bem quando eu estou mentindo. E eu sempre sorrio quando você diz que não é chato porque sei bem o quanto você detesta admitir seus defeitos.
E ainda há que diga que não existe destino. Onde é no mundo que nossos mundos se cruzariam? Você na sua, calado e contido. Sempre olhos calmos e distantes. Eu e minha euforia, braços para todos os lados e redes sociais abarrotadas de gente. Somos o tal dos opostos que se atraíram pelo encanto de conhecer o desconhecido. E não há quem me convença de que sem a ajuda do destino eu poderia ter entrado na sua vida e você acampado na minha. Destino virou meu melhor amigo desde então. Mesmo que às vezes eu saia de perto de você para não falar palavras feias e odeie a forma como você sabe que eu sempre acabo voltando com olhos que transparecem arrependimento.
Detesto todas as coisas que você faz comigo e eu acabo perdoando. Me detesto várias vezes por perdoar todas as coisas que você faz comigo. Mas você sabe me olhar como eu espero que um homem me olhe e, como ninguém, sabe me abraçar e me fazer pensar que tudo vai bem. E vai bem mesmo. Comigo ao seu lado, mesmo em guerra, vai tudo na mais santa paz. Sem calmaria nenhuma, mas com a brisa fresca que os amores verdadeiros fazem a gente sentir e ter certeza que será para sempre, mesmo com alguns finais pelo caminho.

22 de novembro de 2011

Até que (...)



Tudo vai bem. Na mais santa paz. Calmaria total. Eis o bom da vida de solteiro e você aprendendo a apreciá-la, até que (...). É isso mesmo. Sempre tem esse "até que (...)". É incrível esse poder que a vida tem de entupir nosso caminho com coisas que não condizem com ele. Pelo menos não no momento.
O fato é que você, por motivos maiores, decidiu deixar essa coisa de amor pra lá. Abriu mão de uma história bonita porque, fazendo as contas, nem lembra quanto tempo faz que alguém realmente valeu à pena. Você, já cansada dessa coisa de cruzar os dedos e esperar que qualquer coisa dê certo, jogou tudo pro alto e foi viver a intensidade. A intensidade do sábado à noite, do descaso, da doidera. O tal do "enfiar o pé na jaca" que você ouvia o mundo inteiro falar e que você sentia falta de viver. Pois bem, se bonito é fazer loucura a gente vai lá e tenta.
MAS (porque sempre tem um "mas") em meio ao caos da sexta-feira tão esperada e cheia de bebida num lugar diferente e com pessoas mais diferentes ainda, surge alguém. Você lá fazendo exatamente o que manda a cartilha, nova adepta do "pega e não se apega", cheia de certeza que nada mais vai abalar suas estruturas... E então chega alguém. Você o beija, é claro. Sexta é dia de beijar - regra do bon vivant club. Mas até então você o beijaria e ponto. É assim que funciona: um cara, noite de sexta, álcool, beijos, nunca mais ver o cara. É o que me ensinaram e o que eu vinha fazendo muito bem. Mas o cara não foi embora, de jeito nenhum. Segurou minha mão, me deu outro beijo e não me largou mais.
Eu sei, eu deveria ter cortado. Achei fofo, fui fraca. É que essa coisa de ser mulherzinha por muito tempo faz mal aos neurônios da gente e eles demoram pra se adaptar ao novo mundo. E com aquelas mãos carinhosas segurando as minhas e os olhos mais lindos que eu já vi... Não dava pra simplesmente fingir que não gostei. Eu gostei sim. E eis um castelo inteiro indo à baixo, porque, PASMEM!, sábado foi exatamente igual: mãos dadas, carinhos, até demonstrações de ciúmes. O cara que eu pegaria na balada por ser um rosto bonito no meio da multidão simplesmente segurou minha mão e não largou mais. Desestruturou tudo. Me procurou na segunda-feira. Sentiu saudades. Me quer de novo. E me fez perder a vontade dessa doidera toda que é sim muito boa, mas não condiz muito com o que eu sou de verdade. O cara apareceu do nada e bagunçou tudo. Mais que isso: colocou tudo em seu devido lugar.
E todo o clichê do mundo inteiro parece a maior das verdades. Não esperar nada traz muita coisa. Não querer nada traz malas cheias de surpresas e, como dizem que é, surpresas boas. E a única coisa que você consegue pensar é que você lucrou, porque se der certo vai ser uma maravilha, mas se não for assim tudo bem, você nem esperava algo desse tipo mesmo. E uma lição das boas foi bem aprendida: O que a solteirisse não cura, outro amor vem e leva. Pra bem longe. E você sorri. É hora de começar tudo de novo e parar outra vez, numa outra sexta, com outro cara que te segure e não largue mais. Exatamente como, no fundo, você quer que seja. Hora de parar de deletar o passado e começar a deixar que o futuro seja, sem pressa nenhuma... é tão bom ganhar presentes!

16 de novembro de 2011

Modernidade.

Eis o pior status de relacionamento: Solidão à dois. É, eu sei. Ele inexiste nas redes sociais. Até porque, se existisse, ninguém teria coragem pra admitir que o vive. As pessoas adoram fazer propaganda bonita dos seus relacionamentos. E talvez resida nisso o número crescente de relacionamentos que ao invés de navegar em mares bonitos, naufragam e deixam escombros terríveis na superfície.
É quando a companhia já não empolga e a presença já não preenche. Quando conversas não resolvem e abrem espaço para incansáveis brigas. Nessa hora você se vê deitado na cama sozinho contando nos dedos os motivos pra continuar com isso. Depois vai contar os para não continuar e pesar ambos, sabendo que, independente do resultado, você não vai terminar agora, quem sabe se você der só mais essa chance... Afinal, o que seus amigos vão dizer quando virem a mudança de status no facebook? E quem é que vai te buscar na faculdade? Sem contar que você já imagina as pessoas perguntando o motivo do término e a satisfação escondida nos olhos deles ao fazerem esse tipo de pergunta. Não, você não está pronta pra isso.
Opa! Para tudo. Espera um segundo. Cadê a saudade de ficar agarradinho vendo filme em dias de chuva? Cadê a saudade dos segredos trocados ao pé do ouvido enquanto os amigos conversam qualquer coisa numa mesa de bar e nem percebem que vocês estão contando as horas pra fugir de lá? Cadê a saudade de andar de mãos dadas no shopping num sábado à noite em busca do que comer durante a madrugada em que vocês não dormirão pra ficar jogando video-game?
E eis a explicação para a bendita solidão à dois: Já não se constroem relacionamentos como antigamente, quando muito mais valia os segredos à dois que as opiniões dos grupos que cercam um casal de namorados. A cumplicidade deu lugar às redes sociais, onde tudo que se divide são fotos de sorrisos bonitos, que ninguém sabe, mas na mesma noite deram lugar a uma briga feia por motivos que você nem lembra mais. Deve ter sido porque ele falou com aquela menina que ele beijou antes de começar a te namorar ou, quem sabe, porque você ficou bêbada e aproveitou a oportunidade pra dizer a ele o quanto está insatisfeita com o que vivem. Mas também, tudo bem. No dia seguinte nem parece ter acontecido e, que bom que, ninguém ficou sabendo.
Sinto falta de quando as bases dos namoros eram mais sólidas. De quando os namoros não terminavam por ser difícil ficar sem a outra pessoa, e não por ser difícil explicar os motivos do término à quem nem interessa saber. Talvez eu seja mesmo o tal do último romântico, mas se isso se der por eu querer alguém que fique comigo por me achar especial o suficiente pra me querer sempre por perto... Ah, desculpa, vou ser esse cara pra sempre.
No fim das contas estar solteira nem parece tão ruim quando se pensa nas opções, porque antes sozinha e em paz comigo e meus filmes num domingo tedioso, que ao lado de alguém com quem eu só continuo por ter vergonha de admitir que eu fracassei. Me desculpem os fracos, mas não dá pra viver de aparências para sempre e é triste pensar que, nesse andar da carruagem, vocês perdem as oportunidades de viver um amor verdadeiro, baseado em amizade e alheio às opiniões de terceiros.

10 de novembro de 2011

Complicações à parte.

Você é completamente fiel ao que vocês têm e o cara lá, atendendo ligação da zinha. Domingo à noite e você a fim de comer uma pizza, mas o cara ainda não cansou de beber cerveja com os amigos. Sábado à noite e você querendo companhia, mas o cara acha que esse não é programa pra sábado à noite. Sexta-feira e você ligando, mas o cara tá ocupado demais pra te atender.
Talvez ele ligue na terça ou na quarta, depois do jogo. E quando ele reaparece é incrível: horas de amor tórrido e noite agarradinhos, mas no outro dia ele tem qualquer coisa pra fazer que ocupará o dia dele demais, então você sabe que ele não vai ligar. Nem amanhã e nem depois de amanhã. Talvez próxima semana quando precisar que você procure algo na internet pra ele, porque o modem dele pifou. Mas tudo bem, ao menos é de você que ele lembra quando precisa de um help, isso já deve significar alguma coisa.
Você vai procurar desculpas que ele é quem deveria se preocupar em dar. Do tipo: Talvez ele só precise de um tempo, talvez seja só o jeito dele, talvez eu esteja exigindo demais... Talvez mude. Ou não. As duas possibilidades realmente existem e ele certamente mudará um dia e será o cara ideal, mas há um risco grande de ele nunca vir a ser isso pra você. E acredite, não é porque você é fácil ou porque ele sabia que não precisava assumir um compromisso. Sim, você é boa demais pra ele, a gente sabe disso, mas ele não. E se vier a dizer algo do tipo, é só pra parecer menos canalha, mas a gente te perdoa, também acharíamos fofo. A gente quase sempre costuma acreditar nas coisas que gosta de ouvir, é o mau do ser humano.
Algumas amigas vão dizer pra você não atender quando ele ligar. E também pra você nunca ligar, é claro. Elas só esquecem que fazer isso é muito difícil e esquecem também que a gente vai sempre cogitar a possibilidade de ele ter mudado de idéia e ter resolvido fazer valer à pena. Não digo que essa possibilidade não exista, mas acreditar nisso à cada duas semanas é forçar uma barra consigo mesma e praticamente voltar a crer que papai noel existe.
Como a gente vai saber se a coisa mudará ou não? Quando eu descobrir prometo contar, mas por enquanto só resta contar com a sorte e ela provavelmente virá, num sábado à noite, daqui três ou quatro meses, quando você tiver conhecido outra pessoa e as coisas não forem tão complicadas. E então você vai pensar que aí já não adianta e, em alguns casos, não adianta mesmo. Mas tem aquela coisa do destino, sabe? Aquela coisa de isso ter sido escrito em algum lugar e ter sido escrito pra dar certo. Eu não sei bem o que vai acontecer, ainda não aconteceu comigo, mas pelo que contam o cara vai fazer de tudo, vai até pedir desculpas pelos meses que não ligou ou não fez nada, e vai admitir que foi muito burro. E se for pra ser, será. E cliché, mas é real. E não é pra você ficar deitada na cama esperando isso acontecer não, de jeito nenhum. É pra você fazer o contrário: Pra você sair e não esperar nada. É pra você, quando lembrar dele, pensar que fez o seu melhor e que, se ele fosse um pouco esperto, teria feito o mesmo. Se é de tempo que ele precisa, dê à ele. Mas não duas semanas até ele voltar pra sua cama e sumir no dia seguinte. Dê tempo pra ele sentir sua falta de verdade e encontrar uma forma de te mostrar que dessa vez será pra valer. Acredite, eles sempre encontram. E aí, quem sabe, seja a hora pra acontecer ou, caso isso nunca aconteça, problema o dele que nunca vai conhecer a mágica que você tem pra oferecer. 
A gente só precisa entender que não é pedir muito quando se tem o mesmo pra oferecer em troca. O nome disso é reciprocidade. E se a outra pessoa não pensa assim, meu bem, comece a correr agora e não olhe pra trás. Não vale à pena.

8 de novembro de 2011

Quem sabe acerto.

Se você não tiver um pouco mais de paciência, não dará certo. Porque eu sou meio torta assim mesmo e falo um monte de coisa que eu não deveria. E tenho sim muita raiva disso que os filmes têm de nunca contar as histórias reais, de gente como eu, que sempre sai machucada no final e nunca encontra uma vaga vazia no estacionamento. E eu sei que pareço pessimista, mas é só uma armadura, sabe? No fim do dia eu fico imaginando a gente juntos no futuro e penso nisso com muita força, pra atrair coisas boas. É só que às vezes a gente tem  que se preparar pro pior, então quando acordo e sei que é a vida real chamando, e que você não me dirá as coisas bonitas que os caras falam nos filmes, eu tento agir como se não esperasse por isso, como se isso não fosse tudo o que eu mais quero. E eu queria muito ouvir sua voz no meu ouvido falando qualquer coisa boba pra passar o tempo, mas preciso repetir que isso não vai acontecer pra estar preparada caso não aconteça, e me sentir agradecida caso você me conceda essa graça. Tenho medo dessa coisa de sentir saudade do que não vivi e mais medo ainda de criar expectativas e depois olhar pra você com olhos cheios de decepção. Então mesmo esperando que você venha e faça algo, que você faça e aconteça, eu finjo que não é assim, que não espero nada. Não é que eu não ame você ou que eu não esteja completamente apaixonada. É que qualquer coisa cresce aqui dentro quando eu te vejo e eu não sei como agir pra isso não pular pra fora, não derramar em você e estragar tudo. A gente acaba sempre estragando as coisas com essa mania de urgência que a gente tem do outro. Não preciso de pressa. Preciso de você. E aprendi, com os solavancos da vida, que quando a gente quer algo, a gente tem que saber esperar.
Eu sei que não parece, mas estou tentando fazer a coisa certa. Só que quero que seja surpreendente e que valha à pena. Talvez você nunca tenha sido abandonado, mas dói muito e eu não quero sentir de novo. Também não faria você conhecer o lado ruim disso tudo. Pareço egoísta, mas é de mentirinha. No fundo eu sou só uma garota maior de idade que não sabe muito bem o que fazer com o que sente porque quer entregar esse embrulho de papel bonito nas mãos de alguém que realmente mereça. Eu só tenho tentado ser feliz com esse meu jeito. Tentado acreditar que não é só pra mim que as portas se fecham e não voltam a se abrir, mas fica difícil com filmes que dizem que todos acabam tendo um final feliz. Cheguei ao final de muitas coisas, nenhum deles foi feliz e eu duvido muito que qualquer um venha a ser. Então mudei de idéia e venho tentando dar beleza aos começos, sem me decepcionar já de cara, e adiando o meio, que é sempre a parte mais bonita, mas também é a que anuncia o fim.
Eu ainda não sei bem do que eu to tentando fugir, talvez seja de mim mesma. Mas se você me disser pra parar, eu paro. Agora mesmo. E espero você vir. Tenho esperado por você todo esse tempo. Então não fica achando que eu não sinto nada ou que eu não mereço. Porque eu sinto muito e mereço tudo, qualquer coisa boa, que venha de você.

4 de novembro de 2011

Tem chuva? Então tem filme.

Alguém mais está amando o clima que tem feito em Teresina? A vontade é não sair da cama nunca mais. E olha que, apesar da minha cama ser grande, eu durmo sozinha (so sad!). Se tivesse uma companhia ia começar a fazer campanha contra faculdade, emprego, vida em dias de chuva... Muito injusto ter de sair da cama num clima tão gostoso desses. Com o pouco sol que tem feito e com essa chuva toda durante a noite, o bom é ouvir uma música, ver um filme e claro, para os surtudos, curtir uma companhia. Sou do clã dos solteiros e por isso tenho ocupado minha mente com muitas músicas e filmes, que é pra ver se deixo os dias de chuva bonitos, ao invés de depressivos, e vim deixar aqui algumas dicas.
Acho que na última semana assisti mais filmes que durante todo o resto da minha vida. Sério, um atrás do outro. Com essa chuva me bate uma preguiça enorme de ir pra qualquer lugar, então fico aproveitando minha doce cama e seu calor confortável. Além dos filmes, sempre que fico na internet ou enquanto estudo, esse clima me faz sentir necessidade de ouvir música. E não vou mentir, coloco as músicas mais sofridas de todos os tempos, porque combinam com o clima e, sendo bem sincera, elas me fazem cantar loucamente (hahaha). 
O lance é que eu decidi colocar aqui uma lista com 10 filmes para serem curtidos com esse clima maravilhoso. Eu diria que o inteligente iria agora mesmo atrás de uma companhia pra curtir música, filme e principalmente esse clima, que se tratando da nossa cidade, é coisa rara. Mas para os forever alone (como eu), é só agarrar o el dredon e curtir uma paz de espírito, porque, ao menos para mim, ver filme bom traz uma paz de espírito enorme. Então minha gente, vão aqui 10 filmes incríveis para vocês curtirem e garantirem uma noite de sexta daquelas, mesmo sem sair da cama.
Não vou colocar os filmes por algum tipo de ordem, até porque todos são muito bons. E não vou citar aqui Closer ou Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças porque são meus filmes preferidos ever, então nem preciso dizer que os recomendo todos os dias da vida, né? Mas eis a lista:

Uma Parto de Viagem (Duo Date)
Com o hilário Zach Galifianakis, uma das melhores comédias que já vi. Não sou muito dada às comédias, mas digamos que com esse tempo frio, pra quem tá com o coração partido, ver um romance não é a coisa mais recomendada a se fazer. Então pra quem quer curtir o friozinho e dar umas boas gargalhadas essa é minha super dica. Preparem a pipoca e esqueçam a dor... É risada garantida! Ótima pedida pros casais, é o tipo de filme que homem adora e que mulher, pra agradar o namorado, aceita assistir. O bom é que no fim os dois acabam adorando!

Uma Prova de Amor (My Sister's Keeper)
Cameron Diaz faz a gente querer bater nela, até vir uma vontade imensa de colocar ela no colo. Certamente o filme com que mais chorei na vida. Fala do amor, da amizade, do desespero. É uma lição de vida e me encheu de esperanças. Lançado em 2009 é um dos melhores filmes que já vi. Se há um filme que eu diria que todos devem assistir antes de morrer, é esse. Preparem o chocolate de panela e o lençol, que já ouço soluços chorosos... (Quem não guenta mais chorar, pula essa dica!).

Amor a toda prova (Crazy, Stupid, Love)
Esse é novinho em folha, lançado esse ano. É uma dessas típicas comédias românticas que não têm nada de muito maravilhoso, mas encantam.  Consegue arrancar risos e lágrimas, com lição de moral romântica no fim e casais felizes. Nada que mulher não adore ver pra não perder a fé no amor, hahaha. Meninas de plantão, esse é nosso filme, principalmente pela atuação digníssima do ma-ra-vi-lho-so Ryan Gosling. Coca-cola em mãos, esse é dos bons!

Se Enlouquecer, Não Se Apaixone 
(It's Kind of a Funny Story)
 Esse é pra quem quer rir do amor. Cheio de cenas bizarras, atuações incríveis e vida. No fim é bem isso que fica mesmo, uma vontade enorme de sair vivendo tudo que aparecer pela frente. Zach Galifianakis vem ainda mais incrível nesse filme, por ser divertido e melancólico, por ser um louco e parecer o mais normal. Esse é um romance meio torto, que não arranca lágrimas, mas deixa uma coisa bem bonita na gente. Me ganhou muito e me fez admitir que sou fã do Zach, rs! Esse aqui é pra quem tá num momento meio doido do coração, sem saber direito que caminho seguir e que vai aproveitar a chuvinha para refletir sobre a vida. Chama uma amiga e divirtam-se.

Qualquer Gato Vira-Lata
Esse é um dos melhores filmes brasileiros que já vi. Cleo Pires me inspira, fato. Desde "Meu Nome Não é Johnny" que ela passou a ser, para mim, uma das melhores atrizes do nosso país e, nesse filme, ela arrasa! Agindo como muitas de nós acabam agindo quando estão cegamente apaixonadas e dando aquela lição de como agir com o cara 'dos sonhos', que na verdade nem é tudo isso. Eu, particulamente, gosto muito de filmes brasileiros e esse é A recomendação. Com o clima e esse filme a gente sorri e se diverte, além de ficar babando com Malvino Salvador e a barriga perfeita de Dudu Azevedo. Meninas, se passem! E vejam que triste é saber que "Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa!" quando a gente sabe que pode dar a volta por cima, rs.

 De Pernas Para o Ar
Seguindo a onda de filmes brasileiros e encantadores, eu tinha de recomendar esse impagável filme com a Ingrid Guimarães. Primeiro, gente, alguém me explica como essa mulher consegue fazer humor de forma tão natural? Eu olho pra ela e já sinto vontade de sorrir, até mesmo por não lembrar de nenhum trabalho dela que não tenha despertado minha vontade de sorrir. E nesse filme, minha nossa, eu me acabo. A atuação dela é maravilhosa e o filme vem, com humor, quebrar muitos tabus quanto ao orgasmo feminino. Simplesmente amei e recomendo demais pra quem quer botar o sorrisão pra fora e esquecer dos problemas da vida. Quanto maior o número de amigas, melhor será. Esse é daqueles filmes que a gente não consegue ficar sem comentar enquanto assiste, muuuuuuuito bom! 

Delírios de Consumo de Becky Bloom
  (Confessions of a Shopaholic)
Você! É... você mesma que não consegue ver um sapato no shopping que acha que ele foi feito pensando em você e sente necessidade de comprá-lo no segundo seguinte. Você também, que acha que todas as vitrines estão te olhando e mostrando o quanto você ficaria bem se vestisse o mesmo que o maniquem. É, eu sei. Mulheres compram muito mesmo, desesperadamente e desnecessariamente também. E é exatamente disso que o filme vem falar, dessa mania que mulher tem de comprar tudo que encontra pela frente. Blacky é mulher e sofre desse mal. De uma forma bem-humorada o filme traz a história dessa garota que precisa aprender a lidar com a necessidade incontrolável de comprar e que se mete em um monte de confusão por não conter seu vício. Tem romance no meio, claro. E eu tenho certeza que esse é um filme que toda e qualquer mulher vai adorar! 

Amor e Outras Drogas (Love e Other Drugs)
Anne Hathaway vai ser sempre uma referência de bons filmes pra mim. Esse filme é apaixonante, encantador... Desses que você assisti várias vezes e não cansa. Tem qualquer coisa dramática que prende a atenção da gente e encanta, simplesmente. Já comentei sobre ele no meu facebook, pois também entrou pra minha lista de melhores filmes da vida e eu tenho certeza que esse aqui vai encantar quem quer que decida vê-lo. Rolarão lágrimas, viu? Fiquem avisadas. E rolará também aquela vontade de encontrar o amor da vida, a pessoa que dará sentido à tudo! 
Aos casais, boa sorte! Muita cena de amor tórrido. E aos alones (eu aqui!), mais sorte ainda... Deixa  a gente querendo um carinho, hahaha.  Mas sério, assistam esse filme e vejam que produção maravilhosa!

Gia - Fama e Destruição (Gia)
Angelina Jolie (ponto). Maravilhosa, incrível. Eis a melhor atuação da carreira da atriz, em uma produção baseada na história real da modelo Gia, que foi da fama à destruição em seu curto tempo de vida. Esse filme tira o fôlego. Faz chorar, enlouquecer. Você acaba o filme e não sabe bem o que pensar, não entende bem aquilo tudo e não consegue acreditar que a história é real. Mas é. E é impressionante.
Esse foi o filme que mais me chocou. Passei semanas com ele na cabeça, mas por ter sido muito forte pra mim, não tive coragem de revê-lo por completo. Fiquei abobalhada com a história da modelo e muito triste também. Acreditem: Ela era tão ou mais bonita que a Angelina e morreu de uma forma muito triste. Coloquei ele na lista porque decidi que vou revê-lo hoje, acho que combina com o clima. Eu realmente recomendo e acho que vocês vão ficar tão abobalhados quanto eu.

Armagedom (Armageddon)

Não resisti e tá aqui a cena mais linda do filme!

E por último, O filme. Sem exagero nenhum, o filme mais incrível que assisti nos últimos dias. Eu sei, ele não é tão atual e a maioria das pessoas que já o viram, fizeram isso mil anos atrás. Sou atrasada mesmo, mas antes tarde que nunca, rs. Fiquei louca por esse filme, pelas cenas de ação, pelas cenas de romance. Se tivesse um namorado eu o obrigaria a ver esse filme agarradinho comigo, e sei que no fim ele ia adorar. Lindo, lindo. Ação, suspense, romance. Tudo junto, misturado e perfeitamente encaixados numa produção capaz de deixar qualquer um com vontade de ver outra vez. Essa é minha melhor dica presses dias de chuva e meninas, sei que parece aquele tipo de filme com ação boba que a gente não suporta. Mas não é. É maravilhoso. E com uma trilha sonora de fazer qualquer um chorar. Vocês vão adorar... Eu tenho certeza!
...
Eis minha lista pra quem quer curtir bons filmes nesse clima maravilhoso que está fazendo em nossa cidade. Tô aqui embaixo das cobertas e vou já dar o play por aqui também. Chamem as amigas, o namorado ou aproveitem a solidão da sexta à noite pra ver algo bom. Arranjem logo uns três, porque tudo indica que o clima vai perdurar durante todo o final de semana... Coisa boooa!
Ps: Tem também  o Ironias do Amor, que eu não citei nessa lista porque falo dele AQUI! É uma ótima dica pra esse tempo bom!

30 de outubro de 2011

Talvez.


Olhar pra trás e sorrir é o que chamam de 'superação'. Quando já não dói, nem machuca ou atormenta. Quando você já não se martiriza com pensamentos sobre como poderia ter sido ou onde você errou. Superar é fechar a porta que ficou entreaberta quando você saiu, por onde você olhava para ver se algo tinha mudado, quando bem sabia que passado não se muda. 
Superação rima com libertação e não é à toa. Superar liberta mesmo. Faz da gente forte e renova a alma, os sonhos e a vida. Superação é sonhar com o passado e não acordar chorando. É ver beleza em sentir saudade.
Talvez seja isso. Não foi o amor que acabou. As esperanças também não foram embora. Mas não sei. Qualquer coisa nisso já não dói. E eu sei que eu já não sofro a ausência, mesmo sentindo-a vez em quando. Talvez eu tenha sido mais forte que o que eu imaginara e tenha ido mais longe que o esperado. Acho que no fundo é isso: Eu superei. E quando digo que superação liberta é por saber o quanto, nunca antes na vida, eu me senti tão livre.

28 de outubro de 2011

Desse teu encanto.


"Ah meu bem, que bem você me faz e já tanto faz a opinião de outro alguém.
Você me tira do sério como ninguém consegue, falando coisas no meu ouvido e por vezes agindo de uma forma que me fere.
E nós ficamos loucos da loucura que você me faz. É bom demais. Não tem porquê parar.
Homem meu, eu te pertenço. Usei a fita mais bonita e fiz uma laço, eu e você unidos...  Virou nó bonito, não dá pra desatar. 
E qualquer besteira que me falem eu rio, às vezes até acredito... Mas basta sentir teu corpo abraçando o meu que a razão me foge. E quem é mesmo que pode resistir ao abraço teu?
Talvez eu seja sim um pouco boba, mas é que o gosto da tua boca... Como é que eu digo isso? Não sei, não dá pra viver sem. 
E sei que estou correndo perigo, amar assim um amante amigo, como quem não sabe dos defeitos que ele tem. 
Mas quem é que vai dizer que estou errada se, na madruga, é por você que eu perco o sono? 
Ninguém tem culpa não, é só essa coisa louca que chamam de paixão. Essa mágica que vejo em ti e que meus olhos não cansam de admirar. 
E eu te beijo a nuca, você me toca o corpo... Já quase não sei como respirar.
Não quero nenhuma explicação. Basta a canção que você me cantou ontem. 
E isso que me dizem é coisa pouca, deixa eu me fazer de louca, desde que, da tua loucura, eu não tenha que abrir mão."

21 de outubro de 2011

Cartas. Segredos.

Sobre a saudade eu sei. E sei também do tempo que passou, cada minuto incontável e, por vezes, tão demorados. Sei das cartas que não chegaram e também de todas que escrevi, mas não mandei. Sei de algumas coisas que te aconteceram e de quase nada sobre mim. Algumas coisas não mudaram. Outras se perderam sem que algo pudesse ser feito.
Às vezes quase te ligo durante a noite, mas desisto porque sei que você falaria impaciente de um jeito que eu sempre detestei. Às vezes penso em ver você, mas ainda não sei o que te diria e então deixo pra lá. Venho deixando para lá todos os dias. Adiando qualquer coisa que eu não sei o quê, mas que certamente não faria diferença alguma.
Nossa foto empoeirada guarda sorrisos tão verdadeiros. Tem qualquer coisa bonita nisso que eu ainda não sei descrever, mas quando souber te enviarei uma carta contando, pra você ler num domingo e pensar que nem sou de todo mal assim. Sou bem do bem na verdade. Talvez você não tenha percebido e eu bem admito que só descobri isso depois que você se foi. Mas, de qualquer forma, ainda solto palavrões quando bato com o joelho no canto da cama ou de alguma cadeira por ai. Nada tão imperdoável quanto às coisas que eu fazia antes. Você pode não acreditar, mas deixei de precisar pedir desculpas com tanta frequência. Deve ser porque não tenho mais com quem brigar pra decidir quem apagará a luz.
Sei de tudo o que você detestava em mim. E mudei. Sério. Melhorei em quase tudo. Só continuo tão ou mais exagerada quanto antes, mas também quem garante que não era isso que desencadeava todo o resto? Acho que eu nunca vou saber. Pra falar a verdade, nem me interessa. Na maior parte do tempo estou mais preocupada em ler ou assistir qualquer coisa que ficar me policiando pra ser alguém melhor. Ser alguém melhor tem de ser algo natural. É o que eu acho. Mas eu também acho que você não deveria ter ido embora, então o que eu acho não deve contar muito.
No fim das contas o que eu queria era que você recebesse essa carta. Eu não vou mandá-la, a gente sabe disso. Mas eu realmente queria que você lesse qualquer uma das milhões de cartas que escrevi pra você. Não para que me mandasse uma resposta. Eu sei que você não o faria. Era só pra eu saber que você não me esqueceu. Era só pra eu saber que mesmo não fazendo falta, você continua sabendo que eu existo. Sabendo que esse sentimento existe. E ele é lindo. E verdadeiro.
Era só pra você saber que quando chove é em você que eu penso. E quando faz sol eu quero ter você comigo. Se o tempo passa eu só o sei por que conto o tempo em que não tenho você. E tem alguma coisa no teu sorriso que não me deixa te tirar da cabeça. Mas isso não é coisa que dá pra escolher. E também se pudesse eu nem sei se faria. Porque não dói, sabe? Nem mesmo por um segundo. É  bonito demais pra doer. É grande demais sentir alguém assim, independente de tempo. É mágico demais, pra alguém simplesmente me pedir pra deixar de te amar. Eu não vou. Pra lugar nenhum. Vou ficar aqui e continuar escrevendo. Vou sonhar todos os dias, sem esperar por nada. E não importa que digam que é errado. Tem tanta coisa errada no mundo que ninguém se importa em mudar. Sentimento bonito assim só pode é fazer bem. A gente sabe disso. Em cada riso dado, em cada momento juntos, em cada sonho realizado. A gente sabe disso. E só de saber que dividimos esse segredo, já sou feliz. Sem garantia nenhuma, mas com toda a esperança que só o amor é capaz de não deixar morrer.

19 de outubro de 2011

Eu também recomendo!


Véspera de feriado sozinha em casa. Resultado: Um romance rolando na tv e lágrimas rolando pelo meu rosto. Nada diferente do normal. Quer dizer, fora o filme, né?
Posso dizer a vocês que já assisti todo tipo de romance que se possa imaginar. E você vai dizer que romances são todos iguais, mas é aí que você se engana. Eu, como boa observadora que sou, sei diferenciar muito bem cada tipo de romance, mas esse não é o caso. O caso é que hoje assisti um filme lindo, como a maioria dos romances, mas esse foi surpreendente. Sim, eles ficam juntos no final. Não é esse o ponto. O ponto é a forma como a história começa e você logo pensa que o filme é no mínimo muito tosco. Mas se engana! Ele é encantador, doce, fácil. E tudo isso com uma pitada de ironia, porque em algumas horas do filme ele deixa de ter uma mocinha, que chega a ser até detestada, pra depois ganhar o coração de todo mundo. A atuação da Elisha Cuthbert, que no filme faz a Jordan, é maravilhosa. A típica louca que bagunça a vida dos caras de quem se aproxima. Acho que me identifiquei com isso, mas é mero detalhe. Forte pra mim mesmo é como ela fala do destino. Como o filme fala do destino, dessa ironia que é a vida e das voltas que ela dá. Não é à toa o título dado aqui no Brasil: Ironias do amor. Eu acabei de ver o filme e fiquei com aquela vontade boba que a gente tem às vezes, de fazer alguma coisa pra mudar tudo, sabe? Escrever o próprio destino. Pois é. Não podia deixar de recomendar esse filme, que já entrou pra lista dos meus preferidos e que fez eu ficar me perguntando porque não o assisti antes. Talvez em 2008 ele tivesse feito a diferença. Mas vai saber, né? É o destino.
Assistam, sério. E se alguém for manteiga derretida, tipo eu, pode ir se preparando. É alma lavada na certa! Vou deixar aqui a carta que Charlie escreve para Jordan. Ele deve mesmo ter feito vários rascunhos para conseguir escrevê-la:
"Querida Jordan,
Essa é a história da primeira e última vez que me apaixonei, pela linda, complicada e fascinante mulher que habita a minha alma.
Tenho certeza que você vai me deixar amanhã, então vou dizer isso enquanto ainda tenho chance.
Estando juntos ou não, você sempre vai ser a mulher da minha vida. O único homem que eu vou sempre invejar, vai ser aquele que tiver o seu coração, pois sempre acreditei que é meu destino ser este homem. Se nunca nos virmos de novo, e você estiver andando e sentir uma certa presença ao seu lado, serei eu, amando você onde quer que eu esteja
."
 My Sassy Girl (Ironias do amor). Focus Filmes, 2008. EUA.