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8 de outubro de 2015

Sem medo.

Imagem retirada do site We Heart It.
Ser tão "do coração pra fora" assusta as pessoas.
Sério.
Elas nos olham como se sentimentos fossem crime e o choro uma fraqueza.
Estão todos muito acomodados em se mostrar inatingíveis.
Sofrer está fora de moda. Paixão é coisa do passado.

E de fato, temos de nos desapegar daquilo que já não nos serve. Mas isso não faz das pessoas descartáveis. Desapego não torna o amor brega. Desapego é se amar, inclusive. E quem se ama, inevitavelmente, transmite amor ao próximo.

Então não, eu realmente não ligo de cantar "quem é mais sentimental que eu?" aos gritos num show do cover de Los Hermanos. Na verdade, eu tenho orgulho. Eu gosto de sentir! E que atire a primeira pedra quem não sente falta de se entregar sem medo de vez em quando.

Não sei de onde tiraram que é pecado ser sincero. Desde quando decidiram que ser declaradamente apaixonado é coisa de louco? O único jogo de que gosto é Poker nos sábados à noite. Então não, eu não vou esconder o que eu sinto para que alguém me queira. Se me quiser vai ser assim:
estou-apaixonada-por-você-e-eu-falo-mesmo-porque-sempre-falo-pra-caramba-principalmente-quando-estou-apaixonada.

E acontece o mesmo se eu quiser só me distrair. E também se for amor. E se o beijo for ruim.
Não que eu diga "o seu beijo é ruim", mas isso fica bem claro quando a gente diz que faltou química ou algo assim.

A questão é que eu acho tão bonito quem se mostra. Quem se atira sem medo. É por esse tipo de pessoa que me encanto e foi esse tipo de pessoa que decidi que eu seria. Quem não gosta de gente verdadeira?

Quem corre de quem consegue bancar o que sente é porque não se conhece o suficiente e tem medo. Se faltar sentimento é só dizer, ninguém morre por ouvir a verdade. A dúvida, no entanto, corrói a alma.

Falta de coragem não ganha nada - nem pessoas, muito menos sentimentos. Quem quer ser correspondido precisa deixar claro o que sente. Ninguém sabe o que calado quer, diz sabiamente um ditado. Se mostre e deixe que o outro decida o quanto vale a pena sentir por alguém que não tem medo de sentir nada - ou tudo, como no caso.

E se ser louco é estar apaixonado sem culpa... como é boa a loucura. Vocês nem imaginam!

7 de agosto de 2014

Stronger than yesterday



Ainda sou boa.
Ainda sou menina.
Mas a armadura agora, perceba, está bem polida.
E o coração, depois de tanto se doar, está pronto para receber.
Eu ainda sei amar, não se engane.
Só que dessa vez comecei por mim.
E desculpa, não sei informar em qual posição da fila você está.
Não. Não entenda mal. Você ainda é o único, mas de alguma forma isso já não é mais tão importante.
E pra me cuidar precisei reposicionar as prioridades.
Se cuida você também. 
Só não te empresto minha força porque ela tem sido a melhor coisa que eu já experimentei.

12 de agosto de 2013

Do verbo: "Fui ser feliz!"


Ah, se você soubesse... As coisas aqui se complicaram, laço que virou nó: um filtro outra vez se fez necessário. 
Esqueci de avisar que sou intensa. Esqueci de deixar claro que nada aqui se estende por intervalos muito longos. Eu vivo tudo ao máximo e em pouco tempo já não há mais muito ao que se agarrar. 
Esqueci de avisar que minha morada é temporária e que, depois de tantas quedas, os joelhos estão calejados. Já não perco tanto tempo com o tal do bendito sofrimento!

O resultado foi confusão, claro! Acharam que tinha de doer mais um pouquinho. Acharam que seguir em frente é egoísmo, e houve até quem tenha dito que sou de mentira. Olha o absurdo: sou de mentira por ser exatamente quem eu sou! Sou de mentira por querer ser feliz e não ter medo de viver o que eu quero, é mole? 
E no meio disso tudo só posso concluir que cada vez mais as pessoas esquecem o que é ser de verdade.

Também, nem dá nada! Se visses o sorriso que venho trazendo comigo certamente dirias que não posso ser assim, de todo mal. E não sou! Sou do bem, coração leve, ser inteiro.
Mas me jogaram numa selva e eu não li nada sobre "proibido ser feliz". Pelo contrário, ouvi bem dizer o poeta que "Só era triste quem queria" e olha, desculpa, tristeza não combina comigo. Na intensidade com que me acostumei a viver, tristeza é um buraco no qual não quero cair. Quero ficar aqui de pé, coração batendo forte e atitudes espelhadas no que eu sinto. Me perdoem os que não podem conviver com isso, mas por nada me privarei de ser feliz. 

E tudo é tão passageiro, as pessoas mudam tão rápido, as palavram logo se perdem... Tenho mesmo de viver de acordo com o que prescrevem? Tenho mesmo de amar e sonhar como dizem ser o conveniente? Pois deixo o aviso: Não dá pra mim! 
Quero tudo o que sei que posso querer. Quero mais um pouquinho também. Quero fazer o que me der vontade e sentir todas as coisas com a urgência com que elas vierem. Quero ser eu mesma e ser chamada de louca, inconsequente. Quero estar em todos os lugares e não deixar nenhum vazio. 
Quero incomodar se for preciso, mas desistir nunca!

Ninguém tem o direito de julgar quando eu é quem arcarei com as consequências de ser quem sou. E estou disposta a pagar qualquer preço pra sentir essa felicidade aqui: leve feito brisa! 

16 de abril de 2013

Dê tempo ao tempo...


A gente demora muito pra entender que não basta apenas nossa vontade. Algumas coisas, por mais que queiramos muito, demoram vidas para acontecer. E outras, por mais que queiramos insistir, já não têm mais motivos pra ser.
A pessoa certa não aparecerá num domingo tedioso pra salvar seu dia. A pessoa certa precisa percorrer todo um caminho incerto pra ter certeza de que somos o melhor caminho. A pessoa certa vai chegar depois de muitas pessoas erradas e, ainda assim, não vai se incomodar com o que houve antes... Sabe que o atraso não é culpa de nenhum dos dois.
A vida é meio doida, vive errando a hora, vive fazendo a gente esperar. É uma forma dura de mostrar que nada realmente bom vem com a facilidade que queremos. É nas coisas pelas quais mais lutamos e esperamos onde vemos refletida nossa força e bom desempenho. E em meio ao processo de espera a gente vai passando por cada uma que vale por duas, e em pouco tempo, que pra nós mais parece a eternidade, vivemos mil coisas para que ao menos uma valha realmente à pena. Como um cd que a gente compra pra ouvir uma única música. Como os mil sorrisos que a gente ensaia, pra sorrir bonito quando o sorriso for verdadeiro. E espera que as tentativas sejam logo recompensadas, pois é cada vez mais duro acordar sem saber o que tem feito de errado quando sabe que tem feito o seu melhor.
Pelo caminho vozes de todos os lados: Gente que diz como você deve ser, o que deve vestir, como deve fazer. Gente que não dá conta do que passa na própria vida, mas sabe exatamente o que a gente deve fazer. E nós, por medo dos dedos que nos serão apontados, vamos consentindo e esquecendo que o que realmente importa é o que temos dentro de nós. Que o que realmente importa é o que nos faz feliz. Jamais escolha o caminho mais fácil se ele diferir do que te faz realmente feliz. Mesmo que te digam o contrário. Mesmo que a fé, vez ou outra, pareça rasa e pouca. Um dia de cada vez: Hoje talvez os sorrisos não sejam os mais verdadeiros, mas amanhã uma música pode mudar tudo. Não são as grandes coisas que definem o quanto devemos estar felizes... Ser feliz com pouco é começar a entender que felicidade grande é feita de pequenas coisas. Se é o céu que você quer, você vai alcançar. Mas comece encontrando disposição pra subir escadas sem reclamar do quanto isso te faz doer os joelhos.
O tempo se faz nele mesmo, aos poucos e com muita luta a gente vai fazendo com que ele valha à pena. Como as pessoas que entram na nossa vida e com pouco tempo se vão, mas deixam um aprendizado tão grande que nem em vidas inteiras seria conquistado se elas não tivessem passado por aqui. Mas saiba abrir mão, saiba deixar partir. Dizem que, muitas vezes, quando se perde na verdade se ganha... E que verdade! Nenhum tempo foi perdido. Nenhuma chance foi à toa. Mas não se prenda ao que não tem mais nada pra te oferecer. Roupas, sonhos, lugares e pessoas. Tudo, uma hora, deixa de servir e tem de virar passado, pra que o futuro venha e te dê o mundo, sonhos e roupas da estação.
Depois que você se desarmar dessas armas já enferrujadas, então o novo vai poder entrar, vai poder te moldar, vai te ajudar a crescer. E vai ficar o tempo necessário - quem sabe pra vida inteira, talvez só até amanhã... Tentar prever é loucura. Apenas dê tempo ao tempo e se permita ser exatamente quem você é e viver as coisas como elas realmente são. Mantendo sempre o coração leve, mas os pés no chão. O resto vai acontecer naturalmente. Como a escova de dente que precisa ser trocada de dois em dois meses. Como os filmes que já não estão em cartaz.
O seu melhor é construído diariamente. Lidar com o pior faz parte, nos faz forte. E só assim será possível reconhecer o melhor de longe, pra então ver o seu melhor reconhecido e não precisar dar motivo para não querer partir. Vai ficar pelo que você é, porque tem de ser, porque vê o melhor em você.

22 de março de 2013

It's Over.


Gente que mente como quem dá "Bom dia!". Que trai e atrai coisas ruins pras nossas vidas. Gente que não tem emoção, não entende de sentimentos, não valoriza as pessoas que tem ao lado. Gente que não se preocupa em não magoar os outros e pensa apenas no próprio umbigo. Gente baixa, sem qualidades notórias e relevantes, incapazes de fazer melhores as pessoas das quais se aproxima.
Porque diabos insistimos em manter esse tipo de gente nas nossas vidas? Destinamos amor, o sentimento mais nobre e sincero, para quem só merece pena. Desperdiçamos nossos dias preciosos tentando agradar alguém que não se sentirá, de fato, agradado nunca, pois é incapaz de perceber a beleza de atitudes honestas. Continuamos nos doando pra quem não sabe o que isso significa. Pra quem não merece nem o pior que temos dentro de nós mesmos.
É carência? Medo da solidão? Desespero? O que é?
Passo dias inteiros tentando entender e simplesmente não encontro explicação. Usamos do gesto mais banal pra nos agarrar num fio de esperança que nos mantenha de pé e fortes para tolerar todos os outros gestos, que são de puro descaso e falta de sentimento. Continuamos a dar desculpas para nós mesmos, quando o outro é que deveria fazê-lo, mas anda ocupado demais com qualquer outra coisa para perder tempo com ciúmes sempre tidos como exagerados. E entre mentiras mal contadas e atitudes egoístas, vamos suportando até aonde o coração aguenta. As vezes, até além disso.
Mas chega. Já deu! Decreto aqui o fim do amor unilateral. Findo aqui o desperdício dos sentimentos bons. Ponho um ponto final a entrega sem retorno. Já passou da hora de arrancar do livro das nossas vidas páginas rabiscadas por pessoas vazias, sem inspiração, sem valor. Precisamos, mais que nunca, acordar pro mundo lá fora que é gigante e guarda um monte de gente que, como a gente, já cansou de tanto desperdício de amor.
De hoje em diante só pessoas que nos façam melhores. De hoje em diante só gente que entenda do que a gente sente e sinta orgulho de nos ter ao lado, pra amar e cuidar. De hoje em diante é distância dessas pessoas que nos afastam de nós mesmos, do que somos e sonhamos para nós. Ou está ao nosso lado para somar ou se manda da nossa vida, porque não temos espaço para doar pra essa gente que não merece. Não vale à pena desperdiçar o que temos de melhor com quem não tem nada para acrescentar às nossas vidas.
É o fim dos choros na sexta-feira à noite e em todos os outros dias da semana. É o fim da espera pelo celular que nunca toca. É o fim desse medo da solidão. No fundo todos nós sabemos: Antes só que mal acompanhado. E se não servimos para ser motivo de riso fácil aos domingos, não nos serve para estar ao  lado quando for hora de desfrutar das nossas conquistas.
Comece agora mesmo a arrancar da sua vida tudo que não presta e só pare quando não restar mais nada capaz de lhe fazer mal. Só depende da gente. Só depende do nosso amor próprio. Já é hora de começarmos a fazer o que é bom para nós. Um pouco de egoísmo às vezes faz bem. Se valorize, se ame, se respeite. Faça isso por você já que não tem valido à pena todas as coisas incríveis que você tem feito por essa gente.
E acredite: Nada como um dia após o outro. Hoje a gente cai, amanhã aquele que nos derrubou implora por nossa ajuda para se levantar. É o velho lema, ainda e sempre: "Vida que segue!".

15 de janeiro de 2013

Deixa ser!


 Tanta gente querendo amor e você ai se guardando. Se privando de sorrir fácil e ver as horas passaram sem se sentir. Tanta gente querendo se doar e receber na mesma quantidade, pra se transbordar e se conhecer... Pra ser seu e se permitir ser do outro, sem apego ao que não pode ser.
 E você com todo esse medo, essa mágoa, essa dor... Não vê que o amor é bonito demais pra perder tempo com o que não compensa? Deixa disso! Não há nada que não se resolva com uma boa conversa, filmes doces num domingo e beijos apaixonados pela manhã. Não há mau humor que não se cure com promessas fáceis, brigadeiro de panela e dormir agarrado. Tem coisa melhor que se ver no outro e perceber amor?
 Deixa que o outro chegue e se instale. Deixa que a calmaria venha e traga junto dela um pouco de tempestade. Deixa que os abraços se completem, os beijos se apaixonem, os olhares se entendam. E vai deixando ser, sem pensar. Pensar demais complica e amor é o ato de descomplicar, de se permitir. E se perder... Pra se encontrar!

7 de janeiro de 2013

Carta ao futuro!


Tem passado que volta tão bonito de se ver que merece realmente ser chamado de presente. Uma segunda chance pro que numa primeira tentativa não deu muito certo. Não por erros imperdoáveis ou mágoas sem tamanho. Simplesmente naquele determinado momento não era a hora certa. Como talvez ainda não seja essa, mas se tratando da gente vale muito à pena tentar!
Reconhecer seu sorriso, sua voz, seus gestos. Voltar a caber no teu abraço, nos teus sonhos, no teu mundo. E agora sem toda a pressa da adolescência. Sem todo aquele medo de estar perdendo todo o resto... A gente só tem mesmo é a ganhar. E é bom demais perceber que estamos fazendo por merecer.
Você é quase o mesmo, com um jeito encantador e a forma de me tratar como se eu fosse a única no mundo. Sempre soube que perdia muito ao te deixar partir. E só o fiz por saber que, naquele momento, você merecia mais que o que eu tinha pra oferecer. Era injusto receber tanto e não saber o que fazer com o pouco que eu tinha pra dar... Jogava sobre você esperando que você fosse capaz de entender minha falta de jeito e de todo o resto. E você sempre o fazia, com olhos que esperavam por mais, mas felizes com o que recebiam. Todo um jeito bom de lidar comigo que ninguém mais no mundo jamais teve.
Você é incrível, sabia? Sempre, todos os dias dos últimos anos, pensei assim de você. E inúmeras, milhares de vezes, me senti tão burra por te perder. Hoje eu vejo o quanto foi bom não ter sido egoísta. Vou ser eternamente grata por essa segunda chance nos dada pela vida.
Cada uma das vezes que penso em você me vem um riso fácil. E nadinha no mundo consegue diminuir a admiração que eu tenho por ti. Dessa vez vou fazer tudo certo, prometo! E todos os últimos dias separados não são nem o começo do tempo que ainda temos pra ser felizes juntos. Te amo, ainda e sempre!

19 de setembro de 2012

Reencontro.


  Como eu queria te abraçar agora e sussurrar qualquer coisa em teu ouvido. Tocar tua pele como quem ganha o mundo embrulhado em papel de presente, o desejo imenso de desvendar todos os mistérios. 
  Fazer de dois, um sonho. Sorrir junto. Ter teu colo pra chorar. Te olhar e ver o que as cores têm de mais bonito. Beijar teu sorriso, morder tua orelha, arranhar tuas costas. Me fazer pequena pra ser guardada em teus braços. Grande pra te merecer. E ter sempre o corpo quente pra te aquecer.
  Ser abrigo, esconderijo, fuga. Ser refúgio. E passar a mão nos teus cabelos com força. Sentir na minha a tua respiração. Não ver o tempo passar e sentir cada minuto como quem toca a felicidade. Dividir o copo, a dose, as dores. Ouvir tua voz de perto, com os erros de português e o grave dos momentos de raiva.
  Dizer, sentindo teu corpo no meu, do quanto você me encanta. E repetir coisas sobre paixão e pra sempre. Pedir que não tenha medo, que me segure, que me acalme e me enlouqueça. Fazer promessas possíveis e trocar confidências. Todas as formas mágicas de botar o sentimento pra fora sem que ele atropele a nossa história. Tudo que te faça mostrar um sorriso e chegar mais perto. Qualquer coisa que te mantenha ao meu lado, que mantenha a chama acesa, que acalme nossas almas. 
  Cantar canções que me lembrem você. Dizer que esperei por isso a vida inteira. Mostrar que é exatamente o que eu quero. Deixar bem claro que eu sei exatamente como te fazer feliz. Basta que você deixe. Basta que você perceba que o mundo inteiro para pra observar a mágica que existe quando nossos corpos se encontram. 
  E então toda espera parecerá pouca. Parecerá nada. Toda saudade valerá à pena. Qualquer coisa fará sentido. E tudo que vier de você será bem-vindo. Será suficiente. Será perfeito. Pra que o sentimento não se perca e todo encontro seja sempre o primeiro.

4 de setembro de 2012

Estamos aqui pra incomodar!



Acredite: Quando dizem que felicidade é a melhor vingança, não mentem! Não precisa bolar plano, tramar nada. Não precisa passar noites em claro buscando formas, nem dedicar dias inteiros a descobrir pontos fracos. O maior dos pontos fracos é a insatisfação em ver o outro satisfeito. Basta botar um sorriso bem largo e verdadeiro no rosto e prontinho! Olhares tortos, comentários maldosos, perguntas aos que te cercam. Tem gente por aí caindo de raiva por dentro, se mordendo inteira, contorcendo a alma. E você nem precisou fazer nada, só exatamente o que te faz bem. Louco né? Pois é, a inveja tem dessas coisas!

Vista o que te agrada. Beije quem te dá vontade. Corte e pinte o cabelo do jeito que sempre quis. Qualquer detalhe, por menor que seja, capaz de te deixar mais leve, será notado - e comentado, diga-se de passagem. Vão dizer que a roupa é brega, que você é galinha e que o cabelo tá horrível, que não combina. Talvez esteja, mas esse não é o verdadeiro problema. Aliás, torcem muito pra que seja e tentarão te fazer acreditar que sim, mas não. O problema é outro e bem maior: você está radiante. Independente do que se vê por fora, você brilha por dentro e isso transcende. Consequentemente mata muita gente de raiva. Gente que esqueceu de tomar a vacina contra essa energia negativa que insiste em propagar achando que faz mal ao outro quando só envenena a si mesmo.

Então não liga não! Não dá ouvidos. Não leva em conta. É isso que querem. Querem que você se importe, que se preocupe, que tente agradar. Querem que você deixe de ser você e assim seja menos feliz. E vão fazer de tudo pra isso, pode apostar. Porque seu sorriso incomoda, seu brilho evidencia a escuridão em volta. Porque querem o que te pertence e adorariam conseguir te atingir. Então, não! Nem pensar! Hora de fazer o que te dá vontade, o que faz o coração bater mais forte, o que te eleva a alma.

Cante a felicidade e encante quem te quer bem. Não ouça conselhos que vão contra o que você acredita. Para de ouvir a "amiga" que diz que você tá errada. Nada de olhar pra trás agora. É pra frente que se anda! De preferência num salto quinze, muito amor próprio na bolsa e um batom vermelho colorindo o sorriso. Então você vira comentário e descobre a chave pro segredo da melhor vingança: Ser feliz incomoda muita gente! 
Sem problemas, estamos aqui pra incomodar.

25 de agosto de 2012


Aquele crença boba no impossível ainda existe. 
Não sei, não consigo não acreditar que chegarei lá. O dicionário definiria facilmente como teimosia diante da quantidade de vezes que quebrei a cara. Mas não é isso. É bem maior. É como saber, ter certeza absoluta, dentro de uma caixinha guardada no fundo da alma, que se eu fizer o meu melhor, vai dar certo. E que mesmo que não seja assim desde o primeiro momento e para sempre, continuará sendo a melhor das opções. Tentar renova a alma. 
Não tem muita explicação pra isso, só que nem mesmo os "joão bobos" encontrados pelo caminho levaram de mim mais que o que mereciam, mesmo que eu tenha me entregue bem mais que o que seria justo comigo mesma. Nenhuma troca é justa. Mas nem mesmo as mentiras bem contadas foram capazes de fazer com que eu deixasse de acreditar num sorriso bonito e olhar firme. 
Talvez eu venha mesmo a me machucar outra vez . Talvez não. E eu sou do tipo de pessoa que acredita em tudo, menos na dúvida. Não nasci pra não saber as respostas e pago caro por isso. O bom é que isso não me incomoda e, como cada centavo sai do meu bolso, volto a me arriscar outra vez com toda a minha intensa sinceridade e crença desmedida. Não no outro, mas em mim mesma. Por acreditar cegamente que uma hora dará certo. Que eu mereço sim ser muito feliz!


7 de agosto de 2012


Quando é pra ser a gente sente no olhar e percebe nas atitudes. Porque é preciso querer que aconteça, e quem quer liga, procura, manda mensagens, dá notícia. Quem quer se faz presente mesmo longe e não se deixa esquecer. Sem pedir ou exigir nada... Quem quer dá um jeito de entrar sem que a gente perceba e, quando menos se espera, a gente tá sentindo saudade, sentindo prazer com a presença.

De repente a gente vê a história começar e as coisas se encaixarem. Quando é pra ser não se tem medo. Se deixa levar pelas vontades e liga quando sente saudade e não esconde que quer que seja. Tudo de forma tão natural que você só consegue pensar que não tinha como não ser. E tenta sobreviver à saudade e ao sentimento, ainda sem nome, que cresce por dentro. Quando é pra ser a gente simplesmente não consegue evitar.

E se percebe vislumbrando o mesmo caminho que o outro. Mãos dadas numa estrada que reserva a vida inteira, altos e baixos como bem é, mas muito mais dosada de prazer. E é preciso encontro, intimidade, objetivos em comum. É preciso toda essa infinidade de coisas que a gente sabe que precisa renascer todos os dias... Mas antes de mais nada é preciso querer. E dizer que quer. E não ter medo de sentir. E fazer com que valha à pena. E continuar olhando nos olhos ao falar. Ir sem medo. Ir sem pensar. Sem essa de ouvir o que dizem terceiros. Sem complicar. Quem quer simplesmente se entrega.

E vai vendo o frio na barriga nascer ao ouvir o celular tocar. Vai sentindo as mãos suarem frio ao ouvir a voz. Vai sonhando com a hora de rever e abraçar. Vai querendo que dure mais um pouco, só mais um pouquinho, pra que você possa aproveitar. Já não lembra mais como medir consequências, não sabe mais como faz pra parar e não tem vontade de pedir desculpas. Parece certo. É certo, tem de ser... Não pode ser errado ser feliz assim. Não pode ser pecado se sentir tão bem com alguém depois de tanto tempo sem sentir nada. Sentir é tão bom, faz tão bem!

 E nada na vida é melhor que seguir em frente com algo que se quis a vida inteira. E acreditar que vale à pena, mesmo quando dizem o contrário. E pensar que não podia ser diferente, que tinha que ter sido exatamente assim. E abraçar mais uma vez como quem abraça o mundo. Dizer mais uma vez que sentiu saudades. Beijar como se fosse a última vez. Deitar na mesma cama, fazer planos, entender os silêncios, se manter agarrados, pedir que não acabe nunca. E ter certeza de que, quando a gente quer, não tem como não ser o certo.

18 de maio de 2012

Segurança.

A gente não quer um Super-Homem que adivinhe o que queremos ouvir. Queremos alguém que não precise mentir. E eu sei que parece tolice de filme romântico, mas não é. A gente cresce ouvindo que as mulheres devem casar de branco e construir uma família com bases no amor e na fidelidade. Como não desejar isso quando tudo o que se fala à respeito parece um sonho? Então a gente espera pelo cara que queira sonhar junto. E vivem dizendo que mulher é problemática e quer muito, mas nem é. A gente só quer segurança.
E quantas vezes fomos chamadas de frescas? Um monte de cara que nem nos conhece e acha que devemos, além de tratar com educação, tolerar cantadas baratas a noite inteira com um riso no rosto só porque ele se acha lindo o suficiente pra ser desejado por todas as mulheres da festa. Mal sabem que beleza é a última coisa que queremos em um homem. Eu, pelo menos, nem considero esse um critério realmente válido.
Nem imaginam quantas noites sonhamos com o dia em que beijaremos o cara dos nossos sonhos. Nem podem contabilizar as vezes em que choramos, magoadas, por alguém que não merecia sequer nosso precioso tempo perdido. Nem podem imaginar o quanto estamos cansadas desse tipo de cara que acha que beijar desconhecidos é suficiente pra ser feliz. No fim das contas, que me perdoem os homens, mas eles não sabem de nada.
Imagina a dificuldade que é pra dar conta de ser bonita e se vestir bem, mesmo que com pouco dinheiro na conta bancária. Ir bem na faculdade, ser educada, andar de salto alto e, como se isso não fosso o suficiente, lidar com caras que brincarão com o que sentimos simplesmente por terem cansado de ficar na frente de um video game. Eu sei, vocês nem podem imaginar. Também a gente nem espera que possam.
A gente espera mesmo é que vocês nos tratem bem. Não por sermos a pessoa ideal, mas por sermos mulheres. Queremos que vocês nos respeitem, independente do quanto demoramos no banho ou pra ceder ao primeiro beijo. Queremos que vocês possam ao menos falar a verdade. Algumas vezes vai doer, é claro. Mas mentira dói em dobro e não sustenta relação nenhuma.
Depois não entendem quando uma garota fica bêbada e dança como se o mundo fosse acabar em poucas horas. Depois criticam quando vêem uma menina beijar três caras na mesma noite sem apego nenhum. Depois acham um absurdo que a garota troque de namorado na velocidade da luz. Não que eu concorde. Mulher é bicho que faz as coisas por impulso e depois chora a vida inteira arrependida. Mas nós nos tornamos um espelho do que os homens têm pra oferecer, que é quase nada. E me enche a paciência esses caras que enganam Deus e o mundo e depois chamam de piranha a garota que conseguiu ser mais esperta que eles.
Tem muita mulher por ai que ainda não perdeu as esperanças e não é justo que todas nós paguemos uma conta da qual não usufruímos de nenhuma gota da vodca. Muitas de nós ainda espera pelo príncipe real que não sabe muito bem combinar tênis com camisa, mas segura nossa mão na fila do cinema e paga a conta no primeiro encontro. Alguém pra quem a gente possa perguntar algo sem ter de ler nas entrelinhas o quanto do dito é mentira ou verdade. 
Muitas de nós só quer que vocês entendam que "segurança" é a palavra mágica de nove letras que desvenda muito do mistério que os homens não conseguem compreender. Que atrai corações já não tão bobos, mas cheios de vontade de viver um amor bonito.

19 de abril de 2012

Se avexe não.

 Aquela hora do dia em que a gente se pega feliz por nada, ou por tudo ao mesmo tempo. Depois de tanta correria, tanto trem fora do trilho, tanto choro antes de dormir, vem o porém. E é doce!
 De repente as coisas simplesmente fazem sentido. Não há razão pra ficar mal ou motivo pra não seguir em frente. Aconteceu tanta coisa difícil nos últimos tempos que o sorriso de um estranho vira razão pra sorrir junto.
 Não é loucura. É bem-estar. Sem culpa, sem peso. Uma força boa que vem de dentro da gente e não tem porque pará-la. Deixa a alegria ser! É tão bom acordar de bom-humor, ouvir músicas alegres e distribuir sorrisos. E ainda que incomode alguém, "Pois bem, estou aqui para incomodar!". Tanta gente por aí já te julgou antes e a gente bem sabe que essa não será a última vez. 
 Quero mesmo é aproveitar o orgulho das noites não dormidas, dos dias longos e difíceis. Quero mesmo é que saibam que continuo firme e forte. Que balancei, mas não caí. Que me fiz maior, melhor. Me fiz além! E não pretendo parar, nem agora e nem tão cedo. Quero seguir meus caminhos, caminhar sobre as pedras, descansar quando preciso e sempre olhar pra frente.
 Aos trancos e barrancos encontrei uma forma de continuar seguindo. Botei Deus em todas as coisas, tirei pessoas de algumas outras e inevitavelmente começou a dar certo. Rezo algumas palavrinhas antes de dormir e agradeço diariamente ao acordar, mesmo não sabendo o que vem por aí.
 Como quem dá um tiro no escuro, só tenho uma certeza: Se cheguei até aqui, pode mandar que dou conta!  E se o preço a ser pago pela força for algumas decepções... Que seja! Aceito a condição.
 Cruza os dedos, engole o choro e adiante. Só não chega a lugar nenhum quem não tem coragem de sair de onde está.

22 de novembro de 2011

Até que (...)



Tudo vai bem. Na mais santa paz. Calmaria total. Eis o bom da vida de solteiro e você aprendendo a apreciá-la, até que (...). É isso mesmo. Sempre tem esse "até que (...)". É incrível esse poder que a vida tem de entupir nosso caminho com coisas que não condizem com ele. Pelo menos não no momento.
O fato é que você, por motivos maiores, decidiu deixar essa coisa de amor pra lá. Abriu mão de uma história bonita porque, fazendo as contas, nem lembra quanto tempo faz que alguém realmente valeu à pena. Você, já cansada dessa coisa de cruzar os dedos e esperar que qualquer coisa dê certo, jogou tudo pro alto e foi viver a intensidade. A intensidade do sábado à noite, do descaso, da doidera. O tal do "enfiar o pé na jaca" que você ouvia o mundo inteiro falar e que você sentia falta de viver. Pois bem, se bonito é fazer loucura a gente vai lá e tenta.
MAS (porque sempre tem um "mas") em meio ao caos da sexta-feira tão esperada e cheia de bebida num lugar diferente e com pessoas mais diferentes ainda, surge alguém. Você lá fazendo exatamente o que manda a cartilha, nova adepta do "pega e não se apega", cheia de certeza que nada mais vai abalar suas estruturas... E então chega alguém. Você o beija, é claro. Sexta é dia de beijar - regra do bon vivant club. Mas até então você o beijaria e ponto. É assim que funciona: um cara, noite de sexta, álcool, beijos, nunca mais ver o cara. É o que me ensinaram e o que eu vinha fazendo muito bem. Mas o cara não foi embora, de jeito nenhum. Segurou minha mão, me deu outro beijo e não me largou mais.
Eu sei, eu deveria ter cortado. Achei fofo, fui fraca. É que essa coisa de ser mulherzinha por muito tempo faz mal aos neurônios da gente e eles demoram pra se adaptar ao novo mundo. E com aquelas mãos carinhosas segurando as minhas e os olhos mais lindos que eu já vi... Não dava pra simplesmente fingir que não gostei. Eu gostei sim. E eis um castelo inteiro indo à baixo, porque, PASMEM!, sábado foi exatamente igual: mãos dadas, carinhos, até demonstrações de ciúmes. O cara que eu pegaria na balada por ser um rosto bonito no meio da multidão simplesmente segurou minha mão e não largou mais. Desestruturou tudo. Me procurou na segunda-feira. Sentiu saudades. Me quer de novo. E me fez perder a vontade dessa doidera toda que é sim muito boa, mas não condiz muito com o que eu sou de verdade. O cara apareceu do nada e bagunçou tudo. Mais que isso: colocou tudo em seu devido lugar.
E todo o clichê do mundo inteiro parece a maior das verdades. Não esperar nada traz muita coisa. Não querer nada traz malas cheias de surpresas e, como dizem que é, surpresas boas. E a única coisa que você consegue pensar é que você lucrou, porque se der certo vai ser uma maravilha, mas se não for assim tudo bem, você nem esperava algo desse tipo mesmo. E uma lição das boas foi bem aprendida: O que a solteirisse não cura, outro amor vem e leva. Pra bem longe. E você sorri. É hora de começar tudo de novo e parar outra vez, numa outra sexta, com outro cara que te segure e não largue mais. Exatamente como, no fundo, você quer que seja. Hora de parar de deletar o passado e começar a deixar que o futuro seja, sem pressa nenhuma... é tão bom ganhar presentes!

23 de agosto de 2011

De loucura pra viver.



Sei que deve ser uma boa companhia, deve te fazer sorrir, deve te dar carinho e trazer toda aquela calmaria que a antiga e tempestuosa presença não te deixava alcançar. Sei que você deve se sentir sortudo, sei que isso é exatamente o que você esperava. E ainda assim, veja como é a vida, você não está feliz. E não está feliz exatamente por falta de desequilíbrio. E sabe disso, mas não admiti.
A vida é como você esperava: carro, emprego, namorada. Tudo vai indo exatamente como você sempre quis: pura calmaria, na mais santa paz. E veja que contraditório: Você não está feliz porque, que loucura, anda tudo muito equilibrado, equilibrado e sem graça. Quando é pra dormir você dorme, quando é pra acordar você acorda. Hora marcada no médico e você não tem porque se atrasar. Você tem até ido à igreja, porque mesmo com carro, emprego e namorada, olha que louco!, ainda te sobra tempo nos finais de semana.
Nem uma rapidinha antes de correr pro emprego, você já não chega mais atrasado. Nenhuma briga durante a semana bem na hora do almoço, você já consegue almoçar na mais santa paz, sem celular tocando, sem estômago embrulhando de raiva, sem vontade de sair correndo pra pedir desculpas. Você almoça e até sobra tempo pra tirar um cochilo, porque é o que resta nessa vida que beira ao tédio.
E você procura uma resposta, você tenta encontrar um sentindo. É como você queria que fosse, mas não te faz feliz. Falta algo, falta o fogo, falta a movimentação. Falta exatamente aquilo que sobrava, aquilo que entupia, aquilo que parecia sufocar: Falta a desequilibrada. É isso, pimba! Falta a menina louca que ligava pra brigar por qualquer besteira, a mesma maluca que chegava de surpresa na sua casa e te levava pra um canto, te arrancava do equilíbrio do teu mundo. Falta a menina que chorava no seu lugar, falta a menina que gritava por vocês dois e tantas outras vezes, ficava em silêncio, muda, por não saber se explicar, enquanto você a olhava e não entendia porque continuava ali, quando bem sabia quão diferente vocês eram, quando parecia loucura continuar amando alguém que mais parecia uma bomba relógio preste a explodir.
E agora vem essa falta dela. Logo agora que você criou coragem e seguiu em frente, logo agora que você já quase se dá por satisfeito. Nada te satisfaz, tem te faltado algo, tem te faltado a mágica. Você sente saudades de pedir desculpas, das ligações na madruga, das imperfeições do dia-a-dia, das horas que não sobravam. Você nem podia imaginar, mas ela te completava, agora já sabe: Sem ela não tem graça, fica meio sem cor, fica nostalgia. Você vai acordar todos os dias e na cama vai tentar se convencer de que esse vazio é loucura, de que você não tem porque se sentir assim. Mas tem, exatamente por não ter o que te falta, por ter perdido a desleixada que te fazia rir da piada mais sem graça. E você já não consegue explicar mais nada, já não consegue entender também. E depois começa a se perguntar se ela também tem sentido sua falta, será que sem você ela tem ido bem? E vai continuar levando essa vida parada, até criar coragem pra admitir ser o que você realmente é: A outra metade do desequilíbrio, alguém que precisa da loucura pra viver.
Você vai acordar mais esperto, levantar da cama e faltar ao trabalho, errar o caminho e bater num antigo endereço. Daqui a pouco você não falará coisa com coisa, mas dirá o necessário, cometerá um pecado, se sentirá realizado. Daqui a pouco você voltará a ser desequilíbrio e pensará que nada mais consegue te fazer tão feliz.

14 de abril de 2011

A arte de cuidar.

A pior parte não é a falta que a presença me fará, claro que essa dói notoriamente, mas dói bem menos que uma outra. Dói bem menos que a dor de não ser presença. É suportável conviver sem contar da sua vida, sem dividir os problemas, sem encher a outra pessoa com informações do seu dia, pra isso você tem o irmão, amigos, cachorro e até as vizinhas, não que nenhum seja tão bom quanto um certo alguém em especial, mas são boas companhias e com isso diminuem a dor da ausência. Mas e a ausência de ser presente? A ausência de informação, o não poder ligar pra perguntar sobre o dia do outro, não ter o direito de se preocupar com alguma eventual doença, não ter o direito de cuidar quando forem necessários cuidados especiais que só você sabe dar... Essa ausência, como suprir? Porque embora seja bom ter alguém especial, consegue ser ainda melhor se saber especial pra alguém, saber que outra pessoa só consegue ser feliz com você e só quer se for seus cuidados. Saber que em algum canto a essa hora tem alguém pedindo aos céus para que o telefone toque e seja você, para que a campainha toque e possa encontrar seus braços. É bom saber que a gente é pra alguém a mesma coisa que essa pessoa é pra gente, que a necessidade é mútua, que o carinho tem a mesma intensidade e que o sentimento cresce e se fortalece por ambas as partes.
Há quem prefira ser cuidado, quem prefira ser ligado, quem prefira ser procurado e por isso deixa de fazê-lo, mal sabe que a coisa pra crescer tem que ser feita dos dois lados, que planta pra florescer precisa que tanto a chuva quanto o sol façam seu trabalho, que amor pra ser verdadeiro tem que ser à dois, dando e recebendo. Não abro mão de um bom carinho, de uma ligação na madrugada, de flores num sábado pela manhã e acho absurdamente lindo o homem que consegue ser romântico, mas sou desse tipo de excepção que sente saudade e não tem medo de ligar e contar isso, do tipo que gosta de lembrar a outra pessoa que ela é amada e especial, que gosta de dar cafuné num domingo pela manhã e que não abre mão de dar remedinho quando o outro está doente. Sou do tipo que não quer perder alguém especial e não tenho vergonha de admitir isso, porque receber é maravilhoso, mas eu prefiro que isso aconteça da forma mais natural possível, sem joguinhos ou medição de forças do tipo "quem aguenta ficar mais tempo sem ligar?". Sou romance à moda antiga, sem sufocar ou ocupar espaços que não me cabem, mas o que me é permitido, o espaço que é meu de direito, o que faz bem ao outro me fazendo bem também, disso não abro mão!

4 de fevereiro de 2011

Querer. Sonhar. Realizar.

E me veio uma vontade de ser gente grande, não só em tamanho. Vontade de já não chorar mais por tudo e, principalmente, de não deixar que os outros me vejam chorar. Vontade de trilhar um caminho e segui-lo, seriamente, sem essa de mudar de rumo na primeira dificuldade ou no primeiro sobressalto. Vontade de me entregar de verdade, de amar alguém pra valer dessa vez, sem essa de medir palavras ou consequências, cair de cabeça e deixar que a vida e os sentimentos sigam seu curso natural sem que eu fique adiando seus começos ou finais. Vontade de levar alguém a sério, querer alguém no sério e deixar de brincar com os meus sentimentos e consequentemente parar de brincar com os sentimentos alheios. Senti vontade de descobrir palavras novas, músicas diferentes, lugares exóticos e pessoas excêntricas, vontade de ver as coisas de uma forma fora do comum e deixar preconceitos de lado, me desarmar por completo. Vontade de lavar a alma, jogar as velhas roupas fora e me vestir de esperança. Vontade de ter objetivos, de voltar a sonhar, de tentar realizar os sonhos. Vontade de ter fé no que eu havia perdido, vontade de acreditar de novo numa força maior e que há explicação para todas as coisas malucas que nos acontecem, vontade de aceitar as coisas malucas que nos acontecem. Tive vontade de ser uma nova pessoa e continuar sendo eu mesma, vontade de acreditar quando as pessoas falam de amor, vontade de acreditar quando as pessoas falam em amizade, vontade de acreditar em letras de canções e no poder que elas têm de curar algumas feridas. Vontade de curar todas as feridas! Eu tive vontade de fazer um mundo novo, não o mundo inteiro, mas o meu mundo. Quis com toda a verdade ser alguém melhor, mais madura, menos instável, alguém confiante e confiável. E é óbvio que isso é pouco do muito que eu quis e quero, porque quero muitas coisas, mas de alguma forma eu soube (logo que a vontade veio) que essa vontade era diferente, era um querer bom e um desejo que só eu mesma podia tornar real e, embora eu soubesse que não seria fácil, tive  certeza que era possível. E tracei metas, fiz planos, coloquei a cabeça num lugar e o coração no outro, de forma que mesmo separados pudessem na hora certa trabalhar juntos. É hora de fazer da vontade a realidade e eu sei, da forma mais absoluta possível, que essa é a hora certa de conseguir.

31 de janeiro de 2011

Chove Chuva.

Das muitas chuvas que vivi houve aquela, como uma canção que marca e é bem mais que som e palavras, que foi bem mais que água torrencial e trovões. Era início de um novo ano, era inicio de um novo ciclo e não sei bem se a chuva se enquadra em inverno ou verão pelo óbvio: era uma chuva pra levar explicações e não para dá-las.
Era como se junto da chuva fossem levadas todas as palavras que foram ditas e que já não faziam mais sentido. Sendo bem sincera, pra mim, haviam bem mais palavras que águas a serem levadas. Era como um dilúvio do passado e, com toda certeza, um banho de renovações. Uma chuva que com trovões gritava pra mim: "Recomece. Pode sorrir!" e eu sorria e banhava nas esperanças que se chegavam e me sorriam de volta. Uma chuva de esperanças.
Poucas vezes na vida me senti tão renovada, nem banho de sal-grosso me deixou tão confiante e nunca antes na vida pude dizer que um fenómeno natural fora tão lindo - nem mesmo meu tão amado pôr-do-sol me encantou tanto.
Talvez tu não entendas o que eu te digo porque afinal de contas cada um crê naquilo que lhe convém. Mas eu e esse coração aqui já tantas vezes alagado temos motivos de sobra para crer que de uma forma ou de outra essa chuva, tão igual mas tão diferente de tantas outras, veio bem mais que pra molhar a terra ou aguar as plantas. Chuva nenhuma antes fez do frio calor ou da água essa chama de emoções que se ascendeu em mim. E se de primeira não conseguir entender o que te digo, tudo bem! Um dia, porque esse dia sempre chega, vais encontrar sentidos lindos em algo antes bem "normal" aos teus olhos e então, porque nosso coração precisa disso pra continuar batendo, vais passar a crer no no que um dia fora óbvio e, de alguma forma, passou a ser único.
Não é que tenhas que se encher de expectativas, não! É apenas passar a usar o óbvio como força pra acreditar que você pode esperar o melhor de si mesmo, que você tem o melhor em si mesmo e dai em diante ver o óbvio e você mesmo com novos olhos. Novos olhos não vêem como os demais, novos olhos vêem cores e tons e sons e almas. Eles vêem o que ninguém pode ver!
Que bom começar o novo ano com novos olhos...

13 de dezembro de 2010

Deixa isso pra lá

Você sabe o que as pessoas falam a meu respeito. Ainda me vêem como a menina torta, meio porra louca e nem aí pra nada. É, algumas delas ainda olham torto quando eu chego nos lugares e é claro que eu percebo os cochichos que vou deixando pra trás. Pois bem, as vezes incomoda, mas eu até já me acostumei e, de qualquer forma, vivi tudo que acreditava e nunca me arrependi de nada, na maioria das vezes só do que não fiz.
Se você me quer, como diz que quer, aprenda a conviver com isso: Serei eu mesma, em qualquer lugar que seja. Continuarei cantando alto, dançando loucamente e sorrindo em horas impróprias. E se você gostar de mim, como diz que gosta, vai aprender a me amar assim.
Não preste atenção ao que eles dizem, eles nem me conhecem, não sabem de nada. Devem ter ouvido por aí alguma das mil histórias mal-contadas que essa gente que não tem o que fazer espalha pra, quem sabe, ficar bem na fita. E se você acabar virando assunto, faça como eu e tape os ouvidos. Deixa que falem até cansar, as vezes demora, mas eles sempre cansam. No fim tu vais ver, saiu tantas versões da mesma história que não demora muito até a verdade aparecer.
Eu quero que dê certo. Acredito que possa acontecer e, mais ainda, acredito que possa ser infinito. Basta que acredites, que me dê a mão e que teu coração esteja aberto. Basta que, antes de mais nada, me escutes primeiro. Se você acreditar que pode dar certo, então dará! E se você quiser como eu quero, certamente  algo mágico vai acontecer. Apenas não dê ouvidos, deixa que digam todos os pensamentos, só não deixe nos atingir. Só não deixe que acabem esse nosso doce encantamento. Você sabe que eu acredito, sabe que eu quero muito e sabe do que eu sou capaz quando quero de verdade! Posso ser seu melhor sonho, basta que você queira sonhar.