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5 de abril de 2013
Ao amor tranquilo.
Eu precisava te escrever. Depois de ontem eu realmente precisava te escrever. Depois de tanto tempo eu tinha que te escrever. E dizer que foi bom, que foi incrível. Que foi exatamente como sempre costumava ser: a melhor hora do dia. Meu coração ainda pula aqui dentro de tanta felicidade.
Você continua sendo meu porto seguro. Como é bom falar quando é com você. Como os problemas e as dores parecem pequenas quando dividas com você. Como o mundo parece um lugar melhor quando você me abraça e a gente, outra vez, volta a ser a base um do outro. Dava pra passar o resto da vida sentada naquela mesa, te olhando nos olhos, ouvindo você falar da vida. Nem lembro a última vez que me senti tão aliviada ao conversar com alguém. Nem lembro a última vez que alguém me disse tão bem exatamente as coisas que eu precisava ouvir. Você continua a pessoa incrível por quem eu me apaixonei, o mesmo que vou amar por ainda toda a vida. Um amor diferente de tudo que já se viu.
Obrigada por continuar sendo meu grande amigo. Obrigada pela paciência de ainda e sempre. Obrigada pelo cuidado ao escolher as palavras. Obrigada por me lembrar do quanto eu mereço ser feliz. Nem tenho palavras pra te agradecer... Nem tenho como explicar como é bom ter alguém que me conhece como ninguém e, ainda assim, me aceita e me ama.
Nosso amor, que já não é o mesmo, continua sendo lindo. O carinho só cresceu, o respeito só aumentou, a confiança só se fez maior. Sem todo aquele desejo e urgência, tudo parece tão mais bonito, não é? Mesmo sem paixão e loucura, nós ainda somos melhores juntos. Vou ser eternamente grata a mim mesma por ter feito exatamente o que deveria ter feito com o que sentia por você: guardado! Vi a paixão virar sentimento bom, nutrido pelas lembranças maravilhosas e pela saudade sempre presente. É bom te amar de um jeito saudável agora e perceber que com você aconteceu o mesmo. Preciso te agradecer por isso também.
Sei que você vai ler isso, cedo ou tarde, porque a cumplicidade continua a mesma. E só queria que você soubesse que os sonhos mudaram de rumo, mas tenho certeza que vai ser eternamente assim, nossos caminhos se cruzando pela estrada, pra que um lembre ao outro do que ele tem de melhor. As outras pessoas jamais entenderiam, o mundo jamais acharia normal, mas a gente sabe que do nosso amor a gente é quem sabe, e isso basta.
Vou torcer por você sempre. De longe estarei pertinho, desejando sempre o melhor. Quando a barra pesar por aqui outra vez eu ligo. E você sabe que pode sempre fazer o mesmo. Amor de verdade é isso: Saber a hora de deixar o outro seguir em frente, mesmo que isso doa. Obrigada por tanta generosidade e compreensão. Você é o ser mais lindo que já conheci nessa vida e, pelo visto, vai ser sempre assim.
Te amo, ainda e sempre. Obrigada por ser quem você é e, de quebra, não me deixar esquecer quem eu sou, o que mereço e aonde posso chegar!
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22 de março de 2013
It's Over.
Gente que mente como quem dá "Bom dia!". Que trai e atrai coisas ruins pras nossas vidas. Gente que não tem emoção, não entende de sentimentos, não valoriza as pessoas que tem ao lado. Gente que não se preocupa em não magoar os outros e pensa apenas no próprio umbigo. Gente baixa, sem qualidades notórias e relevantes, incapazes de fazer melhores as pessoas das quais se aproxima.
Porque diabos insistimos em manter esse tipo de gente nas nossas vidas? Destinamos amor, o sentimento mais nobre e sincero, para quem só merece pena. Desperdiçamos nossos dias preciosos tentando agradar alguém que não se sentirá, de fato, agradado nunca, pois é incapaz de perceber a beleza de atitudes honestas. Continuamos nos doando pra quem não sabe o que isso significa. Pra quem não merece nem o pior que temos dentro de nós mesmos.
É carência? Medo da solidão? Desespero? O que é?
Passo dias inteiros tentando entender e simplesmente não encontro explicação. Usamos do gesto mais banal pra nos agarrar num fio de esperança que nos mantenha de pé e fortes para tolerar todos os outros gestos, que são de puro descaso e falta de sentimento. Continuamos a dar desculpas para nós mesmos, quando o outro é que deveria fazê-lo, mas anda ocupado demais com qualquer outra coisa para perder tempo com ciúmes sempre tidos como exagerados. E entre mentiras mal contadas e atitudes egoístas, vamos suportando até aonde o coração aguenta. As vezes, até além disso.
Mas chega. Já deu! Decreto aqui o fim do amor unilateral. Findo aqui o desperdício dos sentimentos bons. Ponho um ponto final a entrega sem retorno. Já passou da hora de arrancar do livro das nossas vidas páginas rabiscadas por pessoas vazias, sem inspiração, sem valor. Precisamos, mais que nunca, acordar pro mundo lá fora que é gigante e guarda um monte de gente que, como a gente, já cansou de tanto desperdício de amor.
De hoje em diante só pessoas que nos façam melhores. De hoje em diante só gente que entenda do que a gente sente e sinta orgulho de nos ter ao lado, pra amar e cuidar. De hoje em diante é distância dessas pessoas que nos afastam de nós mesmos, do que somos e sonhamos para nós. Ou está ao nosso lado para somar ou se manda da nossa vida, porque não temos espaço para doar pra essa gente que não merece. Não vale à pena desperdiçar o que temos de melhor com quem não tem nada para acrescentar às nossas vidas.
É o fim dos choros na sexta-feira à noite e em todos os outros dias da semana. É o fim da espera pelo celular que nunca toca. É o fim desse medo da solidão. No fundo todos nós sabemos: Antes só que mal acompanhado. E se não servimos para ser motivo de riso fácil aos domingos, não nos serve para estar ao lado quando for hora de desfrutar das nossas conquistas.
Comece agora mesmo a arrancar da sua vida tudo que não presta e só pare quando não restar mais nada capaz de lhe fazer mal. Só depende da gente. Só depende do nosso amor próprio. Já é hora de começarmos a fazer o que é bom para nós. Um pouco de egoísmo às vezes faz bem. Se valorize, se ame, se respeite. Faça isso por você já que não tem valido à pena todas as coisas incríveis que você tem feito por essa gente.
E acredite: Nada como um dia após o outro. Hoje a gente cai, amanhã aquele que nos derrubou implora por nossa ajuda para se levantar. É o velho lema, ainda e sempre: "Vida que segue!".
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30 de novembro de 2012
O fim dos começos.
Então você brinca de conhecer alguém. E brinca de se entregar. E dorme junto, acorda aos beijos, troca carinhos, faz juras de amor. E descobre os defeitos, enaltece as qualidades, conta os problemas e briga por ciúme e qualquer desconfiança. E continua torcendo, com muita fé, pra que dê certo, pra que dure, pra que seja pra valer. Quer com todas as forças que dessa vez seja pra valer.
Então vem o drama. Ligações sem retorno, mensagens sem respostas, ausência, distanciamento. Nada de 'bom dia', muito menos de 'boa noite'. E um milhão de dúvidas novinhas em folha. Medo, desconfiança, raiva, saudade. É muito sentimento de uma vez só pra administrar. E você vê uma barreira invisível se erguendo. A vida do lado de lá acontece, mas você nem sabe mais se quer fazer parte. E qualquer coisa de uma pontinha de mágoa começa a aparecer.
Você sabe que não falta nada. Sabe que não tem concerto. Sabe que não dá pra evitar. Nem mesmo as poucas palavras trocadas durante a semana serão capazes de salvar. Nem mesmo a saudade que você sente e o sentimento que ainda não foi embora. Nem mesmo a vontade de fazer dar certo ou a forma incrível como ele sorri sem graça quando você não consegue parar de olhá-lo. Nada mais é forte o suficiente pra conseguir que ainda dure. E você, mesmo sem querer, sabe que vai acabar conhecendo outro alguém. Que a saudade vai acabar passando. Que o sentimento vai acabar cedendo.
E então, num reencontro qualquer pela vida, vocês trocarão algumas poucas palavras e um comentará sobre como o outro anda sumido. Nada de beijos apaixonados ou vontade de sair correndo de lá agarrado ao outro. Talvez alguma saudade do que passou, talvez apresentar o novo amor. E depois seguir, como sempre, em frente. Ainda sem entender o que aconteceu exatamente, mas dizendo pra si mesma que foi melhor assim. Vez ou outra lamentar o telefonema nunca dado. Se arrepender de não deixar o orgulho ceder. Mas no fundo, de alguma forma, continuar com a certeza de que não era pra ser.
Então, que seja! Tudo tem de ser bom enquanto dura, pra virar memória bonita e nada mais. Não será a primeira vez, nem a última. É preciso lidar com um monte de pequenas histórias pelo caminho, até chegar na história que completará a sua. E embora não pareça, acredite: Nunca é tarde demais. Ainda é cedo. Pra falar a verdade é sempre muito cedo quando o assunto é amor.
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28 de novembro de 2012
Continue sorrindo!
Encontre uma forma de levar sorrisos aonde quer que você vá. Não importa o que aconteça, nem que pessoas encontre pelo caminho. Não importa se vier a chover, nem que dia da semana seja. Apenas encontre uma forma de continuar sorrindo e levar esse sorriso a todos os lugares e pessoas possíveis.
Você ainda não sabe, mas ele é mágico!
Se alguma coisa te machuca, se algum medo te segura. Ainda assim se mantenha firme, abra um sorriso.
Se as pessoas não merecem o que você sente ou mesmo brincam com seus sentimentos, sua melhor arma ainda é o sorriso.
Se as esperanças estão por um fio, se o mundo virou de cabeça pra baixo, se o dia não está sendo fácil... Arrisque, abra um sorriso!
Não conheço nenhuma ferida que o sorriso não tenha conseguido curar. Não conheço nenhuma dor que tenha sobrevivido à força que um sorriso tem. Merthiolate anda longe. Viajar tá ali do lado. Todos querem saber como é possível um simples sorriso melhorar tanto a vida.
Sorrir liberta a alma, abre o coração, renova o equilíbrio. Sorrir rejuvenesce, abre portas, conquista corações.
Sorrir é o que faltava, a cereja do bolo, a tal da luz no fim do túnel.
Você não consegue imaginar um sorriso com tanto poder, mas é simples: Vá até o espelho e solte uma gargalhada. Faça isso uma, duas, três vezes. Sorria de você, da situação que ficou preta, dessa dor tamanho gigante que parece que não vai passar nunca. Mas vai... Basta que você acredite no sorriso! Basta que você não deixe de sorrir... Aos pouquinhos todo o resto vai parecer pequeno demais diante da beleza que tem o teu sorriso.
A regra é tão fácil, como dois e três são cinco: Use seu melhor sorriso. Se a vida te põe à prova. Se as pessoas não são o que parecem. Se seguir em frente não é tão simples... Sem drama, sem apego, sem excesso.
Se o mundo não é tão bonito basta que você faça sua parte e abra um sorriso!
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18 de outubro de 2012
Perfeitamente imperfeito.
Aqui estamos nós: seres imperfeitos esperando pela perfeição do outro. Nós que choramos sem motivo, brigamos por tédio, reclamamos pra passar o tempo, sentimos ciúmes algumas vezes sem sentido. Nós que nos conhecemos como ninguém e por isso bem sabemos que alguns defeitos nossos são realmente bem difíceis de aturar. Mas continuamos crédulos de que há um ser por aí que nos merece e que, por tanto, deve ser íntimo da perfeição. Merecemos, no mínimo!, perfeição. É o que pregam que a gente deve achar.
Qualquer dia desses, quando errarmos, nos pegaremos pedindo desculpas. Qualquer hora dessas diremos que, se estivéssemos no lugar do outro, tentaríamos entender. Seres falhos que somos, diremos coisas sem pensar, tomaremos atitudes precipitadas, faremos escolhas erradas. E esperaremos, principalmente nesses momentos, que haja alguém capaz de nos entender e perdoar. Alguém capaz de nos amar independente disso. Olha nós, seres imperfeitos querendo receber mais que o que temos pra dar!
Se cometemos erros, é normal que o outro erre também. Se há amor, há perdão. Se há diferenças, alguém vai ter que ceder. E é então que, se pararmos para pensar, perceberemos que estamos fazendo a busca de forma errada. É a imperfeição que queremos. A imperfeição que nos complete e nos entenda. Alguém que tenha defeitos perdoáveis e cometa erros aceitáveis. É impossível acertar sempre. E deve ser um filme de terror conviver com alguém que, de tão perfeito que é, vê defeito em tudo que fazemos.
Quem ama briga mesmo. Mete os pés pelas mãos vez em quando. Tem medo de perder o outro e, por conta disso, age de forma impensada algumas vezes. Quem ama quer chamar atenção e por vezes não sabe direito como fazer isso, mas passa por cima do orgulho ferido e sabe a hora de pedir desculpas. Quem gosta pede desculpas com uma frequência um pouco chata, por ter medo de ser mal interpretado. Mas quem ama de verdade sabe que não precisa pedir desculpas o tempo inteiro, porque o outro entende seus defeitos. Amor de verdade é exatamente a aceitação da pior parte. Amar alguém que não erre nunca deve ser muito fácil, mas a gente nunca vai poder ter certeza disso porque pessoas sem erros não existem. E se existirem devem saber muito pouco da vida, devem ter muito pouco para nos acrescentar. As melhores pessoas cometeram erros para aprender a acertar.
Vamos encontrar alguém que nos acrescente quando soubermos que um bom diálogo resolve a maioria das diferenças. Quando percebermos que o amor está intrinsecamente ligado ao dom de perdoar. Quando soubermos ver além das falhas: porque é lá no íntimo que se esconde o melhor e o pior, e não no que os olhos podem ver e as más línguas julgar. Perfeição no quesito amor é, antes de mais nada, a troca. Acrescentar para ser acrescentado.
Perdoar tudo não é amar, bem sabemos. Não é por termos defeitos que nos doaremos pra alguém que viva de erros. Mas há sempre um equilíbrio: alguém que erra, mas sabe como concertar. Alguém que tem defeitos proporcionais às qualidades. Alguém que sabe exatamente a hora de parar, pra não passar do ponto e correr o risco de machucar. O ser capaz de nos fazer feliz é aquele que, independente dos erros que comete, se preocupa em nos manter bem, em manter o amor bonito, em fazer a história durar. E erra, muitas das vezes, tentando acertar.
Há sim por aí alguém perfeito pra gente, nas imperfeições. Alguém que a gente vai amar ver a carinha de arrependimento. Alguém que compensará a briga com amor em dobro. Alguém que nos amará independente dos nossos defeitos e quando menos merecermos. Quem se ama e se aceita do jeitinho que é, sabe que isso é o suficiente pra qualquer amor ser bonito e duradouro. Aceitemos o outro então, com todos os defeitos e qualidades que ele tiver. Aceitemos o drama dos amores reais, porque felizes para sempre só existe em conto de fadas. Quem quer amor tem que saber: Nem só de flores se faz um romance. São os tropeços no meio do caminho que fazem as histórias mais bonitas.
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26 de junho de 2012
♥
Eu perdi tanto tempo procurando certezas que quase não me dou conta do quanto arriscar poderia fazer bem. Não há certeza pronta, acabei aprendendo. Qualquer coisa que venha a ser sólida, teve de ser só plano em algum momento. Demorei demais pra entender a coisa mais simples: Pra chegar a ter certeza, tem que ter, antes de tudo, entrega.
Endureci tanto que me fechei para as possibilidades. Sempre tentando perceber além do que os olhos conseguiam ver. Um medo imenso de fazer a escolha errada, então me mantive sem fazer escolha alguma. Simplesmente alheia às tentativas. Não tentei nada, à não ser me manter distante de qualquer coisa que desencadeasse algum desequilíbrio. Fiz tudo errado.
Desequilíbrio as vezes é bom. Diria muito bom! O frio na barriga durante a espera pela ligação, sabe? Passei tempo demais olhando pro celular com desprezo e dois dedos de raiva de mim mesma. Sempre me perguntando porque insistia em passar meu número se nunca queria realmente atender as ligações. E agora, depois de meses de apatia, que saudade de olhar pro celular com olhos de quem faz uma prece silenciosa de "Toque, por favor. E que seja ele, que seja ele!".
Meti na minha cabeça que simplesmente adivinharia quando fosse a pessoa certa. Me enganei feio, admito. E me pergunto hoje quantas pessoas 'certas' deixei passar por simplesmente não suar frio ao dar o primeiro beijo. Como se alguma vez na vida os amores dramáticas tivessem dado certo pra mim!
No fim das contas acabo admitindo que inventei essa desculpa pra fechar todas as portas e não me sentir culpada por isso.
Mas agora já era. Tô nem aí. Me lixando! Que eu quebre a cara uma vez mais... Quem sabe até dez. Quero é me sentir viva outra vez. Quero me ver vivendo sem medo, sem essa preocupação boba sobre o que pode, ou não, dar certo. Tenho que reaprender o que é construir desejos e entrega. Tenho que desejar alguém no dia seguinte e me entregar todas as vezes que for beijada. Tenho que voltar a ser eu mesma. Com ligações, carinhos, mimos e nhem nhem nhem's que sempre foram a minha cara e eu fiz questão de deixar guardados numa gaveta por achar que não era mais hora de ser eu. Tô com saudade de mim. Da minha vontade de viver. Do meu jeito impulsivo de tornar tudo mais bonito. Do "SIM" sempre pronto. De fazer ser pra mim. Não lembro do momento em que decidi mudar, mas queria muito poder voltar no tempo.
Quero paixões fáceis outra vez. Todo o drama das mensagens sem respostas. Que saudade gigante de ouvir uma música e associar imediatamente a alguém, me perguntando se essa pessoa também pensa em mim. No fim das contas é esse o meu equilíbrio. É essa a minha forma de ser certa e inteira. E me quero de volta, de um jeito ou de outro. Com todos os exageros e chantagens emocionais. Com os mesmos olhos de esperança e sorriso de quem não quer mais perder tempo. É hora de me reencontrar. E então, quem sabe, encontrar alguém.
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6 de março de 2012
Regras ao contrário.
E quem é que não quer a fórmula? Revistas ensinam, textos explicam, amigas aconselham. Duma hora pra outro o estranho no bar vira teu melhor amigo, desde que seja capaz de te dizer o que fazer pra conquistar o cara. E você reconta a história mil vezes, com um detalhe à mais aqui, outro à menos ali, muito raramente como de fato as coisas aconteceram. E escuta atenciosamento os conselhos das amigas que, mesmo solteiras, sabem como conquistar um namorado. E você se pergunta o que fez de errado, todas as vezes, quando parecia fazer tudo certo ou, ao menos, o que todos diziam ser o certo.
Primeiro disseram que devemos correr atrás daquilo que queremos e você, como boa ouvinte que é, foi à luta, mas não venceu. Depois disseram que você não deveria atender quando ele ligasse e você, quase matando a si mesma, não atendeu... O celular, é claro, parou de tocar e você agradeceu, porque mais um pouco e você cometeria o pecado de cair em tentação. Outro dia ouviu que o certo era atender depois de um determinado número de vezes que o telefone tocasse e você até tentou seguir esse conselho, mas todas as vezes o telefone parou de tocar exatamente um número antes, até que não voltou mais a tocar... E escuta as amigas dizerem que não foi culpa sua, que o cara era um babaca, que a pessoa especial estar por vir, e nós sabemos que está mesmo. Então o que te resta é torcer para que ao invés de te ligar, ela venha até sua casa e torne tudo menos complexo.
As pessoas botaram na cabeça que existe um sistema, normas, regras para a paixão. Como se vontade de ligar tivesse hora marcada, como se ouvir o celular tocar não nos causasse felicidade instantânea. Queria mesmo era o número do terapeuta ou o nome do livro de auto-ajuda que foi capaz de fazer alguém agir com tamanha indiferença diante desse frio enorme na barriga que a gente sente toda vez que vai encontrar com alguém especial. Comigo nunca deu muito certo e eu sempre acabo deixando o sorriso transparecer o que, para as regras, só pode ser mostrado quando o cara passa a comer nas nossas mãos. Como se a gente quisesse bixinho de estimação, quando tudo o que a gente quer é uma boa companhia.
O cara não te atender uma vez não faz com que ele esteja fugindo de você. Algumas pessoas realmente tomam banho, realmente dormem, realmente comem... ah é, ele deveria ter te ligado de volta já que é impossível a pessoa ficar sem créditos no celular, afinal isso é um filme, ou novela, ou conto de fadas... Quando é que vão entender que nem todas as pessoas são iguais? Não que você vá ligar 20 vezes por dia. Mas ligar pra saber como a outra pessoa está ainda não é nenhum crime e não, ele não te achará fácil! Pelo menos não se ele estiver realmente curtindo você. E sinceridade, querida, são outros quinhentos.
Legal mesmo vai ser quando ligar não pareça desespero, mas sim leveza. Quando sentir saudade não for pecado. Quando querer ver não for um absurdo. Legal mesmo vai ser quando a gente puder ser quem a gente é de verdade. Porque poxa, é por mim que eu quero que a pessoa se apaixone e não por alguém criado pra agradar alguém que eu ainda nem sei se será agradável para mim. Legal vai ser quando as pessoas pararem de comparar seus relacionamentos com os dos outros e entenderem que paixão não vem com fórmula. Vem com loucura, com sinceridade. E então, quem sabe, a gente perceba que tem alguém do outro lado que quer receber carinho também. Que quer saber que também é lembrado, que quer saber que não sentiu saudade sozinho. Eu, pelo menos, pretendo me apaixonar por alguém de verdade e não por um personagem.
22 de novembro de 2011
Até que (...)
Tudo vai bem. Na mais santa paz. Calmaria total. Eis o bom da vida de solteiro e você aprendendo a apreciá-la, até que (...). É isso mesmo. Sempre tem esse "até que (...)". É incrível esse poder que a vida tem de entupir nosso caminho com coisas que não condizem com ele. Pelo menos não no momento.
O fato é que você, por motivos maiores, decidiu deixar essa
coisa de amor pra lá. Abriu mão de uma história bonita porque, fazendo as
contas, nem lembra quanto tempo faz que alguém realmente valeu à pena. Você, já
cansada dessa coisa de cruzar os dedos e esperar que qualquer coisa dê certo,
jogou tudo pro alto e foi viver a intensidade. A intensidade do sábado à noite,
do descaso, da doidera. O tal do "enfiar o pé na jaca" que você
ouvia o mundo inteiro falar e que você sentia falta de viver. Pois bem, se bonito
é fazer loucura a gente vai lá e tenta.
MAS (porque sempre tem um "mas") em meio ao caos
da sexta-feira tão esperada e cheia de bebida num lugar diferente e com pessoas
mais diferentes ainda, surge alguém. Você lá fazendo exatamente o que manda a
cartilha, nova adepta do "pega e não se apega", cheia de certeza que
nada mais vai abalar suas estruturas... E então chega alguém. Você o beija, é
claro. Sexta é dia de beijar - regra do bon vivant club. Mas até então você o
beijaria e ponto. É assim que funciona: um cara, noite de sexta, álcool,
beijos, nunca mais ver o cara. É o que me ensinaram e o que eu vinha fazendo
muito bem. Mas o cara não foi embora, de jeito nenhum. Segurou minha mão, me
deu outro beijo e não me largou mais.
Eu sei, eu deveria ter cortado. Achei fofo, fui fraca. É que
essa coisa de ser mulherzinha por muito tempo faz mal aos neurônios da gente e
eles demoram pra se adaptar ao novo mundo. E com aquelas mãos carinhosas
segurando as minhas e os olhos mais lindos que eu já vi... Não dava pra
simplesmente fingir que não gostei. Eu gostei sim. E eis um castelo inteiro
indo à baixo, porque, PASMEM!, sábado foi exatamente igual: mãos dadas,
carinhos, até demonstrações de ciúmes. O cara que eu pegaria na balada por ser
um rosto bonito no meio da multidão simplesmente segurou minha mão e não largou
mais. Desestruturou tudo. Me procurou na segunda-feira. Sentiu saudades. Me
quer de novo. E me fez perder a vontade dessa doidera toda que é sim muito boa, mas não condiz muito com o que eu sou de verdade. O cara apareceu do nada e bagunçou tudo. Mais que isso: colocou tudo em seu devido lugar.
E todo o clichê do mundo inteiro parece a maior das
verdades. Não esperar nada traz muita coisa. Não querer nada traz malas cheias
de surpresas e, como dizem que é, surpresas boas. E a única coisa que você
consegue pensar é que você lucrou, porque se der certo vai ser uma maravilha,
mas se não for assim tudo bem, você nem esperava algo desse tipo mesmo. E uma
lição das boas foi bem aprendida: O que a solteirisse não cura, outro amor vem
e leva. Pra bem longe. E você sorri. É hora de começar tudo de novo e parar outra vez, numa outra sexta, com outro cara que te segure e não largue mais. Exatamente como, no fundo, você quer que seja. Hora de parar de deletar o passado e começar a deixar que o futuro seja, sem pressa nenhuma... é tão bom ganhar presentes!
19 de outubro de 2011
Eu também recomendo!
Véspera de feriado sozinha em casa. Resultado: Um romance rolando na tv e lágrimas rolando pelo meu rosto. Nada diferente do normal. Quer dizer, fora o filme, né?
Posso dizer a vocês que já assisti todo tipo de romance que se possa imaginar. E você vai dizer que romances são todos iguais, mas é aí que você se engana. Eu, como boa observadora que sou, sei diferenciar muito bem cada tipo de romance, mas esse não é o caso. O caso é que hoje assisti um filme lindo, como a maioria dos romances, mas esse foi surpreendente. Sim, eles ficam juntos no final. Não é esse o ponto. O ponto é a forma como a história começa e você logo pensa que o filme é no mínimo muito tosco. Mas se engana! Ele é encantador, doce, fácil. E tudo isso com uma pitada de ironia, porque em algumas horas do filme ele deixa de ter uma mocinha, que chega a ser até detestada, pra depois ganhar o coração de todo mundo. A atuação da Elisha Cuthbert, que no filme faz a Jordan, é maravilhosa. A típica louca que bagunça a vida dos caras de quem se aproxima. Acho que me identifiquei com isso, mas é mero detalhe. Forte pra mim mesmo é como ela fala do destino. Como o filme fala do destino, dessa ironia que é a vida e das voltas que ela dá. Não é à toa o título dado aqui no Brasil: Ironias do amor. Eu acabei de ver o filme e fiquei com aquela vontade boba que a gente tem às vezes, de fazer alguma coisa pra mudar tudo, sabe? Escrever o próprio destino. Pois é. Não podia deixar de recomendar esse filme, que já entrou pra lista dos meus preferidos e que fez eu ficar me perguntando porque não o assisti antes. Talvez em 2008 ele tivesse feito a diferença. Mas vai saber, né? É o destino.
Assistam, sério. E se alguém for manteiga derretida, tipo eu, pode ir se preparando. É alma lavada na certa! Vou deixar aqui a carta que Charlie escreve para Jordan. Ele deve mesmo ter feito vários rascunhos para conseguir escrevê-la:
My Sassy Girl (Ironias do amor). Focus Filmes, 2008. EUA."Querida Jordan,
Essa é a história da primeira e última vez que me apaixonei, pela linda, complicada e fascinante mulher que habita a minha alma.
Tenho certeza que você vai me deixar amanhã, então vou dizer isso enquanto ainda tenho chance.
Estando juntos ou não, você sempre vai ser a mulher da minha vida. O único homem que eu vou sempre invejar, vai ser aquele que tiver o seu coração, pois sempre acreditei que é meu destino ser este homem. Se nunca nos virmos de novo, e você estiver andando e sentir uma certa presença ao seu lado, serei eu, amando você onde quer que eu esteja."
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