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16 de abril de 2013

Dê tempo ao tempo...


A gente demora muito pra entender que não basta apenas nossa vontade. Algumas coisas, por mais que queiramos muito, demoram vidas para acontecer. E outras, por mais que queiramos insistir, já não têm mais motivos pra ser.
A pessoa certa não aparecerá num domingo tedioso pra salvar seu dia. A pessoa certa precisa percorrer todo um caminho incerto pra ter certeza de que somos o melhor caminho. A pessoa certa vai chegar depois de muitas pessoas erradas e, ainda assim, não vai se incomodar com o que houve antes... Sabe que o atraso não é culpa de nenhum dos dois.
A vida é meio doida, vive errando a hora, vive fazendo a gente esperar. É uma forma dura de mostrar que nada realmente bom vem com a facilidade que queremos. É nas coisas pelas quais mais lutamos e esperamos onde vemos refletida nossa força e bom desempenho. E em meio ao processo de espera a gente vai passando por cada uma que vale por duas, e em pouco tempo, que pra nós mais parece a eternidade, vivemos mil coisas para que ao menos uma valha realmente à pena. Como um cd que a gente compra pra ouvir uma única música. Como os mil sorrisos que a gente ensaia, pra sorrir bonito quando o sorriso for verdadeiro. E espera que as tentativas sejam logo recompensadas, pois é cada vez mais duro acordar sem saber o que tem feito de errado quando sabe que tem feito o seu melhor.
Pelo caminho vozes de todos os lados: Gente que diz como você deve ser, o que deve vestir, como deve fazer. Gente que não dá conta do que passa na própria vida, mas sabe exatamente o que a gente deve fazer. E nós, por medo dos dedos que nos serão apontados, vamos consentindo e esquecendo que o que realmente importa é o que temos dentro de nós. Que o que realmente importa é o que nos faz feliz. Jamais escolha o caminho mais fácil se ele diferir do que te faz realmente feliz. Mesmo que te digam o contrário. Mesmo que a fé, vez ou outra, pareça rasa e pouca. Um dia de cada vez: Hoje talvez os sorrisos não sejam os mais verdadeiros, mas amanhã uma música pode mudar tudo. Não são as grandes coisas que definem o quanto devemos estar felizes... Ser feliz com pouco é começar a entender que felicidade grande é feita de pequenas coisas. Se é o céu que você quer, você vai alcançar. Mas comece encontrando disposição pra subir escadas sem reclamar do quanto isso te faz doer os joelhos.
O tempo se faz nele mesmo, aos poucos e com muita luta a gente vai fazendo com que ele valha à pena. Como as pessoas que entram na nossa vida e com pouco tempo se vão, mas deixam um aprendizado tão grande que nem em vidas inteiras seria conquistado se elas não tivessem passado por aqui. Mas saiba abrir mão, saiba deixar partir. Dizem que, muitas vezes, quando se perde na verdade se ganha... E que verdade! Nenhum tempo foi perdido. Nenhuma chance foi à toa. Mas não se prenda ao que não tem mais nada pra te oferecer. Roupas, sonhos, lugares e pessoas. Tudo, uma hora, deixa de servir e tem de virar passado, pra que o futuro venha e te dê o mundo, sonhos e roupas da estação.
Depois que você se desarmar dessas armas já enferrujadas, então o novo vai poder entrar, vai poder te moldar, vai te ajudar a crescer. E vai ficar o tempo necessário - quem sabe pra vida inteira, talvez só até amanhã... Tentar prever é loucura. Apenas dê tempo ao tempo e se permita ser exatamente quem você é e viver as coisas como elas realmente são. Mantendo sempre o coração leve, mas os pés no chão. O resto vai acontecer naturalmente. Como a escova de dente que precisa ser trocada de dois em dois meses. Como os filmes que já não estão em cartaz.
O seu melhor é construído diariamente. Lidar com o pior faz parte, nos faz forte. E só assim será possível reconhecer o melhor de longe, pra então ver o seu melhor reconhecido e não precisar dar motivo para não querer partir. Vai ficar pelo que você é, porque tem de ser, porque vê o melhor em você.

22 de março de 2013

It's Over.


Gente que mente como quem dá "Bom dia!". Que trai e atrai coisas ruins pras nossas vidas. Gente que não tem emoção, não entende de sentimentos, não valoriza as pessoas que tem ao lado. Gente que não se preocupa em não magoar os outros e pensa apenas no próprio umbigo. Gente baixa, sem qualidades notórias e relevantes, incapazes de fazer melhores as pessoas das quais se aproxima.
Porque diabos insistimos em manter esse tipo de gente nas nossas vidas? Destinamos amor, o sentimento mais nobre e sincero, para quem só merece pena. Desperdiçamos nossos dias preciosos tentando agradar alguém que não se sentirá, de fato, agradado nunca, pois é incapaz de perceber a beleza de atitudes honestas. Continuamos nos doando pra quem não sabe o que isso significa. Pra quem não merece nem o pior que temos dentro de nós mesmos.
É carência? Medo da solidão? Desespero? O que é?
Passo dias inteiros tentando entender e simplesmente não encontro explicação. Usamos do gesto mais banal pra nos agarrar num fio de esperança que nos mantenha de pé e fortes para tolerar todos os outros gestos, que são de puro descaso e falta de sentimento. Continuamos a dar desculpas para nós mesmos, quando o outro é que deveria fazê-lo, mas anda ocupado demais com qualquer outra coisa para perder tempo com ciúmes sempre tidos como exagerados. E entre mentiras mal contadas e atitudes egoístas, vamos suportando até aonde o coração aguenta. As vezes, até além disso.
Mas chega. Já deu! Decreto aqui o fim do amor unilateral. Findo aqui o desperdício dos sentimentos bons. Ponho um ponto final a entrega sem retorno. Já passou da hora de arrancar do livro das nossas vidas páginas rabiscadas por pessoas vazias, sem inspiração, sem valor. Precisamos, mais que nunca, acordar pro mundo lá fora que é gigante e guarda um monte de gente que, como a gente, já cansou de tanto desperdício de amor.
De hoje em diante só pessoas que nos façam melhores. De hoje em diante só gente que entenda do que a gente sente e sinta orgulho de nos ter ao lado, pra amar e cuidar. De hoje em diante é distância dessas pessoas que nos afastam de nós mesmos, do que somos e sonhamos para nós. Ou está ao nosso lado para somar ou se manda da nossa vida, porque não temos espaço para doar pra essa gente que não merece. Não vale à pena desperdiçar o que temos de melhor com quem não tem nada para acrescentar às nossas vidas.
É o fim dos choros na sexta-feira à noite e em todos os outros dias da semana. É o fim da espera pelo celular que nunca toca. É o fim desse medo da solidão. No fundo todos nós sabemos: Antes só que mal acompanhado. E se não servimos para ser motivo de riso fácil aos domingos, não nos serve para estar ao  lado quando for hora de desfrutar das nossas conquistas.
Comece agora mesmo a arrancar da sua vida tudo que não presta e só pare quando não restar mais nada capaz de lhe fazer mal. Só depende da gente. Só depende do nosso amor próprio. Já é hora de começarmos a fazer o que é bom para nós. Um pouco de egoísmo às vezes faz bem. Se valorize, se ame, se respeite. Faça isso por você já que não tem valido à pena todas as coisas incríveis que você tem feito por essa gente.
E acredite: Nada como um dia após o outro. Hoje a gente cai, amanhã aquele que nos derrubou implora por nossa ajuda para se levantar. É o velho lema, ainda e sempre: "Vida que segue!".

27 de fevereiro de 2013

♥


Eita menina, quem te vê nem pensa, não consegue jamais calcular quanta coisa vem dentro dessa bagagem. Tá pesada, né? Eu imagino. Espero que não demore até que você encontre alguém com quem você possa dividir tanto peso. É bom ter alguém que conheça nossa bagagem, alguém que assim possa entender nossos traumas e medos.
Outro dia te vi de longe, caminhando pela rua à noite. Seu cabelo balançava com o vento e seus olhos pareciam perdidos, procurando algo que não sei o que era. Acho que nem você sabe ainda, mas já torço para que você encontre. Gente que nem você merece encontrar tudo o que busca, porque essas coisas de alma a gente sente só de olhar.
Não desiste não, tá? Já me falaram uma vez que é assim mesmo, que as coisas boas são mesmo difíceis de conquistar. Mas você vai chegar lá, eu sei. Eu e qualquer pessoa que pare para te ver, te conhecer por dentro. Gente assim, que nem você, hoje em dia é raro. Por isso conquistam o mundo, e isso sem nem perceber.
Quando a coisa ficar muito complicada é só orar baixinho. Agradece as facilidades, pede perdão pelos erros, conta de como anda seu coração. E não precisa fazer nenhum pedido, na maioria das vezes a gente erra ao pedir. Pra não cair no erro deixa que teu coração aprenda a querer o que te é dado de bom grado, que essas coisas, por mais sem sentido que pareçam ser, acabam sempre nos trazendo algo grande. Seja pra vida ou por momentos. E aos pouco você vai ver que tudo toma o rumo certo. Gente do bem atrai o bem, é inevitável.
E tenta não chorar mais. Se for pra chorar que seja porque amanhã é um novo dia e você pode ir lá tentar outra vez. Quer motivo melhor que esse pra chorar de alegria? Mas eu ainda prefiro o seu sorriso, por isso sorria... Alegre o dia das pessoas por aí. E cante mesmo que desafinando, pra dor não se acomodar.
Eu sei que na hora não parece, mas tudo vai se ajeitar. As coisas sempre se ajeitam. É rio que vai pro mar, bem que vence o mal, amor que gera amor. E perdoe sempre que as coisas não correrem assim. Perdoe porque perdoar é bonito, faz bem pra alma e enobrece o coração. As pessoas não sabem, mas cada perdão que se dá é uma porta que se abre para a libertação. E não tem nada melhor que ser livre do rancor, da mágoa, das dores. Não há nada mais bonito que poder respirar sem sentir pesar o coração.
Qualquer hora dessas te coloco na mala e levo pra conhecer o mundo, mas enquanto isso não acontece leia muito. Leia tudo que puder e conheça vários lugares, pessoas, histórias e palavras. Encha-se de palavras e use os livros para saber como usá-las - são amigas muito úteis fique você sabendo. Mas o silêncio será sempre sua melhor arma, não esqueça. Ele salva amores, vidas e não custa um centavo, acredita? As pessoas hoje em dia não sabem com o que realmente se vale à pena gastar.
E esse tesouro aí, guarde bem. Mantenha ele assim, sereno. E deixa que ele, por si só, faça a grande escolha. Seu coração é seu bem mais precioso e só ele é que é capaz de fazer com que você se entregue por inteira. Confia nele e guarda, mas guarde bem, pra que o mal não se aproxime e as pessoas vazias não o atinjam.
Vou ficar daqui te olhando sempre, torcendo por você. Não perde esse jeito não. Não deixa que o mundo te endureça. Mostre que quem tem sonhos vai longe. E deixa que a vida te leve pra onde ela quiser, que eu tenho certeza: há de ser um lugar bonito. Vai por mim!

10 de dezembro de 2012

Alguém para amar!


 Ame alguém que se preocupe com você. Alguém que queira saber do seu dia, dos seus medos, de onde você quer chegar. Alguém que queira chegar lá com você, que esteja disposto a fazer tudo para manter seu sorriso diariamente, para te ver bem. Que queira cuidar dos seus machucados e perca o sono te olhando enquanto você dorme. Alguém que cuide pra sua dor passar.

 Ame alguém que respeite você. Que saiba até onde vão seus limites e esteja preocupado em não ultrapassá-los. Alguém que saiba que você precisa de espaço e que tem uma vida que independe da relação de vocês. Alguém que pense antes de falar, por não querer te machucar. Alguém que não faça as coisas sem antes pensar em como você vai se sentir. Alguém que se coloque em seu lugar e não pense apenas em si mesmo.

 Ame alguém que te queira bem. Que cuide de você caso você adoeça, e não te deixe esquecer de tomar os remédios na hora certa. Que te encha de carinhos de graça, num domingo chato qualquer. Que compre flores independente de datas especiais, por saber que elas te deixam feliz. Alguém que diga que te quer bem, que te quer por perto, que te acha especial. Alguém que acredite no quanto você merece ser feliz e queira fazer parte disso.

 Ame alguém que te acompanhe. Alguém que segure a barra pra você. Que esteja disposto a encarar seus problemas também, ali do lado, pra você nunca esquecer que não está sozinho. Alguém que segure sua mão forte quando as coisas ficarem difíceis. Que se mantenha de pé caso você venha a cair, pra te ajudar a subir e chegar aonde você quiser. Alguém que saiba que numa relação à dois, assim como a felicidade vem em dobro, o problema tem que ser sempre dividido.

 Ame alguém que cometa erros. Alguém que esqueça o dia do aniversário de namoro qualquer mês desses, por estar atolado com outras coisas. Alguém que chegue atrasado vez ou outra, por querer estar bonito ao te encontrar. Alguém que diga "Não" umas duas, três vezes, pra você saber que nem só de "Sim" se constrói um amor bonito. Alguém que cometa erros perdoáveis e saiba exatamente a hora de te olhar nos olhos e pedir desculpas.

 Ame alguém que confie em você. Que trate bem seus amigos, mesmo que não goste muito deles. Que não se permita cegar pelo ciúme, nem perder as estribeiras por desconfiança. Alguém que te deixe livre pra ser você mesmo, pra viver as coisas que você tem vontade de viver. E aceite correr o risco de te perder, caso você venha a mudar de ideia qualquer dia desses. Mas jamais te impeça de ir atrás do que você quer, por acreditar de verdade que você merece tudo o que deseja!

 Ame alguém que te ame também. Alguém que pense em você ao acordar. Alguém que faça planos prum futuro ao seu lado, que conte as horas pra ver você. Alguém que te conheça e te aceite, por inteiro. Que tenha medo de te perder não por precisar de você, mas por saber que ao seu lado a vida é mais fácil, mais doce, mais serena. Alguém que te olhe nos olhos e diga uma infinidade de coisas lindas, sem que seja preciso usar qualquer palavra. E da mesma forma, que saiba exatamente quando você precisa ouvir um "Eu te amo!" ao pé do ouvido. Alguém que jamais canse de dizer o quanto você o faz feliz. Alguém que não canse de lhe retribuir com essa mesma felicidade.

 Ame alguém que te faça bem. E por favor, seja merecedor: Faça o bem de volta! Ainda não conheci nada mais bonito que um amor de ida e volta.

8 de fevereiro de 2012

Um muro e dois mundos ao meio.


A gente acabou construindo um muro pelo caminho, dividindo a vida em duas, se afastando por completo. Daqui não vejo nada do que te acontece e nem sei o quanto isso é capaz de me fazer bem ou mal. Talvez te ver feliz aliviasse um pouco do incompleto que ficou, mesmo sabendo que eu queria mesmo era que compartilhassemos da mesma saudade e nostalgia, porque desse lado do muro as coisas andam um pouco complicadas e, você sabe, nessas horas eu bem queria poder te ligar e ouvir você dizer que as coisas ficarão bem, mesmo não sendo verdade.
Enquanto respondo mensagens que não são suas, e correspondo a olhares que não são seus, ainda olho pro relógio quando vai dando nossa hora e penso em dançar com você quando toca nossa música. Não é mais amor, nós bem  sabemos. Deve ser a coisa bonita de que falam. O tal do sentimento nobre que fica depois que o amor vai embora e só manda lembranças. Não sei que nome eles dão, mas me faz querer te abraçar quando te encontro pela rua e quase solto um grito dizendo que é mentira quando você me pergunta como estou e eu respondo que vou bem. Acabo sempre disfarçando muito bem.
Quanto será que ainda existe de mim ai do teu lado? O muro consegue resistir, então não deve ser muito. Espero ter me tornado uma lembrança boa ou, quem sabe, uma saudade bonita. Se não for nada disso eu entendo, também guardei mágoa por um tempo, mas passou pra mim e vai passar pra você também. Quem sabe então as noites que dormimos juntos virem um sorriso perdido em meio ao caos dos teus dias. Devo um dia virar memória bonita, sei que sim. Como os dias em que deitamos juntos numa rede e vimos novela, nos beijamos apaixonados, pegamos no sono. Lembro de como você ficava me olhando enquanto eu ria das besteiras na tv, tão concentrado... até cair no riso e dizer que sou muito besta por rir de tudo. Acabávamos sempre rindo juntos e era tão fácil, tão indestrutível, tão sólido quanto esse muro entre você e eu. O muro vai acabar desmoronando, sabemos disso.
Ainda me pergunto como as coisas ficaram como estão hoje. Em que lugar nosso plano deixou de ser nosso e passou a ser só meu? Vivo querendo entender como nos perdemos quando tudo o que queríamos era continuar juntos e não ver a vida passar longe do outro. Qualquer dia desses, quando o muro desabar, talvez a gente olhe pro que temos juntos, traços meus e seus, o que se concretizou de tudo que sonhamos... Quem sabe a gente converse com leveza, como antigamente. Vai ser bom ouvir tua voz sem toda a tensão que vive nos rondando, quando percebo você ponderar cada palavra. Vai ser bom poder falar sem medo e te ver ser o mesmo de antigamente, quando dormir abraçado ao outro era a melhor parte do dia.

26 de novembro de 2011

Se acertando com os erros.



Você sabe que eu nunca digo adeus de verdade. Mesmo quando eu bato a porta com força e saio gritando que nunca mais, não é nunca mais. É só até eu contar os dedos das minhas mãos umas mil vezes, até criar coragem pra olhar dentro delas e percebê-las vazias. Você não é meu, mas sempre que admito isso pra mim mesma acabo voltando atrás, abro a porta outra vez e me vejo querendo conquistar qualquer coisa em você que te faça ficar mais um pouquinho.
Quase ninguém entende. Eu nunca gostei de fazer muito sentido. Você com seu ciúme e orgulho desmedido fazem qualquer coisa acontecer em mim e eu perco o controle. Vamos brigar pra ver quem terá que levantar e desligar a tv. Vamos brigar também quando eu disser que detesto a forma como você quer que eu adivinhe seus pensamentos. No fundo, quando brigamos por isso, tenho vontade de brigar é comigo mesma, porque eu realmente deveria ter esse dom ou qualquer outro que não me deixasse cometer um erro bobo. Queria nunca errar com você. Mas você sabe, não controlo minhas verdades e lá vamos nós brigar de novo.
Você gosta de brigar que eu sei. Gosta de me ver pedir desculpas. Gosta de me ver com ciúmes. Tem uma necessidade enorme de ver que não está sentindo sozinho. E eu entro na dança, porque nós acabamos sempre nos resolvendo, com somas que não batem e, ainda assim, são suficientes.
Em outros tempos eu te abandonaria. E se fosse qualquer amiga me contando nossa história, eu diria pra ela cair fora e te deixar pra lá. Você tem esse jeito que não muda e que eu detesto, mas me encanta. E todas as nossas reviravoltas parecem coisa de novela, mas eu gosto. E você não acredita quando eu digo que posso mudar porque sabe bem quando eu estou mentindo. E eu sempre sorrio quando você diz que não é chato porque sei bem o quanto você detesta admitir seus defeitos.
E ainda há que diga que não existe destino. Onde é no mundo que nossos mundos se cruzariam? Você na sua, calado e contido. Sempre olhos calmos e distantes. Eu e minha euforia, braços para todos os lados e redes sociais abarrotadas de gente. Somos o tal dos opostos que se atraíram pelo encanto de conhecer o desconhecido. E não há quem me convença de que sem a ajuda do destino eu poderia ter entrado na sua vida e você acampado na minha. Destino virou meu melhor amigo desde então. Mesmo que às vezes eu saia de perto de você para não falar palavras feias e odeie a forma como você sabe que eu sempre acabo voltando com olhos que transparecem arrependimento.
Detesto todas as coisas que você faz comigo e eu acabo perdoando. Me detesto várias vezes por perdoar todas as coisas que você faz comigo. Mas você sabe me olhar como eu espero que um homem me olhe e, como ninguém, sabe me abraçar e me fazer pensar que tudo vai bem. E vai bem mesmo. Comigo ao seu lado, mesmo em guerra, vai tudo na mais santa paz. Sem calmaria nenhuma, mas com a brisa fresca que os amores verdadeiros fazem a gente sentir e ter certeza que será para sempre, mesmo com alguns finais pelo caminho.

22 de novembro de 2011

Até que (...)



Tudo vai bem. Na mais santa paz. Calmaria total. Eis o bom da vida de solteiro e você aprendendo a apreciá-la, até que (...). É isso mesmo. Sempre tem esse "até que (...)". É incrível esse poder que a vida tem de entupir nosso caminho com coisas que não condizem com ele. Pelo menos não no momento.
O fato é que você, por motivos maiores, decidiu deixar essa coisa de amor pra lá. Abriu mão de uma história bonita porque, fazendo as contas, nem lembra quanto tempo faz que alguém realmente valeu à pena. Você, já cansada dessa coisa de cruzar os dedos e esperar que qualquer coisa dê certo, jogou tudo pro alto e foi viver a intensidade. A intensidade do sábado à noite, do descaso, da doidera. O tal do "enfiar o pé na jaca" que você ouvia o mundo inteiro falar e que você sentia falta de viver. Pois bem, se bonito é fazer loucura a gente vai lá e tenta.
MAS (porque sempre tem um "mas") em meio ao caos da sexta-feira tão esperada e cheia de bebida num lugar diferente e com pessoas mais diferentes ainda, surge alguém. Você lá fazendo exatamente o que manda a cartilha, nova adepta do "pega e não se apega", cheia de certeza que nada mais vai abalar suas estruturas... E então chega alguém. Você o beija, é claro. Sexta é dia de beijar - regra do bon vivant club. Mas até então você o beijaria e ponto. É assim que funciona: um cara, noite de sexta, álcool, beijos, nunca mais ver o cara. É o que me ensinaram e o que eu vinha fazendo muito bem. Mas o cara não foi embora, de jeito nenhum. Segurou minha mão, me deu outro beijo e não me largou mais.
Eu sei, eu deveria ter cortado. Achei fofo, fui fraca. É que essa coisa de ser mulherzinha por muito tempo faz mal aos neurônios da gente e eles demoram pra se adaptar ao novo mundo. E com aquelas mãos carinhosas segurando as minhas e os olhos mais lindos que eu já vi... Não dava pra simplesmente fingir que não gostei. Eu gostei sim. E eis um castelo inteiro indo à baixo, porque, PASMEM!, sábado foi exatamente igual: mãos dadas, carinhos, até demonstrações de ciúmes. O cara que eu pegaria na balada por ser um rosto bonito no meio da multidão simplesmente segurou minha mão e não largou mais. Desestruturou tudo. Me procurou na segunda-feira. Sentiu saudades. Me quer de novo. E me fez perder a vontade dessa doidera toda que é sim muito boa, mas não condiz muito com o que eu sou de verdade. O cara apareceu do nada e bagunçou tudo. Mais que isso: colocou tudo em seu devido lugar.
E todo o clichê do mundo inteiro parece a maior das verdades. Não esperar nada traz muita coisa. Não querer nada traz malas cheias de surpresas e, como dizem que é, surpresas boas. E a única coisa que você consegue pensar é que você lucrou, porque se der certo vai ser uma maravilha, mas se não for assim tudo bem, você nem esperava algo desse tipo mesmo. E uma lição das boas foi bem aprendida: O que a solteirisse não cura, outro amor vem e leva. Pra bem longe. E você sorri. É hora de começar tudo de novo e parar outra vez, numa outra sexta, com outro cara que te segure e não largue mais. Exatamente como, no fundo, você quer que seja. Hora de parar de deletar o passado e começar a deixar que o futuro seja, sem pressa nenhuma... é tão bom ganhar presentes!

6 de outubro de 2011

I wanted you to fight for me.



E você me fala com essa voz de quem mede as palavras por medo da minha reação. E conta qualquer coisa boba pra fugir do que realmente interessa. Você fica esperando. Esperando que eu fale as verdades, esperando que eu tome iniciativas, esperando que eu diga o que você quer ouvir. E eu? Eu só quero que você lute por mim.
Nada de armaduras ou cavalo branco. Sem roupa de gala ou braços exageradamente fortes. Eu só quero que você lute usando as palavras certas, não atrasando mais que meia hora e sem orgulho bobo quando sentir saudade. Eu só quero que você lute pra mostrar que também me quer, que também fala a verdade, que vai estar aqui quando o dia terminar e eu precisar de alguém pra jogar conversa fora. Quero que você lute pra mostrar que vale à pena se eu perder algumas noites de sono ou até mesmo enlouquecer de ciúmes. Quero que você lute pra mostrar que é homem suficiente pra lidar com o sentimento que lhe ofereço, sem fazer pouco caso disso, por saber que para mim é importante.
É que eu sempre tive essa coisa de correr atrás do que eu quero. De dizer verdades sem medo. De deixar claro o que tenho pra oferecer e também quais as minhas limitações. É que eu costumo dar o meu melhor, por escolha própria, por achar o mais justo. E não é que eu exija o seu máximo, não. Se você achar que eu mereço menos, tudo bem, desde que você me diga isso claramente. Desde que jogue limpo e diga quão disposto está a fazer por nós dois, mesmo que não esteja disposto a nada. É pra você ser você mesmo, pra que assim eu possa ser eu mesma também. Sem armadilhas ou joguinhos. Quem sabe alguns de sedução, mas só depois que já estiver claro até onde iremos, pra que ninguém possa dizer depois que não sabia dos riscos assumidos. Não é como se estivéssemos numa briga, mas num consenso, onde lutar por você significa ser sincera e lutar por mim tem de significar a mesma coisa.
E com toda a praticidade que não cabe ao amor, vá logo ao que interessa. Só ligue se sentir saudade, só beije se sentir vontade. Se quiser me ver, me convide. Se quiser me amar, faça-me querer te amar também. E sei que também cabe a mim algumas iniciativas, mas toda mulher precisa de braços abertos no fim da estrada pra se sentir segura ao dar o primeiro passo. Mostre-me que os braços não se fecharão, mostre-me que estará lá por mim mesmo que isso não passe de um lance sem prazo de validade, mas com destino certo e azedo. Preciso saber que vale à pena viver o momento, mesmo que curto. Mostre-me que mesmo pra pequeno caso você deve ser meu preferido, porque é bom de briga e merece o melhor prêmio.

26 de setembro de 2011

Do que pode vir a ser. Ou não.



Quando decidimos ver um filme juntos as coisas ainda não pareciam tão grandes. Então você pediu pra que víssemos meu filme preferido, com a intenção de descobrir mais sobre mim. Eu, ainda sem perceber o erro, disse de cara, 'Brilho eterno de uma mente sem lembranças". Nem me dei conta que logo você saberia o quanto, mesmo tentando provar o contrário, eu sou frágil. Nem notei como era cedo para que você percebesse isso. 
Então veio minha cena preferida e enquanto ouvia Joe dizer, cheio de desespero: "Me deixe ficar com essa lembrança. Apenas essa", as lágrimas vieram sem que eu me desse conta. Lá estava você, os olhos serenos, secando meu rosto. Voltei a ser pequena e fiquei ainda menor quando você sorriu bonito pra me ver sorrir também.
Seus pés tocaram o meu e enquanto eu te explicava o filme, que você não entendeu, me senti tão segura. Até um segundo depois, quando mil pensamentos me vieram a cabeça e senti medo. Um medo absurdo do que estava acontecendo. Foi a primeira vez que consegui fazer duas coisas ao mesmo tempo. Você nem notou o quanto eu estava assustada, mas ainda assim me abraçou e começou a dar sua visão do filme. Enquanto você falava tentei colocar os pensamentos em ordem. As últimas semanas haviam sido maravilhosas... Era ótimo ouvir sua voz no telefone. Meu sorriso, percebia agora, ficava iluminado quando você dizia sentir saudade.
Então me dei conta do quanto os dias, com sua presença, vinham sendo fáceis. Não é como se eu não conseguisse viver sem você. Eu estava ótima sem você, mas com você fiquei melhor ainda. Tanto tempo sem conseguir falar sobre as coisas mais absurdas, até você aparecer e me fazer contar todos os meus segredos. Ver você me deixava alegre. Ter você me fazia um bem danado. E quando você foi embora, depois de passar horas me beijando, deitei na cama e pensei em como as coisas estavam.
Depois de anos sem sentir nada, havia sentimento. Não tão devastador, não tão gigante. Mas um sentimento bom, calmo. Um sentimento de doação, de verdade. Depois de quase esquecer o que era sentir, eu senti você e não doeu. É como querer você, mas saber abrir mão se for necessário. É como amar sua presença, mas gostar de sentir sua falta. E eu não consegui encontrar nenhum nome que traduza isso. Nenhuma palavra que simplesmente venha e explique. Não é paixão. Nem amor, ainda. Mas me faz um bem enorme. E me faz sentir forte, mesmo com medo. Talvez você simplesmente suma e não há nada que eu possa fazer. E se eu pudesse fazer um pedido agora, eu pediria que você ficasse. Não pra sempre. Mas mais um pouco. Quem sabe até a gente descobrir onde isso vai dar. Quem sabe até você sentir o mesmo. Até quando isso continuar me fazendo tão bem... E você, com esse seu jeito inquieto, continuar aquietando esse meu coração tão bobo.

15 de setembro de 2011

New.



Tenho evitado as músicas antigas, alguns lugares repetidos também. Com excessão de algumas pessoas, tenho realmente me focado no novo. Novos ares, sabe? Acho que não custa nada acreditar na filosofia barata de que o novo sempre resolve, ou ao menos acalma. Vez ou outra é mesmo preciso desempoeirar a vida, abrir mão do velho, conhecer sabores.
Músicas novas tocando na minha playlist e tem sido ótimo! É como uma agenda que a gente compra no início do ano e precisa encher de memórias, dar sentido às datas, usar muitos novos adesivos. Tenho uma playlist inteira pra encher de vida, sabe o que é isso? Muitas músicas pras quais dar sentido, nas quais botar saudades. É vida nova, histórias do começo, mil oportunidades. Sem dor ou peso algum. Sem nenhuma perda pela qual chorar. Nem sei bem como consegui, mas é revigorante sabe? Dá até certo orgulho!
Mudei o caminho que seguia diariamente pra chegar às minhas obrigações diárias, pintei as paredes do quarto e venho lendo livros de autores desconhecidos. De repente me bateu essa necessidade, uma vontade enorme de ser nova, pra ser inteira, pra me doar. E por incrível que pareça, não sinto saudade alguma do que eu costumava ser, nem das coisas que já nem me pertenciam e eu fazia questão de aprisionar dentro de mim... Todas as gavetas estão vazias, sonhando com meias novas e bastante movimento.
Com essa coisa toda de varrer a sujeira a gente até meio que se camufla. Um achado aqui e o coração pula, outro achado ali e os olhos ficam cheios d'água, no fim do dia a gente já até acostumou e consegue até sorrir das lembranças. Depois que a dor vira piada fica muito fácil fazê-la ir embora e não demora muito até se estar vazio de qualquer outra coisa que não seja a esperança. O sorriso não deixa de denunciar que já é possível começar de novo, os olhos não fazem a mínima questão de esconder os espaços da alma que precisam de mobília nova e bons sentimentos.
E o coração? Ah, o coração tá uma beleza que só vendo. Espaçoso, arejado e louco pra bater acelerado, mas bem paciente. Sem aperto nenhum, sabe? Como se jamais tivesse sido o coração amarrotado de outrora, com um amontoado de coisas já sem valor algum. Engraçado como ele anda bem humorado e caloroso, tá tinindo, nem acredita que vai poder sonhar outra vez e já conta as horas, mesmo que vez ou outra acabe disfarçando. De repente tenho a sensação de que posso qualquer coisa e de que a próxima história de final feliz será a minha, sem muita expectativa, mas bastante força de vontade. E o coração tem sentido que eu posso, tem me dado a maior força, outro dia enquanto eu procurava músicas novas pra tocar no carro tenho quase certeza que ouvi ele dizer, confiante e baixinho "Paixão agora? Só se for nova, novinha em folha", e eu nunca vi meu coração tão cheio da razão.

29 de maio de 2011

O que de melhor vem depois.


E eu te dei um céu, poucas nuvens e todas as estrelas. Você bobo, um tanto apressado, não soube cuidar. Não te culpo, aliás, em partes agradeço, algumas coisas não são pra ser. Agora vejo, depois de tantas vezes ter de enxugar os olhos, que nossos destinos traçados na maternidade romperam o laço antes que ele se transformasse em nó. Um desperdício talvez, nós dois erámos realmente bons juntos. Mas veja, por mais difícil que tenha sido para acreditar, somos ainda melhores separados.
A vida não tem mais tanto drama, embora certamente outro alguém já deva ter chegado na fase 'ligações chorosas pela madrugada', fazendo seu celular tocar como só eu, cheia de expectativas, era capaz de fazer. Bom, ao menos agora o foco é outro e esse, se tiveres sorte, deve ser mais facilmente vislumbrado que aquele criado por nós. Um segundo, uma dúvida: Nós criamos o foco juntos ou eu apenas fiz você olhar pro mesmo lugar que eu? Hoje bem mais sóbria, consigo admitir que eu te sufocava e era um exagero a minha mania de sempre esperar de você muito, mas muito mais, que o que você tinha disponível pra me dar. De qualquer forma parabéns por ter nos dado outro rumo, me forçado a criar um foco sozinha e se superado, criando seu próprio foco, onde não me cabia. Eu e meus borrões, quando tudo que eu queria era ser luz. Talvez eu tenha sido, tanta que te ofusquei! E não fiz por querer, e sim por te querer demais.
Depois de tanto me guardar no teu abraço soltei tua mão e me fiz ir, mesmo contra meus pés, pra qualquer lugar que te tornasse impossível. Não que eu precisasse - você se tornara distante mesmo quando perto, era mais uma forma de testar a boa e velha regra onde o que os olhos não vêem o coração não sente. E sentiu, por muito tempo, até que foi parando aos poucos, depois de todas as agressividades e os 'não' escancarados que eu de cara lavada me dispunha a ouvir, enquanto fingia tapar os ouvidos.
O prometido para sempre acabou e quem prometeu ir comigo aonde quer que eu fosse, ficou pelo caminho. Talvez naquela esquina que por várias vezes foi palco para declarações e hoje, vista de longe, parece ter se tornado uma ponte quebrada entre eu e você, impossível reformar. A vida e suas voltas: nós dois sempre andando em sentidos contrários, e ainda assim sem em nenhum ponto nos reencontrar. Estava escrito em algum livro perdido que não seríamos feitos para durar, mas duraríamos o suficiente para sabermos exatamente o que não ser no futuro, quando a hora chegasse e não houvessem mais chances a desperdiçar com outros rostos e bocas, tão marcantes como foram os nossos um para o outro, mas provavelmente bem mais constantes e racionais.
Depois de sermos o oposto do que esperávamos um do outro, o que fica é claro: Você é bom. Incrível, surreal. Eu também! E somos tão, mas tão bons, que é até injusto ficarmos juntos e não dividirmos todo o nosso brilho com alguém por ai, sem tanto brilho, mas com equilíbrio suficiente pra lidar com a parte difícil de ter alguém tão radiante ao seu lado.

16 de maio de 2011

Uma amiga chamada Saudade


Como é boa essa saudade que não dói. Uma saudade que traz junto o carinho, o respeito, a compreensão. Uma saudade que não sufoca, não grita, não agride. Saudade que não te faz querer voltar no tempo, mas lembra o quanto foi bom ter vivido tudo, até mesmo os arranhões que vez ou outra ainda coçam. 
É quando toca uma música no rádio, música que um dia fora nossa e hoje deve ser de tantos outros casais por aí que certamente vingarão a letra ou, como nós, acabarão por se perder. É quando reaparece uma foto antiga, no meio de caixas com coisas que não são mais usadas, mas que um dia foram essenciais. É quando alguém conta sobre o aniversário de namoro e você lembra das grandes comemorações, o quanto costumavam ser felizes e hoje, datas perdidas, passam despercidas, sem uma necessidade de algo que preencha o espaço, porque quase imperceptivelmente todos os espaços já foram preenchidos.
É bom sentir essa saudade, faz pensar que valeu à pena embora muitas vezes você tenha duvidado disso. Faz ter certeza que as coisas acontecem mesmo quando têem de acontecer, não por acaso, mas por predestinação. E não importa que a gente corra, que a gente lute, que a gente não entenda, algumas coisas simplesmente passam e o máximo que fica é mesmo essa saudade, que não quer nada de volta, mas admite que foi muito bom um dia ter tido, desde o companheirismo às brigas, que pareciam sem fim. Terminaram, como todo o resto, como tudo que um dia a gente pensa que não vai terminar por doer, por ser bom, por querer mais ou por não querer.
E aí vem o presente, que não poderia ter outro nome, com tantas coisas novas e sublimes que te fazem não querer repetir os erros, que te fazem se perguntar porque você não queria que passasse, porque você lutou tanto pra que o presente não se chegasse, quando ele sempre chega, trazendo irreversivelmente na bagagem o que se passou. Passou! E diariamente rever, diariamente pedir de volta, diariamente lutar não vai fazer com que não tenha passado e é só quando, depois de abandonar a birra, você se dá conta disso que a saudade deixa de ser vilã e passa a ser uma amiga, que te aconselha calada, que te abraça quando faz frio e que te faz pensar que foi exatamente como tinha de ter sido e que nem você mesma, protagonista da história, poderia ter escrito "fim" em melhor hora.
Quando dizem que é preciso sacudir a poeira, não mentem. Quando dizem que sempre chega a hora de mudar o disco, não mentem. Até boas canções, vez outra regravadas ou postas para tocar, deixam de causar o que causavam num primeiro momento, porque acostuma-se, adapta-se, supera-se. Superação é tudo. Superação é ver a saudade e deixar que ela entre por saber que agora ela não mais incomoda e sim, da forma mais doce do mundo, te faz ver que você também viveu coisas boas, como tantas outras histórias que você escuta e quer viver, como muitos sonhos que você ainda nem sabe, mas vai realizar um dia e quando deixarem de ser sonho, seja porque motivo for, um dia serão saudade.

7 de abril de 2011

as delícias da rotina

E você vai chegar com o sorriso cansado do fim do dia e vai me beijar intensamente, mesmo com o ar de exausto. Depois vai me olhar nos olhos, o melhor dos abraços e perguntar o que tem pra comer. Vamos jantar juntos qualquer coisa que tenha na geladeira enquanto você fala do trânsito, das pessoas que conheceu no trabalho, dos professores chatos da universidade. Eu vou te olhar com calma, decorar as caras, me apaixonar pelas expressões. Você, quase que cantando, vai me perguntar qualquer coisa sobre o que eu fiz e, no último pedaço de um pãozinho qualquer, vai calmamente dizer que estou linda, que é bom estar em casa - é nessa hora que eu fico ainda mais apaixonada. Essa é uma das horas do dia em que eu tenho certeza que nasci pra você.
E vou te falar da novela que vai começar, da novela que você nem gosta, mas vai comigo pra cama assistir só pra me ver feliz. E tem sempre uma cena de beijo, de briga, de amor que você diz parecer com a gente e é nessa hora que nossas pernas se entrelaçam. Você me agarra forte, me olha calmo, me beija com vontade. Seu corpo no meu, suor em dobro, milhões de gotas de prazer. E o tempo some, o mundo é nosso... E depois, abraçados, sorrimos de qualquer coisa, mesmo sem graça, só pela maravilha que é estarmos assim, juntinhos, enquanto boa parte do mundo dorme só.
E vamos tomar banho juntos, um ensaboando o outro e você brigando por querer ficar em baixo do chuveiro. Vou vestir uma camisa sua e você uma cueca folgada e é hora de dormimos pra aguentar a maratona que os dois começam diariamente às sete da manhã (quando o despertador toca e você me implora por mais cinco minutinhos). A cama é grande, mas como é bom fazer ela parecer maior quando é pra estarmos abraçados, mesmo que isso só dure até um de nós começar a derreter de calor e se afastar pra que o outro não comece a derreter também.
Antes de dormir eu te olho boba, penso em quanta sorte tenho e agradeço por outro dia com a tua presença e você, com cara de quem não entende a sorte de me ter pra si, deixa os olhos transparecerem que também está agradecendo. Tem gente por aí que diz que é monótono e muitos dos teus amigos questionam essa nossa escolha, mas é muito bom saber que nessa mesma hora tem gente pedindo pra viver algo igual, pessoas querendo uma companhia e nós, mesmo com algumas brigas e tantos altos e baixos, temos um ao outro nessa, que é antes de tudo, a mais prazerosa das rotinas. 
Como é bom ser tua por mais um dia e não precisar brincar de faz de conta.

21 de março de 2011

Dando fins.

Erros incalculáveis, todas as palavras fora de hora e a superlotação da caixinha onde ficavam os desabafos que ao invés de serem feitos, por maior facilidade, eram guardados. Acabou. Os sonhos, o desejo, as esperanças e até mesmo a força surreal que surgia não se sabe de onde e dava ânimo aos recomeços, mais do mesmo. Acabou tudo, perdeu o sentido, não cabia mais em lugar nenhum. E o que veio depois foi o silêncio, misto de paz e desespero, sem saber pelo que esperar.
É como andar descalço no escuro, sem saber onde pisa ou onde vai chegar, se é que se chega mesmo em algum lugar algum dia. E era esse o causador do desespero, o não saber. A gente escuta algumas pessoas dizerem que passa, escuta uns conselhos de gente que viveu o mesmo e superou, chegou num lugar bonito e que agora tem só a história pra contar, mas não dá pra ter certeza porque como pode passar algo assim, desse tamanho? Como pode ser isso simplesmente deixar de existir? Não dá pra ter certeza e no ponto em que se encontra também não se tem escolha, as tão sonhadas opções, é andar e ponto - sem saber pelo que esperar. Essa falta de expectativa, que noutra ocasião seria uma boa, por hora só consegue apavorar. Então você sente a respiração, o ar ir e voltar, segura o ar e sente o vazio. Só que por cinco segundos foi maravilhoso estar vazia, antes ar que aquele nó na garganta e o peso desmedido no peito. Antes só ar que aquele sentimento que deixou de ser bonito pra ser tormento, aliado da dor. Cinco segundos de alívio, de paz. Parece pouco e é, descobriria depois, mas por hora era tudo, uma luz no escuro, a esperança de que poderia haver mais.
Depois que o ar escapa e os cinco segundos de alívio passam é preciso analisar o que ficou, jogar fora e sair em busca de mais. Mais sonhos, todos novos. Mais fé, em qualquer outra coisa que possa parecer tocável e menos difícil. Mais amor, de dentro da gente pra dentro de nós outra vez, amor próprio. Mais coisas, qualquer coisa, que ocupe o espaço que ficou.
Até chegar no que chamam de topo ainda há muito pra fazer - são gavetas a esvaziar, fotos pra apagar, memórias pra aprender a conviver e, principalmente, um vazio pra preencher. A cada reencontro com o improvável é quase possível ouvir o grito interno, porque machuca mesmo e ainda vai ser assim por um bom tempo. O cheiro traz lembrança, a cor traz lembranças, as músicas fazem lembrar. Sem contar nas fotos que surgirão do nada vez em quando e que você vai olhar até sentir os olhos encherem de lágrimas e depois esconder em qualquer canto da casa pra fingir que passou. Deixa ser, não faz vergonha não, é assim com todo mundo e depois de um tempo nem é mais preciso fingir, passa mesmo, pra tanta gente por aí já passou, vai passar pra você também. E não precisa fazer força não. Acontece quase que sem se ver, algum tempo depois, quando abrir o caderno onde escondeu aquela foto, vai olhar e, quem sabe, até sorrir - sem apertos, sem palavras que precisam ser ditas, sem lágrimas pra chorar; você quase nem acredita. E pensar que foi quase enlouquecedor...
E então é hora da redescoberta. Acabou, foi dado o fim de uma história, uma das muitas que você vai contar um dia. Hora então de redescobrir o amor, de redescobrir caminhos, redescobrir o sabor que tem dar o coração a outro alguém. E redescobrir é tão bom. Dá pra ter tudo outra vez, com alguém de um português mais correto ou, talvez, um amante da boa música, quem sabe até alguém de sotaque francês - as opções são tantas que fica até difícil decidir. Dá pra ter tudo de novo, novo de novo. Dá pra ter um começo e fazer diferente pra não ter, por um bom tempo, que lidar com o fim. Dá pra ser novo pra alguém, pra ser sorriso, ser história bonita de contar, ser o motivo do alívio de alguém que também só conhece o vazio depois de soltar o ar. Dá pra dizer que passou pra você também, que doeu porque dói mesmo, mas em compensação passa e deixa tanta lição, tanta vontade de fazer diferente, tanta força pra recomeçar com tudo novo. Espera só, vai ser assim pra você também.
Então a gente tem que entender que é assim mesmo, vida que segue. Lutar pra quê? Acabou. E é só o começo... tem tanta coisa linda que ainda há de vir...

17 de março de 2011

Do velho ao novo amor.

Inventar paixões virou quase um hobbie, essa coisa de tentar convencer a si mesmo que curte um outro alguém só pra ver se a mente para de pensar no passado - e ela não para. Mas daí a gente cansa! Cansa de beijar sem vontade, cansa de fazer planos que lá no fundo você sabe que jamais se tornarão realidade, cansa de atender ligações cheias de amor durante a noite e cansa de responder mensagens com palavras cheias de falsas verdades. Você quer se apaixonar, quer mais que qualquer coisa, mas simplesmente não consegue. 
Amor é essa coisa mesmo, essa bem aí assim que não te deixa se entregar a outro alguém. Amor é essa coisa cheia de verdade pra ser dita, é esse medo absurdo de perder. Amor é tudo que você quer encontrar quando você já tem, mas não sabe o que fazer com ele. Um novo amor talvez resolva, mas não, o novo amor não só não resolve como na maioria das vezes nem chega.
A ordem agora é paciência. É dar tempo ao tempo, ir com calma. Antes de novas histórias precisa-se dar fim nas velhas, essas já cheias de poeira e que você nunca parou pra ler o fim. Entre um ciclo e outro é preciso o fim do primeiro porque as coisas só têm sentido quando nos jogamos de cabeça - vai no salto o pacote completo: corpo, alma e coração. E se um deles tiver ficado no ciclo anterior o pulo só servirá pra causar machucados: os seus,  que certamente serão curados assim que você notar que ainda está presa no ciclo anterior, e os de um terceiro alguém, essa pessoa doce que surgiu do nada te oferecendo o mundo e que não merece estar dentro dessa sua confusão particular.
Merecemos sentimentos novos, histórias novas, amor de ida e volta. Merecemos viver contos lindos e ter sempre um companheiro inteiro ao nosso lado. Merecemos o melhor, mas só podemos exigir isso quando damos o mesmo em troca e é impossível se doar se uma parte de você não está contigo. Corre! Vai agora buscar esse pedaço teu que ficou no passado, convence ele de que o futuro é melhor, mostre que agora é hora de ser feliz. E quando estiver completa, inteira pra você, vai saber a hora certa de se doar a outro alguém!

14 de março de 2011

Rever.

Ainda haverão alguns reencontros, quem sabe alguma troca boba ou intensa de palavras. O plano era ser discreta, aprender a controlar esse impulso que grita palavras que eu preciso calar. O plano era ficar bem, estar bem e me sentir feliz em ver você bem também, o plano era dar fim aos sentimentos que ficaram e manter a casa arejada para novos sabores, pessoas e lugares.
Vai ser bom ouvir sua voz, descobrir de longe seu perfume novo e quando meus olhos derem de encontro com teu corpo e lembrar de quando ele era meu vou pensar mil coisas, alguns segredos nossos, mas vou silenciar. Ainda lembro o sabor mágico de tirar tua roupa e algumas músicas ainda me falam sobre você. Não se preocupe, vou ter controle dessa vez e não por saber que é sensato, mas por ser preciso. É preciso que alguns dos nossos nós se desfaçam e é hora do tempo realmente passar pra mim e pra você - mais pra mim é verdade, que não deixei um dia sequer de pensar em todas as probabilidades de voltarmos atrás. Não voltamos. Diferente do que pregam é bem mais fácil olhar pra frente e caminhar, mesmo sem destino, deixando o caminho às costas num passado que é relembrado todo dia e o mesmo número de vezes é visto como inalcançável, sem sentido algum. Não há sentido em nada, eu não tenho sentido nada, só uma coisa que deve ser o que chamam de saudade, mas já nem me incomodo mais.
Em algum momento você vai pensar em mim? Se perguntar em silêncio sobre mim enquanto me ver ser boa atriz e fingir que tudo bem? Quem sabe pensar no tom bobo da minha voz te falando verdades que você não acredita. Quem sabe pensar nas vezes em que não fizemos amor, nas vezes em que isso era tudo o que tínhamos. Queria que você pensasse nos meus olhos, de como mudam o tom e a direção, de como giram sem controle e de como ficam ternos sempre que te encontro, de costas ou não, o dono particular dos meus melhores momentos. Mas você não se apega aos detalhes, você me esqueceu rápido, feito um furacão seguiu em frente e tantas casas depois da minha fica impossível notar meu olhar. Tens minha admiração por isso... todo esse autismo, confiança. Você se tornou o que eu era antes de você, levou de mim a mágica que eu via em superar. Qualquer hora dessas eu pego de volta.
Você sempre me surpreende e eu fico me perguntando se algum dia ainda vou te confidenciar coisas sobre querer você sem todo aquele desespero de sempre, sem todo esse medo de não acontecer jamais. Você que não é meu e me pertence, todos os sonhos e essa constelação sentimental que paira no ar todas as  vezes que te ouço e te devoro em pensamento.
E quando a mente ficar vazia, porque uma hora ela vai cansar, vou te ver sair calado e eu na minha, congelando, fazendo de conta que meu mundo não está aos poucos caindo a cada passo que você dá. Vou até sorrir torto, todas essas artimanhas que passei meses treinando, e vou levar meus olhos carregados pra um canto qualquer e fingir que eles estão apenas perdidos, que não te viram passar... enquanto minha alma procura a tua prum re-conhecimento, começar do zero, um primeiro encontro e primeiros toques. Nossas almas longe dessa confusão que acontece em volta dos nossos corpos. Duas almas falando a mesma língua, voltando ao encantamento, encontrando mágica em se apaixonar. 
E eu ainda tenho o dom de procurar um final feliz pra nossa história, essa que há muito tempo já se findou.

10 de março de 2011

Então na volta...

Quero ouvir tua voz só mais um pouco, a mesma voz de sempre, trazendo a paz que eu preciso. Estamos bem, longe! Estamos levando vidas que diferem e sonhos que estando distantes não podemos realizar. Tem uns segredos que você precisa saber e alguns lugares meus que logo serão nossos, você vai gostar. O mar tem estado calmo na tua ausência e o sol tem demorado pra nascer. Quero conseguir ler teus olhos porque é bem provável que as palavras não sejam ditas, pelo menos nenhuma que tenha real sentido. Cante alguma coisa, uma das nossas músicas ou algo que você queira me dizer, algo que me faça compreender sua saudade, eu vou saber decifrar tuas verdade que não devem ser ditas.
Todo meu amor eterno continua o mesmo e tem durado eternamente como o prometido. Você tem feito falta, teu corpo tem faltado à minha alma e algo me diz que desse lado aí também tem muita saudade que precisa ser curada. Quero ouvir das novas manias, conhecer os novos sabores e realizar nossos novos velhos sonhos. Quero dormir ao teu lado numa cama pequena, sentir o gosto do teu corpo e ver sorrir minha alma com tua presença. Nada de barulhos ou cobranças ou medos, eu e você numa cama pequena longe da vida real e perto do nosso céu. Tantas coisas loucas vão rolar e besteiras para serem feitas, algum sentido que só a gente consegue encontrar nessa história de vários trezentos e sessenta e cinco dias.
Vou pintar teu nome com letras bonitas em qualquer canto pra olhar e ver memória, ver coisa doce, ver vida e querer viver. A liberdade vai ser tanta... o vento cantando pra nós e o abraço nos guardando do perigo do mundo. Vai ser bonito e verdadeiro, vai ser intenso como sempre foi e vai continuar sendo eterno. Serão cores novas, palavras cantadas, serão versos curtos e bonitos. Será tanta paz, será tanto amor, será tanta voz dita em silêncio que você vai querer que seja pra sempre, que você nunca mais vai querer ir embora... E vai ser feliz, vai me fazer feliz. E vai ver que não tem graça viver na saudade.

3 de março de 2011

Um mês pra passar.

Tem uns versos que um dia quero cantar pra você ouvir. Quem sabe, quando essa distância entre nós se esgotar, seja até prazeroso ouvir minha voz cantando versos alheios que nos descrevem. Tem muita coisa sobre as quais quero lhe falar, tanta coisa aconteceu e tanto tempo passou. Vai ser bom te ter de volta! Um mês passa rápido... Eu realmente espero que passe. E quando você chegar vamos jogar conversa fora até a alta madrugada como costumávamos fazer tempos atrás. Vou te contar de uns sonhos que eu tive, do medo que você não voltasse, da certeza que você voltaria... Vou te contar desse sentimento bonito que lhe tenho e de como foi difícil estar longe.
Tem muitas coisas que eu ainda não sei, mas um mês pra passar é rápido e vai ser maravilhoso descobrir o mundo com você. Vai estar tudo enfeitado e eu vou vestir meu melhor sorriso, o olhar mais verdadeiro e preparar meu abraço mais carinhoso só para que você nunca mais queira partir.
Depois de tanto tempo longe trinta dias parecem uma semana e, ao mesmo tempo, um mês nunca demorou tanto pra passar. Mas passa! E você chega... Trazendo de volta a minha paz.

27 de dezembro de 2010

2011 oportunidades para ser feliz.

Outro ano no fim. E pra esse fim de ano eu não tenho muitas palavras, nem muitos pedidos ou, sequer, muitas expectativas. Acho que esse vai ser o fim de ano mais em paz depois de muitos outros cheios de altos e baixos. Então o que ficou do ano é a sensação de que, ao menos uma vez, fiz tudo certo. Obrigado Deus por todas (que não foram poucas) as coisas boas que me aconteceram esse ano, as pessoas especiais que entraram na minha vida e, principalmente, pelo presente pequeno lindo e gordinho que o Senhor me deu, Lara foi certamente a melhor e mais marcante realização nesse ano.
Só quero pro ano novo paz e equilíbrio. Vejo claramente que estou no caminho certo, então só quero paz pra encarar as dificuldades que certamente virão e equilíbrio pra me manter intacta e longe das ciladas que, na maioria das vezes, nós mesmos nos metemos.
Um ano novo e vida nova pra todos vocês ou, quem sabe, só a renovação de uma vida já leve. Que os preconceitos sejam abandonados, que as raivas e mágoas sejam levadas e que ao pular as sete ondas toda a energia negativa fique no mar pra ser levada pelas ondas e pra quem não vai ter mar, banha na primeira chuva do ano e deixa a água levar toda a negatividade. É isso aí pessoal, lá vamos nós... feliz 2011 pra todos vocês!

13 de dezembro de 2010

Deixa isso pra lá

Você sabe o que as pessoas falam a meu respeito. Ainda me vêem como a menina torta, meio porra louca e nem aí pra nada. É, algumas delas ainda olham torto quando eu chego nos lugares e é claro que eu percebo os cochichos que vou deixando pra trás. Pois bem, as vezes incomoda, mas eu até já me acostumei e, de qualquer forma, vivi tudo que acreditava e nunca me arrependi de nada, na maioria das vezes só do que não fiz.
Se você me quer, como diz que quer, aprenda a conviver com isso: Serei eu mesma, em qualquer lugar que seja. Continuarei cantando alto, dançando loucamente e sorrindo em horas impróprias. E se você gostar de mim, como diz que gosta, vai aprender a me amar assim.
Não preste atenção ao que eles dizem, eles nem me conhecem, não sabem de nada. Devem ter ouvido por aí alguma das mil histórias mal-contadas que essa gente que não tem o que fazer espalha pra, quem sabe, ficar bem na fita. E se você acabar virando assunto, faça como eu e tape os ouvidos. Deixa que falem até cansar, as vezes demora, mas eles sempre cansam. No fim tu vais ver, saiu tantas versões da mesma história que não demora muito até a verdade aparecer.
Eu quero que dê certo. Acredito que possa acontecer e, mais ainda, acredito que possa ser infinito. Basta que acredites, que me dê a mão e que teu coração esteja aberto. Basta que, antes de mais nada, me escutes primeiro. Se você acreditar que pode dar certo, então dará! E se você quiser como eu quero, certamente  algo mágico vai acontecer. Apenas não dê ouvidos, deixa que digam todos os pensamentos, só não deixe nos atingir. Só não deixe que acabem esse nosso doce encantamento. Você sabe que eu acredito, sabe que eu quero muito e sabe do que eu sou capaz quando quero de verdade! Posso ser seu melhor sonho, basta que você queira sonhar.