Mostrando postagens com marcador Com o tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Com o tempo. Mostrar todas as postagens
14 de maio de 2015
Depois
E então você voltou, como secretamente desejei durante todos os últimos meses.
Eu queria mesmo que você voltasse. Eu neguei, é claro. Menti incontáveis vezes sobre o quanto eu já nem lembrava mais de você.
No fundo, naquele lugar onde ninguém pode ver, haviam muitos minutos de espera destinados a você.
Teoricamente, seria épico. Você sabe: alguns milhares de pedidos de perdão (seus), muitas lágrimas (nossas), (meu) orgulho refeito e um "Adeus!" - cheio do amor próprio que eu passei meses ensaiando. Seria digno de uma cena de novela. Você o vilão e eu mocinha que deu a volta por cima. Tudo sob controle. Sem espaço para meios recados.
Deu tudo errado, é claro.
As mãos tremeram, os olhos marearam. Era você de novo - carne, ossos e todas as mentiras.
Era você e o seu toque, a sua voz, o seu abraço.
Era você e o que nós fomos, tudo o que se perdeu e as coisas que não vivemos.
Era você e a minha falta de ar, de tempo e de medo.
Era você e eu, vivendo o nós de novo.
E até que o dia seguinte chegasse e eu pudesse contabilizar o estrago, só queria aproveitar. Só queria o faz de conta, o tempo que parou.
E senti então a sensação de estar desarmada por completo mais uma vez. Me senti apaixonada e perdida. Meio louca, meio arrependida e cheia de coragem. Me senti a pessoa mais forte do mundo quando, naturalmente, todo o meu orgulho perdeu completamente o sentido.
Fui o de sempre: com você, eu mesma. E amei você em cada detalhe de cada segundo da nossa infinita e breve noite.
Já com todos os meus cacos recolhidos, você me olhando como quem se perdeu pelo caminho, era novo dia, hora do beijo de adeus. E então partimos, pela primeira vez juntos, cada um para o seu lado. Eu não saí da sua vida. Você não me deixou. Partimos, como tinha de ser, cada um para o seu mundo, sem culpa ou receio. Era hora de voltar a viver.
E a realidade agora é mais bonita, sem toda aquela necessidade de provar algo pro mundo. Nós ainda queimamos um ao outro como fogo e gasolina, mas agora conhecemos bem demais os nossos limites para esperar por um depois.
O nosso reencontro, casual e inesperado, é o nosso depois.
Depois da bagunça, dos dramas, do tempo necessário para dizer adeus sem machucar ninguém...
Posso agora admitir que talvez eu jamais tenha como normal a tua presença, nossos corpos próximos um do outro.
Sem toque, só saudade.
Nossos olhares sempre nos denunciarão. Há sempre algo capaz dessas denúncias.
Mas bem, agora sabemos, o "depois" é mesmo bonito.
E é quente, de tirar o fôlego e manter na memória. Mas não passa disso.
Talvez nós combinemos mais com reticências que com ponto final...
Não há nada a ser esperado, nem desesperado, afinal.
O nosso depois não tem hora marcada, não tem data de chegada, não tem razão.
Só você e eu, uma saudade não se sabe de quê, corpos que se entregam e a certeza de que tudo acabará exatamente como sempre esteve desde que não somos mais um "nós": completamente bem.
Marcadores:
amor,
Amor próprio,
carnavalia,
Cartas,
Cegueira,
Com o tempo,
Contando casos,
Desafio,
Desapego,
dizendo adeus,
Loucura,
Love
30 de abril de 2015
Um sincero pedido de desculpas
Desculpa eu não chorar sobre o leite derramado. Nós dois sabíamos que as coisas não terminariam bem. Não existem milagres quando se trata do que é certo: quando não há remédio, remediado está. E deixando de lado os ditados populares baratos, estava tudo errado.
O problema não era você. E não, o problema não era eu. É só que a gente tem o direito de encontrar o que procura, e você procurava sua metade enquanto eu, bem, eu sempre soube que não nasci pra ser metade de ninguém.
Eu sou livre, você viu. Deixou de ser escolha já faz um tempo, quando passou a ser completamente natural. Poder fazer o que quero e como eu quero. Poder estar aonde me der vontade e ser o que eu sou: tão eu mesma que nem sobra espaço pra ser metade de outro alguém. É assim que eu gosto de ser, é assim que eu quero amar.
Você não. Você é porto seguro, terra sólida. Pés no chão, vontade de se doar e assim se fazer completo. E não é que você precise de outro alguém. Você não precisa! Você simplesmente gosta de ser uma metade em busca de outro alguém. Um tempo atrás você seria tudo o que eu sempre quis pra mim. Mas isso faz muito tempo, e eu só lembro por saber que já fui como você.
Toda a ideia de uma casa branca e filhos correndo ao nosso redor nos domingos, é realmente muito bonito. Quis demais me agarrar a isso e acreditar que era pra ser, toda a coisa de almas gêmeas e destino. Até que tive que admitir para mim mesma que minha alma gêmea, se é que eu tenho uma, entraria em pânico tanto quanto eu quando ouvisse sobre como a vida seria maravilhosa após o casamento.
É que eu não quero esperar pra ser feliz. Não quero! Eu quero ser feliz agora, desde o primeiro beijo, sem cobranças descabidas, com liberdade e suspiros. Eu quero segurar a mão de alguém que, como eu, saiba que a casa branca pode esperar porque por enquanto a gente tem o mundo, e ele é imenso, nos abrigaríamos bem em qualquer lugar. E casar seria simplesmente a ordem natural do encontro, em um domingo qualquer quando acordássemos e percebêssemos que tudo bem se compartilhássemos o sobrenome e a mesma casa, pois o melhor de nós estivemos compartilhando desde o primeiro momento: nossos sonhos.
Seu jeito de amar não está errado. Acho até que talvez esteja mais certo que o meu - se é que existe esse tipo de medida para o amor. É só que nós amamos diferente, sonhamos diferente. Eu vou casar sim, um dia. Terei uma casa branca talvez, isso já foi um grande sonho pra mim também. Mas não é esse o meu objetivo de vida ou o que eu espero do amor. Pra mim o amor é bem mais. E eu espero que o seu amor venha a ser sua realidade um dia, mas ele jamais me caberia. Com toda essa minha sede, sonhos e anseios a gente só se machucaria - eu ao tentar viver a história de amor mais fácil e você quando se desse conta de como eu realmente sou.
Espero que você esteja bem agora. Desculpa eu sair sem deixar um bilhete. Não foi pressa, estar aí era bom. Foi medo mesmo! Jamais me perdoaria se tirasse de você as chances de viver seu verdadeiro amor e você jamais entenderia quando percebesse que amor para você é tudo o que eu não sou. Entrei em pânico e saí da sua vida. Pareci egoísta, mas você ainda me agradecerá muito um dia...
23 de fevereiro de 2014
Do que eu não sei descrever.
Não sou boa no quesito falar de felicidade. Nunca fui. Quem acompanha sabe: dor de cotovelo, dramas, saudade. Tudo vira pauta para várias linhas, menos a felicidade. Vez ou outra ensaio linhas bem humoradas ou palavras de empolgação. Nunca chegaram a me dizer que estava ruim, mas eu mesma sempre tive a impressão de que não convencia.
Uma vez fui questionada por uma grande amiga sobre o assunto. Ela, muito próxima da minha pessoa, acabara por perceber que eu normalmente brincava de escrever quando as coisas por aqui não estavam tão bem. Eu nunca neguei que sou dada aos dramas, de certa forma isso sempre foi o natural para mim. Mas foi difícil admitir que eu não sabia lidar com a felicidade. Ao menos não quando se trata de falar da mesma.
Foi então que me veio à cabeça umas palavras que leio desde muito cedo, e que não sei à quem pertencem, mas falam algo sobre como as pessoas realmente felizes não sentem necessidade de demonstrar isso. E que verdade! Porque, na boa, quando eu tô muito feliz me pego publicando a música mais sofrida da já amiga íntima, Adriana Calcanhotto. De alguma forma, que não sei explicar e nem consigo entender, não faço questão de me mostrar feliz. Não quando eu realmente e naturalmente estou. Quem está perto percebe, é claro. Sou espontânea demais pra conseguir esconder felicidade. Mas a impressão que tenho é de que quem está longe não precisa ouvir o barulho que minha felicidade costuma fazer.
Talvez isso explique o porque de eu ter parado de brincar de escrever. É difícil escrever sobre dramas quando vai tudo tão bem... Nem mesmo as histórias das minhas amigas ficam mais a mesma coisa. Parece que falta uma pontinha de dor real, que só consigo repassar quando ela é, de fato, real por aqui. E então percebo que o meu sonho de um dia escrever um livro, caso eu seja uma pessoa realmente feliz, está fadado ao fracasso. E eu poderia ficar triste por isso, mas tudo bem, eu sobrevivo. Enquanto Marian Keyes conseguir escrever, eu sobrevivo.
Hoje eu tentei romper essa barreira. Na verdade, tem uma semana que venho tentando. Fico alguns trinta minutos olhando pra tela do computador quando, tenho de admitir, nada vem e eu desisto. Começo e as palavras perdem o rumo. Findo algumas linhas, mas ao reler parece tudo tão chato. Nem Lana Del Rey tem me ajudado. Nem Los Hermanos tem surtido efeito. E então eu preciso aceitar que não, eu não sei falar da felicidade.
Eu sei sentir. E cantar. E até beber a felicidade. Mas falar, não dá. Não tem como explicar essa sensação de bem estar causada por uma boa noite de sono, sem horas perdidas revirando-se na cama com ensaios dramáticos de uma cena que jamais acontecerá na vida real. Não tem palavra que traduza essa paz, o sorriso fácil, a vontade de viver. Definitivamente, não dá! Eu desisto, não tenho vocação nenhuma pra falar da felicidade.
E depois de admitir isso para mim mesma, tento encontrar o motivo. Não encontro, é a verdade. Mas deve ser o fato de não achar justo dividir uma coisa tão boa e tão minha, assim, com todo mundo (principalmente com quem torce pelo contrário). Dor a gente divide porque alivia, acalma. Mas felicidade a gente quer é que pulse, e dure, e intensifique. Tudo dentro da gente, permanentemente.
Então deixo aqui o meu mais sincero pedido de desculpas. Durante esse tempo ausente eu estive lendo bons livros, errando sem medo, enfiando o pé na jaca. Viajei para lugares que sempre tive vontade de conhecer. Conheci pessoas impagáveis. Arranjei um emprego (lê-se estágio), do qual eu realmente gosto. Engordei vários quilos com gosto de brigadeiro e sanduíche com porção extra de queijo cheddar. E não, eu não sinto nenhum tipo de culpa por isso.
Desculpa, mas como eu ia escrever sobre isso sem parecer a pessoa mais egoísta do mundo, principalmente por não me achar nada egoísta? Desculpa mesmo. Mas se serve pra alguma coisa, eu realmente recomendo. Muito! Pra todo mundo.
"O mundo é bão, Sebastião!", canta a voz doce de Nando Reis. E não é que é mesmo? E tem valido muito à pena!
Marcadores:
Com o tempo,
Constatações,
Contando casos,
Desapego,
Felicidade,
happiness,
heart,
jessica taiza,
jessicataiza,
life,
Love,
palavras,
umalinhaemseulivro
31 de dezembro de 2013
2014 possibilidades!
Outra chance, do zero, pra gente. É ano novo outra vez. E junto, novos sonhos e expectativas.
Doze meses pra mudar a vida, fazer diferente, recomeçar... como é boa a sensação de uma nova chance.
Hora de escolher as cores capazes de atrair o que queremos. Ensaiar bem os pedidos antes de pular as sete ondas. Fazer orações em agradecimento e pedidos recheados de fé, a fé mais bonita de quem nunca perde a esperança.
Que os próximos trezentos e sessenta e cinco dias permitam que seja mantido em nós esse sentimento bom de fim de ano, um misto de paz e solidariedade.
Que sejamos mais fortes, sábios e pacientes. Que possamos amar da forma que bem sentirmos vontade.
Que a vida do outro seja suficientemente realizada, para que lhe falte interesse pela nossa. E que a nossa seja realização pura, sem olhos para o que não nos diz respeito. Mais ouvir, menos falar.
Muitos planos, viagens, pessoas. Muito encanto e vontade de viver todos os dias. Que dois mil e quatorze seja um ano de grandes conquistas e memoráveis histórias.
Um ano lindo, cheio de linhas capazes de fazer mais completos nossos livros. Luz e paz aos nossos corações. Dinheiro aos nossos bolsos e sorrisos aos nossos rostos.
Amém!!
Doze meses pra mudar a vida, fazer diferente, recomeçar... como é boa a sensação de uma nova chance.
Hora de escolher as cores capazes de atrair o que queremos. Ensaiar bem os pedidos antes de pular as sete ondas. Fazer orações em agradecimento e pedidos recheados de fé, a fé mais bonita de quem nunca perde a esperança.
Que os próximos trezentos e sessenta e cinco dias permitam que seja mantido em nós esse sentimento bom de fim de ano, um misto de paz e solidariedade.
Que sejamos mais fortes, sábios e pacientes. Que possamos amar da forma que bem sentirmos vontade.
Que a vida do outro seja suficientemente realizada, para que lhe falte interesse pela nossa. E que a nossa seja realização pura, sem olhos para o que não nos diz respeito. Mais ouvir, menos falar.
Muitos planos, viagens, pessoas. Muito encanto e vontade de viver todos os dias. Que dois mil e quatorze seja um ano de grandes conquistas e memoráveis histórias.
Um ano lindo, cheio de linhas capazes de fazer mais completos nossos livros. Luz e paz aos nossos corações. Dinheiro aos nossos bolsos e sorrisos aos nossos rostos.
Amém!!
25 de setembro de 2013
Calei, mas continuo sentindo.
Como que a gente começa a falar quando o assunto é sentimento? Acho que desaprendi. Acho que endureci, mesmo não querendo.
Em meio aos amores que nascem da noite pro dia e "Vidas" que nem se conheciam um mês atrás, fui calando para não mentir. Fui me esquivando de sentir e falar, para não cair no erro do amor que não durou mais que o sono de muitos por aí, como diz a piada que circula nas redes sociais.
Eu não era assim. Nunca fui. Longe de mim! Sempre dada a falar mais que o que deveria, era adepta do amor escancarado e das declarações melosas de amor-para-sempre. Fui assim a vida inteira e até gostava. Agora tô aqui, nem lembro a última vez que me declarei sem medo.
Não sei se as decepções ou a falta de ânimo. Acho que um pouco dos dois. Mas aprendi a guardar pra mim. E muito bem guardado! Todo tipo de sentimento, todos os acontecimentos. Eu simplesmente não compartilho. E agora, sempre que me vejo declarando amor por alguém seja em comentários nas redes sociais ou em demonstrações simples de carinho, como um abraço, acabo me perguntando se é isso mesmo. Se o outro também sente. Se é seguro demonstrar...
Num tempo onde as pessoas escancaram tudo o que sentem, eu simplesmente me abstenho. Pondero as palavras e meço os sentimentos para não passar do ponto.
Não cheguei a me tornar fria. Não tenho estrutura emocional para tanto. Eu só não sei mais demonstrar, embora ainda sinta, todo o amor ou raiva que estão aqui dentro. Porque sim, eu choro sozinha vez ou outra. E inúmeras vezes eu quis gritar com alguém por essa pessoa ser algo que aprendi a detestar. Mas eu simplesmente calo e deixo pra lá. E fui deixando tanta coisa pra lá que, de repente, tudo o que foi deixado pra lá levou um pouco de mim. Porque eu sou os gritos que calei. Sou o amor do qual não falei. Sou a tristeza das amizades que se romperam. Sou a loucura das paixões que simplesmente não tive ânimo pra deixar que crescessem.
Tenho medo de ter ido longe demais com isso. Tem segredos que a gente precisa dividir com alguém para que não nos devorem. E nem sei quantas pessoas perdi só por não achar justo pedir para que ficassem. Cheguei num ponto de aparente indiferença que não condiz com a realidade, mas por ser mais confortável e fácil de lidar, achei ser o melhor a deixar transparecer.
Não tem sido ruim, não nego. Quanto menos importância você dá aos sentimentos, menores eles parecem. Mas de alguma forma, não são seus. Não são o que você realmente é. E com um tempo começam a fazer diferença também em que você virá a ser.
O meu "eu te amo" nunca fui tão sincero e verdadeiro. Mas ao mesmo tempo, nunca foi tão dolorido. Talvez não se aprofundar nesses assunto seja a chave pro sucesso. Porque embora agora os meus poucos sejam realmente bons, sinto falta da leveza que as palavras costumavam ter.
Se pra alguns beijos acorrentam almas, o que me acorrentam são as palavras. E enquanto o mundo respira amores para sempre, só consigo respirar amores reais, cheios de controvérsias, histórias, lealdade e uma infinidade de outros sentimentos nos quais ele implica.
Acho que sinto falta de quando sentir e falar estavam interligados. Nessa época era mais leve e fácil. Não havia problema se eu parecesse boba. Não havia certeza absoluta de que duraria por aqui embora acabasse do lado de lá. No momento era e ponto, o depois viria com o tempo, como tem de ser. Havia pretensão de "para sempre", não essa amedrontada certeza errante de que, de alguma forma, ele existe.
E se as pessoas soubessem o quanto um "para sempre" pode ser aterrorizante, não viveriam o prometendo por aí. Guardariam e seriam, como eu, adepta daquela frase muito bem bolada que diz "repara bem no que não digo".
12 de agosto de 2013
Do verbo: "Fui ser feliz!"
Ah, se você soubesse... As coisas aqui se complicaram, laço que virou nó: um filtro outra vez se fez necessário.
Esqueci de avisar que sou intensa. Esqueci de deixar claro que nada aqui se estende por intervalos muito longos. Eu vivo tudo ao máximo e em pouco tempo já não há mais muito ao que se agarrar.
Esqueci de avisar que minha morada é temporária e que, depois de tantas quedas, os joelhos estão calejados. Já não perco tanto tempo com o tal do bendito sofrimento!
O resultado foi confusão, claro! Acharam que tinha de doer mais um pouquinho. Acharam que seguir em frente é egoísmo, e houve até quem tenha dito que sou de mentira. Olha o absurdo: sou de mentira por ser exatamente quem eu sou! Sou de mentira por querer ser feliz e não ter medo de viver o que eu quero, é mole?
E no meio disso tudo só posso concluir que cada vez mais as pessoas esquecem o que é ser de verdade.
Também, nem dá nada! Se visses o sorriso que venho trazendo comigo certamente dirias que não posso ser assim, de todo mal. E não sou! Sou do bem, coração leve, ser inteiro.
Mas me jogaram numa selva e eu não li nada sobre "proibido ser feliz". Pelo contrário, ouvi bem dizer o poeta que "Só era triste quem queria" e olha, desculpa, tristeza não combina comigo. Na intensidade com que me acostumei a viver, tristeza é um buraco no qual não quero cair. Quero ficar aqui de pé, coração batendo forte e atitudes espelhadas no que eu sinto. Me perdoem os que não podem conviver com isso, mas por nada me privarei de ser feliz.
E tudo é tão passageiro, as pessoas mudam tão rápido, as palavram logo se perdem... Tenho mesmo de viver de acordo com o que prescrevem? Tenho mesmo de amar e sonhar como dizem ser o conveniente? Pois deixo o aviso: Não dá pra mim!
Quero tudo o que sei que posso querer. Quero mais um pouquinho também. Quero fazer o que me der vontade e sentir todas as coisas com a urgência com que elas vierem. Quero ser eu mesma e ser chamada de louca, inconsequente. Quero estar em todos os lugares e não deixar nenhum vazio.
Quero incomodar se for preciso, mas desistir nunca!
Ninguém tem o direito de julgar quando eu é quem arcarei com as consequências de ser quem sou. E estou disposta a pagar qualquer preço pra sentir essa felicidade aqui: leve feito brisa!
Marcadores:
Amor próprio,
Com o tempo,
Deixa que digam,
dream,
Em frente,
esperança,
feliz,
Happy,
Intensidade,
Loucura,
Love,
paz,
Qualidade,
seguir em frente,
Segurança,
sinceridades,
Sonho,
Vai dar certo
11 de julho de 2013
Já fazem vinte e três anos...
Lembro com saudade da época em que as roupas da minha mãe faziam de mim uma princesa; dançar pela casa continua sendo um dos meus passatempos preferidos. O tempo, implacável, fez de mim o que sou hoje, aliado às minhas escolhas e consequências dos meus atos. Até outro dia não sabia quão longe eu chegaria, mas os anos vividos de forma intensa me fazem ter a certeza de que cheguei bem além de onde um dia imaginei.
Forte. Acredita?
Não, né? Eu também custei acreditar.
Mas é isso, sou forte; sou tipo barra de ferro, mas banhada em sentimentalismo. Dura feito rocha, mas com o interior repleto de emoções prestes a explodir, e que não explodem nunca exatamente porque consegui com força aprender a lidar com todas elas. O processo não foi fácil, mas o resultado me enche de orgulho.
Tenho orgulho do sorriso que aprendi a carregar mesmo diante das situações mais absurdas. Orgulho de como fiz do choro um consolo, lavando a alma e curando as feridas. Orgulho de como aprendi a não perder tempo com o que não me serve, ainda que meu coração tenha dificuldades em aceitar isso. Tenho orgulho do que eu era e de todas as situações que me trouxeram até aqui e fizeram de mim o que eu sempre quis ser: Eu mesma! Admito que ser bem resolvida custa bem caro algumas vezes, mas não tem preço se sentir bem consigo mesmo.
Já sem medo de errar depois de aprender que todos erram, e com um plano bem traçado na vida - ser feliz, me fiz gigante diante das situações que outrora pareciam maiores que eu e hoje, como de costume, me arrancam sorrisos escancarados e a tão bendita frase: "Nem acredito que era eu". Mas o que fui não sou mais, e é ao que eu era que devo todos os agradecimentos possíveis. Sem os erros que cometi jamais teria chegado tão longe e aprendido a ver a vida de forma tão simples, como hoje sei que ela é.
Vinte e três anos. Os dedos que tenho já não conseguem contar minha idade. Parece idade de gente grande, né? Mas ainda me sinto tão menina, a alma leve e sonhos prestes a serem realizados. Nunca antes conheci o poder da palavra plenitude como conheço agora. E parece ter sido ontem que eu montei a minha primeira casa da barbie...
Cheguei aqui rica. Muito. Rica de sentimentos. Rica de pessoas. Ninguém, que não eu, consegue mensurar o quão grande é a minha fortuna. Os anos levaram o que não servia, e cumpriram a promessa de deixar ao meu lado apenas tudo o que me faz bem, maior e melhor. Sou cercada por amor todos os dias, cercada por sentimentos verdadeiros e deixo de lado a modéstia para dizer que eu soube como ninguém cultivar o que a vida nos oferece de melhor: a riqueza interior. Se os frutos que colhi são mesmo espelho do que plantei, o que posso dizer é que fico feliz de ser exatamente como eu sou e ter feito todas as minhas escolhas de acordo com o que pedia meu coração, pois o resultado é incauculavelmente extraordinário.
Peço que a vida dure, que os amores se fortaleçam e que eu jamais perca os aprendizados adquiridos até aqui. Agradeço a Deus pela vida maravilhosa, por sempre ouvir minhas orações e por encontrar uma forma de consolar meu coração todas as vezes em que duvidei que isso seria possível. Mais uma vez abro o meu melhor sorriso para agradecer por mais um ano de vida, e pedir que o que se chega seja tão bonito quanto o anterior intensamente vivido.
E que venham mais aprendizados, mais sonhos, lugares e pessoas... Tenho um mundo inteiro para conhecer e não pretendo parar nem tão cedo!
Marcadores:
23,
amor,
bday,
Bolha,
Com o tempo,
dream,
Felicidade,
feliz aniversario,
happybday,
Jéssica Taiza,
Vai dar certo
16 de abril de 2013
Dê tempo ao tempo...
A gente demora muito pra entender que não basta apenas nossa vontade. Algumas coisas, por mais que queiramos muito, demoram vidas para acontecer. E outras, por mais que queiramos insistir, já não têm mais motivos pra ser.
A pessoa certa não aparecerá num domingo tedioso pra salvar seu dia. A pessoa certa precisa percorrer todo um caminho incerto pra ter certeza de que somos o melhor caminho. A pessoa certa vai chegar depois de muitas pessoas erradas e, ainda assim, não vai se incomodar com o que houve antes... Sabe que o atraso não é culpa de nenhum dos dois.
A vida é meio doida, vive errando a hora, vive fazendo a gente esperar. É uma forma dura de mostrar que nada realmente bom vem com a facilidade que queremos. É nas coisas pelas quais mais lutamos e esperamos onde vemos refletida nossa força e bom desempenho. E em meio ao processo de espera a gente vai passando por cada uma que vale por duas, e em pouco tempo, que pra nós mais parece a eternidade, vivemos mil coisas para que ao menos uma valha realmente à pena. Como um cd que a gente compra pra ouvir uma única música. Como os mil sorrisos que a gente ensaia, pra sorrir bonito quando o sorriso for verdadeiro. E espera que as tentativas sejam logo recompensadas, pois é cada vez mais duro acordar sem saber o que tem feito de errado quando sabe que tem feito o seu melhor.
Pelo caminho vozes de todos os lados: Gente que diz como você deve ser, o que deve vestir, como deve fazer. Gente que não dá conta do que passa na própria vida, mas sabe exatamente o que a gente deve fazer. E nós, por medo dos dedos que nos serão apontados, vamos consentindo e esquecendo que o que realmente importa é o que temos dentro de nós. Que o que realmente importa é o que nos faz feliz. Jamais escolha o caminho mais fácil se ele diferir do que te faz realmente feliz. Mesmo que te digam o contrário. Mesmo que a fé, vez ou outra, pareça rasa e pouca. Um dia de cada vez: Hoje talvez os sorrisos não sejam os mais verdadeiros, mas amanhã uma música pode mudar tudo. Não são as grandes coisas que definem o quanto devemos estar felizes... Ser feliz com pouco é começar a entender que felicidade grande é feita de pequenas coisas. Se é o céu que você quer, você vai alcançar. Mas comece encontrando disposição pra subir escadas sem reclamar do quanto isso te faz doer os joelhos.
O tempo se faz nele mesmo, aos poucos e com muita luta a gente vai fazendo com que ele valha à pena. Como as pessoas que entram na nossa vida e com pouco tempo se vão, mas deixam um aprendizado tão grande que nem em vidas inteiras seria conquistado se elas não tivessem passado por aqui. Mas saiba abrir mão, saiba deixar partir. Dizem que, muitas vezes, quando se perde na verdade se ganha... E que verdade! Nenhum tempo foi perdido. Nenhuma chance foi à toa. Mas não se prenda ao que não tem mais nada pra te oferecer. Roupas, sonhos, lugares e pessoas. Tudo, uma hora, deixa de servir e tem de virar passado, pra que o futuro venha e te dê o mundo, sonhos e roupas da estação.
Depois que você se desarmar dessas armas já enferrujadas, então o novo vai poder entrar, vai poder te moldar, vai te ajudar a crescer. E vai ficar o tempo necessário - quem sabe pra vida inteira, talvez só até amanhã... Tentar prever é loucura. Apenas dê tempo ao tempo e se permita ser exatamente quem você é e viver as coisas como elas realmente são. Mantendo sempre o coração leve, mas os pés no chão. O resto vai acontecer naturalmente. Como a escova de dente que precisa ser trocada de dois em dois meses. Como os filmes que já não estão em cartaz.
O seu melhor é construído diariamente. Lidar com o pior faz parte, nos faz forte. E só assim será possível reconhecer o melhor de longe, pra então ver o seu melhor reconhecido e não precisar dar motivo para não querer partir. Vai ficar pelo que você é, porque tem de ser, porque vê o melhor em você.
Marcadores:
amor,
Amor próprio,
Bolha,
Com o tempo,
Constatações,
Crenças,
Deixa que digam,
Em frente,
Futuro,
Intensidade,
Love,
Mudanças,
sentimental,
sinceridades
22 de janeiro de 2013
Loser!
De repente a gente se vê gente grande. Paciência pouca pra algumas pessoas. Tempo zero para determinadas situações. E olha pra trás sem entender algumas atitudes, sem acreditar no que foi capaz de fazer e aceitar. Sente que alguma coisa mudou. Não da maneira fácil que torcíamos para que acontecesse. Não tão rápido quanto desejamos que fosse. Mas mudou pra melhor. E aconteceu exatamente quando tinha de acontecer.
Você me perdeu. Tão óbvio quanto a sua falta de maturidade para lidar com isso. Tanto fez, e outras tantas vezes não fez nada, que conseguiu me perder. Eu que sonhei com você noites inteiras e me esforcei da forma mais bonita pra entender absurdos que simplesmente não devem ser entendidos. Eu que te ouvia quando os amigos sumiam e te fazia companhia quando a vida ficava chata. Você perdeu sua melhor válvula de escape, a maior certeza, o amor mais sincero. E certamente ainda não se deu conta disso, sempre lerdo demais quando o assunto não é você mesmo.
Deve tá achando que é armadilha pra te ter outra vez. Seu ego se recusa a acreditar no que sua lenta cabeça já começa a perceber. Deve achar que sofro quando você liga dez vezes e eu insisto em não atender. Se engana tentando acreditar em desculpas que antes eu criava pra sua ausência sempre presente. E certamente inventa desculpas patéticas pra dar pros amigos também patéticos quando perguntam da idiota que finalmente largou do teu pé.
Você perdeu tudo. O coração bonito que entreguei nas tuas mãos, as expectativas bonitas de se ver, a confiança desmedida. Você perdeu tudo e só não se perdeu pelo caminho porque no fundo nunca nem se teve. Não se ama e nem se conhece. Precisa que os outros digam que você está bem e feliz para acreditar que realmente esteja. Triste! E ainda mais triste é o tempo que perdi com você. Te superar foi a melhor coisa que eu podia ter feito por mim mesma.
A falta que você não me faz, sei bem, vai ser sentida desse lado ai. Quando faltar alguém pra te dar carinho mesmo sem você merecer e quando uma outra, com tão pouco sentimento quanto você, tiver apenas seus poucos farelos para te oferecer. Você vai lembrar com saudade da boba aqui, sempre tão compreensiva e disposta a te esperar. Vai chorar de verdade, não como quando o faz pra pousar de vítima. Vai chorar de saudade, de arrependimento, de solidão.
E só pra eu não parecer de todo o mal, vou te contar um segredo: Você anda longe de ser o que pensa que é. E eu, perceba bem, sou bem mais que o que um dia tu vais conseguir merecer. Nem sei onde andei com a cabeça durante todo esse tempo, mas já diz o ditado mais sábio do universo: Antes tarde do que nunca!
Marcadores:
Amor próprio,
Com o tempo,
Constatações,
Desapego,
Mudanças,
passou,
sinceridades
28 de novembro de 2012
Continue sorrindo!
Encontre uma forma de levar sorrisos aonde quer que você vá. Não importa o que aconteça, nem que pessoas encontre pelo caminho. Não importa se vier a chover, nem que dia da semana seja. Apenas encontre uma forma de continuar sorrindo e levar esse sorriso a todos os lugares e pessoas possíveis.
Você ainda não sabe, mas ele é mágico!
Se alguma coisa te machuca, se algum medo te segura. Ainda assim se mantenha firme, abra um sorriso.
Se as pessoas não merecem o que você sente ou mesmo brincam com seus sentimentos, sua melhor arma ainda é o sorriso.
Se as esperanças estão por um fio, se o mundo virou de cabeça pra baixo, se o dia não está sendo fácil... Arrisque, abra um sorriso!
Não conheço nenhuma ferida que o sorriso não tenha conseguido curar. Não conheço nenhuma dor que tenha sobrevivido à força que um sorriso tem. Merthiolate anda longe. Viajar tá ali do lado. Todos querem saber como é possível um simples sorriso melhorar tanto a vida.
Sorrir liberta a alma, abre o coração, renova o equilíbrio. Sorrir rejuvenesce, abre portas, conquista corações.
Sorrir é o que faltava, a cereja do bolo, a tal da luz no fim do túnel.
Você não consegue imaginar um sorriso com tanto poder, mas é simples: Vá até o espelho e solte uma gargalhada. Faça isso uma, duas, três vezes. Sorria de você, da situação que ficou preta, dessa dor tamanho gigante que parece que não vai passar nunca. Mas vai... Basta que você acredite no sorriso! Basta que você não deixe de sorrir... Aos pouquinhos todo o resto vai parecer pequeno demais diante da beleza que tem o teu sorriso.
A regra é tão fácil, como dois e três são cinco: Use seu melhor sorriso. Se a vida te põe à prova. Se as pessoas não são o que parecem. Se seguir em frente não é tão simples... Sem drama, sem apego, sem excesso.
Se o mundo não é tão bonito basta que você faça sua parte e abra um sorriso!
Marcadores:
amor,
Com o tempo,
Desafio,
Desapego,
esperança,
Felicidade,
Gargalhadas,
Ironias do Amor,
Recomendo,
Segurança,
Sorrisos,
Vai dar certo
21 de novembro de 2012
Mais alguns segundos.
Aqui estamos nós onde eu nunca quis que chegássemos: uma infinidade de pequenas coisas entre eu e você. Cada vez mais distantes, quando tudo que eu queria era continuar cabendo em teu abraço. E você me olha como quem pede pra que eu dê conta enquanto bate a porta rindo sem saber ao certo que horas vai voltar.
Você que me deu o mundo em um sorriso e encheu de esperanças esse coração desnorteado. Te vi como o melhor caminho e decidi seguir sem medo. Quando dei por mim era muito tarde pra voltar a andar sozinha, não parecia justo comigo. Mas também deixou de parecer justo com você, já cansado de tamanha responsabilidade e vontade imensa de voltar ao que sempre fora: liberdade em sua plenitude, um infinito de possibilidades. Foi isso em você que me apaixonou e me ganhou pra sempre. É isso em você que vai fazer eu te perder.
Sei que venho sendo egoísta, prolongando o fim por achar que mereço um recomeço. Sei que deveria ser uma daquelas mulheres bem resolvidas que te deixaria partir numa boa e encontraria uma forma de dar a volta por cima. Talvez numa próxima vida eu venha assim. Talvez ainda nessa eu aprenda a ser assim. Mas não com você. Não deixando acabar esse fiozinho de amor que ainda existe entre a gente.
Bem sei que no fundo você aprova minha atitude. Sei que você vê o quanto me esforço e sorri consigo mesmo desse meu jeito meio torto de tentar te fazer feliz. Talvez por acreditar em mim mais que eu mesma é que continue aqui. Suportando o vazio imenso que existe entre os momentos de confidências e a maioria dos outros, quando o silêncio quase arranca as esperanças que me restam.
Sei que se pudesse escolher que vontade sentir, ia querer ficar. Tenho certeza disso. Mas assim como é mais forte que eu isso de te querer aqui, é mais forte que você a necessidade de partir. E vejo nitidamente o esforço que faz para estar nos dois mundos. Eu, apaixonada que sou, acabei aceitando ter tua menor parte, ter teu menor tempo. E continuar fingindo que não noto as ausências, os silêncios e as perfeitas desculpas.
Desculpa errar tanto ao tentar acertar. Desculpa precisar tanto de você. Alguma coisa aqui dentro escolheu você de um jeito que não é justo com nenhum de nós dois. Eu sinto como se fosse a única no mundo que merece esse teu jeito doce, teus olhos claros e as promessas bonitas que você faz. Sinto como se fosse um direito meu te fazer feliz e ser feliz em troca. Parece louco, admito. E talvez com o tempo eu vá aprendendo a viver sem você. Mas agora é tão mais fácil te ter por perto, dormir contigo, acordar sorrindo aliviada nos teus braços. Até o mais difícil dos mundos ainda parece de alguma forma fácil se você vem junto.
29 de outubro de 2012
Saudade dos tempos de bolha.
Um dia grudado e no outro, distante demais. É tanta gente que fica pelo caminho. É tanto "E aí, como vai?" sem graça que um dia já foi abraço apertado e troca de segredos. A vida leva muito da gente e nos traz coisas maravilhosas também.
Tem perda difícil de aceitar. Tem amor difícil de morrer. Tem história que só teria final feliz se não tivesse fim. E a gente, mesmo sem entender, vai seguindo em frente porque é o que dizem que tem que ser feito, porque diz o ditado que "as coisas são como têm de ser".
O que resta é torcer para que ao longo do caminho as pessoas tenham ficado com lembranças boas à nosso respeito. Que tenhamos conseguido ser o que elas esperavam, o que somos de verdade, o melhor de nós. E nos convencermos de que o que foi, já era! Mas o melhor ainda está por vir, está exatamente no que não conhecemos ou tivemos ainda. Está em quem insistiu em ficar, em quem não se perdeu. O melhor está no verdadeiro e o verdadeiro dura para além dos finais, para além da saudade que a distância costuma causar. Para além da dor da ausência.
Que o que temos em nós seja verdadeiro. Que não nos percamos ao perder alguém. Que nos façamos fortes quando tudo nos levar ao contrário. Que as ausências sejam preenchidas com presenças verdadeiras, duradouras, essenciais. Que o "breve" só seja assim porque todo o tempo do mundo parece pouco quando estamos felizes. Que o felizes para sempre se faça real. E que nem mesmo a distância apague o amor, para sabermos assim que ele é verdadeiro.
Marcadores:
amor,
Bolha,
Com o tempo,
Constatações,
Dramas,
Prece,
Saudade,
sinceridades
2 de outubro de 2012
Vida longa ao desapego!
Difícil é não querer. De verdade. Bem além do orgulho besta e da vontade de seguir em frente. Bater o pé, erguer a cabeça e apagar. Se não da memória, mas da vida. E ao invés de tentar provar isso pro mundo, apenas fazê-lo por si mesmo, por saber que não querer vai doer bem menos que continuar querendo. Por ter pra si que já não faz bem e, diante disso, é melhor desfazer.
Desapego é o nome. E o sonho de consumo de muitos. Um botão que simplesmente nos desprenda de um sorriso e da voz mais tentadora do mundo. A receita pro sucesso da vida, o remédio pros buracos adquiridos pelo coração. Quem não quer? Jogar fora o que não serve. Apagar o que não faz mais sentido. Deixar pra lá o que tem mesmo de ficar é no passado. Caminhar sem sombra dos antigos passos ao lado. Sem saudade deles. Sem vontade de tê-los de volta.
Não apenas não ligar, como não atender caso o telefone venha a tocar. Não querer saber da vida do outro por estar ocupado demais vivendo feliz a sua própria. Não querer atingir por não ser mais de interesse. E deixar de ser o alvo fácil dos domingos de solidão, quando o futebol não preenche e os amigos estão ocupados demais pra uma cervejinha. Dizer "NÃO!" e ser de verdade, com voz firme e convicção única. Sem arrependimento algum, sem esperar que esse comportamento gere uma nova oportunidade.
Tratar de ser feliz de dentro pra fora, e não o contrário. Feliz de não sofrer pelo celular que não toca. Feliz por não sentir ciúme, medo, culpa. Feliz por não ver a vida girar em torno de uma outra, que não tem a mínima vontade de correr ao lado. Qualquer desprendimento que seja capaz de nos permitir sentir inteiras e não mais essa metade carente, que precisa demais do outro. Tratar de ser feliz por sentir o desapego de fato, sem essa de viver tentando mascarar sentimento. Sem morte à cada check-in do cara na balada. Sem publicações no facebook que, de tão diretas, dispensam marcação.
O difícil é lidar com o fato de que desapego, infelizmente, só vem com o tempo. Desapego não se impõe, ele meio que brota. Antes mesmo que a gente perceba, lá esta ele, tornando tudo mais fácil. Junto das ligações que não chegam, vai ficando a lembrança da voz. Junto das promessas não cumpridas fica a memória da confiança quebrada. De tanto sentir, tornar banal o ciúme. Que deixa de incomodar conforme a gente percebe ser infundado: Ciúme é medo de perder, mas não se perde o que não se tem.
E embora cada detalhe pelo caminho continue doendo até que o desapego venha, a gente sabe intimamente que não doerá mais. Um dia. Próxima semana talvez. Quando o apego a qualquer outra coisa preencher o vazio da mente que o desapego ao passado deixou. E bem sabemos que tem gente que se apega até a dor. Então que fique claro: Não é só amor que se cura com outro não. Dor também!
Desapego é o nome. E o sonho de consumo de muitos. Um botão que simplesmente nos desprenda de um sorriso e da voz mais tentadora do mundo. A receita pro sucesso da vida, o remédio pros buracos adquiridos pelo coração. Quem não quer? Jogar fora o que não serve. Apagar o que não faz mais sentido. Deixar pra lá o que tem mesmo de ficar é no passado. Caminhar sem sombra dos antigos passos ao lado. Sem saudade deles. Sem vontade de tê-los de volta.
Não apenas não ligar, como não atender caso o telefone venha a tocar. Não querer saber da vida do outro por estar ocupado demais vivendo feliz a sua própria. Não querer atingir por não ser mais de interesse. E deixar de ser o alvo fácil dos domingos de solidão, quando o futebol não preenche e os amigos estão ocupados demais pra uma cervejinha. Dizer "NÃO!" e ser de verdade, com voz firme e convicção única. Sem arrependimento algum, sem esperar que esse comportamento gere uma nova oportunidade.
Tratar de ser feliz de dentro pra fora, e não o contrário. Feliz de não sofrer pelo celular que não toca. Feliz por não sentir ciúme, medo, culpa. Feliz por não ver a vida girar em torno de uma outra, que não tem a mínima vontade de correr ao lado. Qualquer desprendimento que seja capaz de nos permitir sentir inteiras e não mais essa metade carente, que precisa demais do outro. Tratar de ser feliz por sentir o desapego de fato, sem essa de viver tentando mascarar sentimento. Sem morte à cada check-in do cara na balada. Sem publicações no facebook que, de tão diretas, dispensam marcação.
O difícil é lidar com o fato de que desapego, infelizmente, só vem com o tempo. Desapego não se impõe, ele meio que brota. Antes mesmo que a gente perceba, lá esta ele, tornando tudo mais fácil. Junto das ligações que não chegam, vai ficando a lembrança da voz. Junto das promessas não cumpridas fica a memória da confiança quebrada. De tanto sentir, tornar banal o ciúme. Que deixa de incomodar conforme a gente percebe ser infundado: Ciúme é medo de perder, mas não se perde o que não se tem.
E embora cada detalhe pelo caminho continue doendo até que o desapego venha, a gente sabe intimamente que não doerá mais. Um dia. Próxima semana talvez. Quando o apego a qualquer outra coisa preencher o vazio da mente que o desapego ao passado deixou. E bem sabemos que tem gente que se apega até a dor. Então que fique claro: Não é só amor que se cura com outro não. Dor também!
Marcadores:
Com o tempo,
Constatações,
Crenças,
Desafio,
Desapego,
Mudanças,
namoro,
Orgulho,
Passado,
passou,
Segurança,
Um dia,
Vai dar certo
14 de julho de 2012
Meus vinte e poucos anos.
Me tornei alguém cheia de urgências bobas. Quero carinho e atenção. E nunca acho que seja demais ouvir sobre o dia de alguém, ou falar sobre o meu. Acredito no aprendizado com os erros e mais ainda em erros que constroem acertos. Nada, pra mim, é por acaso. Uma coisa puxa a outra, que puxa uma pessoa, que conhece outra, que faz algo, que causa um tumulto maior... e por ai vai! Teia imensa de coisas que tinham de estar ligadas, de um jeito ou de outro, para virem a acontecer.
Fora essa, tenho um zilhão de crenças, mas nenhuma nunca foi tão devidamente recompensada como a que tenho pelo tempo. Esse caso de amor não é de hoje, e sinto que nunca se acabará. O tempo sabe das coisas e sabe ensinar. É um santo remédio. E parece sempre tão disponível. "No seu caso é o tempo passar, quem fala é o Doutor (...)", canta sabiamente Los Hermanos, na que vem a ser minha música favorita.
Se você me disser, eu acredito. Simples assim: Você fala, eu ouço. Você diz, eu absorvo. Você conta, eu creio. E vai ser assim até que você me dê motivos para pensar em contrários. Por mais que algumas vezes não valha à pena, não me custa acreditar. E olha que de cristal quebrado eu entendo, mesmo que em menor quantidade que de coração. Dei muito minha cara à tapa. Apanhei na maioria das vezes. Me percebi sortuda em todas as outras. O lado positivo de tudo é sempre bem mais bonito, embora nem sempre tão fácil de ser encontrado, e isso quem me ensinou foi Poliana.
Ouvi sobre pontes indestrutíveis, amores imperfeitos e mentiras. Aprendi com tudo que ouvi. Os anos que carrego nas costas não são tantos assim, mas foram bem longos. E ainda assim, ao olhar pra trás, parece ter passado rápido demais. É triste isso que temos de noção do tempo: Quanto mais velhos, mais apressados. Não tem como não sentir saudade até do que não viveu. Tudo parece ter acontecido há tempo demais e, quando vemos que não, estamos mais velhos que o que nossa real idade nos impõe. Viver requer demais da gente. Choro demais, superação demais, sorrisos demais, desesperos demais, lutas demais, batom borrado demais. Tem horas que a gente chega até a pensar que nem compensa. E algumas coisas não compensam mesmo, mas infelizmente a gente só descobre isso quando já é tarde demais.
Vinte e dois anos inteirinhos procurando motivos. Pras coisas, pessoas, lugares, momentos. Até perceber que não é preciso motivo nenhum. Qualquer atitude que seja, precisa muito mais de caráter que de motivo. Isso gerou uma infinidade de decepções, é claro. Mas toda conclusão gera algum tipo de decepção, é algo com que aprendi a conviver. E a agradecer também, é claro: Decepções enobrecem a alma e nos permitem recomeços. Ainda não conheci nada mais bonito que recomeçar.
No mais, agradecimentos. Pelos sonhos, mesmo os não realizados. Pelos aprendizados, mesmo aos trancos e barrancos. Pelas pessoas, mesmo com algumas decepções. Pelo que eu sou, mesmo com os defeitos. Toda a história, quando vista com calma, dá uma bela de uma bossa. E não há melhor jeito de comemorar a vida, se não com uma boa música.
E vou crendo. "Temos todo o tempo do mundo!", me disse uma vez Renato Russo.
Fora essa, tenho um zilhão de crenças, mas nenhuma nunca foi tão devidamente recompensada como a que tenho pelo tempo. Esse caso de amor não é de hoje, e sinto que nunca se acabará. O tempo sabe das coisas e sabe ensinar. É um santo remédio. E parece sempre tão disponível. "No seu caso é o tempo passar, quem fala é o Doutor (...)", canta sabiamente Los Hermanos, na que vem a ser minha música favorita.
Se você me disser, eu acredito. Simples assim: Você fala, eu ouço. Você diz, eu absorvo. Você conta, eu creio. E vai ser assim até que você me dê motivos para pensar em contrários. Por mais que algumas vezes não valha à pena, não me custa acreditar. E olha que de cristal quebrado eu entendo, mesmo que em menor quantidade que de coração. Dei muito minha cara à tapa. Apanhei na maioria das vezes. Me percebi sortuda em todas as outras. O lado positivo de tudo é sempre bem mais bonito, embora nem sempre tão fácil de ser encontrado, e isso quem me ensinou foi Poliana.
Ouvi sobre pontes indestrutíveis, amores imperfeitos e mentiras. Aprendi com tudo que ouvi. Os anos que carrego nas costas não são tantos assim, mas foram bem longos. E ainda assim, ao olhar pra trás, parece ter passado rápido demais. É triste isso que temos de noção do tempo: Quanto mais velhos, mais apressados. Não tem como não sentir saudade até do que não viveu. Tudo parece ter acontecido há tempo demais e, quando vemos que não, estamos mais velhos que o que nossa real idade nos impõe. Viver requer demais da gente. Choro demais, superação demais, sorrisos demais, desesperos demais, lutas demais, batom borrado demais. Tem horas que a gente chega até a pensar que nem compensa. E algumas coisas não compensam mesmo, mas infelizmente a gente só descobre isso quando já é tarde demais.
Vinte e dois anos inteirinhos procurando motivos. Pras coisas, pessoas, lugares, momentos. Até perceber que não é preciso motivo nenhum. Qualquer atitude que seja, precisa muito mais de caráter que de motivo. Isso gerou uma infinidade de decepções, é claro. Mas toda conclusão gera algum tipo de decepção, é algo com que aprendi a conviver. E a agradecer também, é claro: Decepções enobrecem a alma e nos permitem recomeços. Ainda não conheci nada mais bonito que recomeçar.
No mais, agradecimentos. Pelos sonhos, mesmo os não realizados. Pelos aprendizados, mesmo aos trancos e barrancos. Pelas pessoas, mesmo com algumas decepções. Pelo que eu sou, mesmo com os defeitos. Toda a história, quando vista com calma, dá uma bela de uma bossa. E não há melhor jeito de comemorar a vida, se não com uma boa música.
E vou crendo. "Temos todo o tempo do mundo!", me disse uma vez Renato Russo.
5 de julho de 2012
Pronta pra você.
É pra mim que você vai voltar. A gente sabe. Pela segurança, pela certeza, por amor. Mesmo quando o dia seguinte não representa medo algum, você ainda espera que eu esteja lá. Trazendo a paz que você não encontra em nenhum outro lugar. Pronta para te receber.
Eu não te culpo. As noites ausente, os erros diários, a necessidade de ser livre. Nada me parece absurdo ou digno de representar uma real culpa. Você não sabe lidar com segurança. Não sabe o que fazer com nada que represente constância. Você não está pronto pro que der e vier, se o que der e vier tiver de ser descoberto com um porto seguro ao lado. Pra você a presença presume ausência. E você morre de medo de uma certeza acabar.
Mas a gente sabe que isso, cedo ou tarde, vai passar. A vida exige doses de segurança, alguma coisa que não tenha prazo de validade mesmo que não precise ser assim. E eu sei bem pra onde você vai correr, como você também sabe, mesmo sem querer admitir isso. E essa sua relutância só torna minha certeza mais plausível. Você foge das verdades mesmo sabendo que não pode escapar.
Não se preocupe, não tenho pressa. Cada dia de cada vez, tenho aprendido. E sei bem que, quando for hora, você acabará voltando. E virá inteiro, porque se tem algo que tu sabes ser é inteiro. Por isso não me avexo, nem digo que será tarde. Do lado de cá também vivo meus romances, encontro amores coadjuvantes, loto a mala de boas histórias pra contar. Não me apego, como prometido. Mas não me anulo, é claro. Todos precisamos de doses de paixão pra ir sobrevivendo enquanto o amor não chega e dura, como tem de ser.
Nosso acordo e seu medo são segredos que mantenho bem guardados, não se preocupe. E não lhe cobrarei ciúmes do passado, qualquer coisa que poderia ter sido e não foi. Nesse nosso acordo não cabe frustrações. Cabe apenas você na madrugada, querendo colo como quem volta a ser criança. Você querendo descansar ao meu lado, quando já viu de quase tudo. E o que te falta ver, o que você ainda não conhece, do que você ainda não sabe... Tudo isso sou eu quem vai te mostrar, porque é a beleza que só o amor nos permite ver. E amor desses que desvendam o mundo, a gente sabe bem, é só em mim que você procura. É só em mim que você consegue encontrar.
Marcadores:
amor,
Cegueira,
Com o tempo,
Defeito,
esperança,
Intensidade,
Love,
Vai dar certo
26 de junho de 2012
♥
Eu perdi tanto tempo procurando certezas que quase não me dou conta do quanto arriscar poderia fazer bem. Não há certeza pronta, acabei aprendendo. Qualquer coisa que venha a ser sólida, teve de ser só plano em algum momento. Demorei demais pra entender a coisa mais simples: Pra chegar a ter certeza, tem que ter, antes de tudo, entrega.
Endureci tanto que me fechei para as possibilidades. Sempre tentando perceber além do que os olhos conseguiam ver. Um medo imenso de fazer a escolha errada, então me mantive sem fazer escolha alguma. Simplesmente alheia às tentativas. Não tentei nada, à não ser me manter distante de qualquer coisa que desencadeasse algum desequilíbrio. Fiz tudo errado.
Desequilíbrio as vezes é bom. Diria muito bom! O frio na barriga durante a espera pela ligação, sabe? Passei tempo demais olhando pro celular com desprezo e dois dedos de raiva de mim mesma. Sempre me perguntando porque insistia em passar meu número se nunca queria realmente atender as ligações. E agora, depois de meses de apatia, que saudade de olhar pro celular com olhos de quem faz uma prece silenciosa de "Toque, por favor. E que seja ele, que seja ele!".
Meti na minha cabeça que simplesmente adivinharia quando fosse a pessoa certa. Me enganei feio, admito. E me pergunto hoje quantas pessoas 'certas' deixei passar por simplesmente não suar frio ao dar o primeiro beijo. Como se alguma vez na vida os amores dramáticas tivessem dado certo pra mim!
No fim das contas acabo admitindo que inventei essa desculpa pra fechar todas as portas e não me sentir culpada por isso.
Mas agora já era. Tô nem aí. Me lixando! Que eu quebre a cara uma vez mais... Quem sabe até dez. Quero é me sentir viva outra vez. Quero me ver vivendo sem medo, sem essa preocupação boba sobre o que pode, ou não, dar certo. Tenho que reaprender o que é construir desejos e entrega. Tenho que desejar alguém no dia seguinte e me entregar todas as vezes que for beijada. Tenho que voltar a ser eu mesma. Com ligações, carinhos, mimos e nhem nhem nhem's que sempre foram a minha cara e eu fiz questão de deixar guardados numa gaveta por achar que não era mais hora de ser eu. Tô com saudade de mim. Da minha vontade de viver. Do meu jeito impulsivo de tornar tudo mais bonito. Do "SIM" sempre pronto. De fazer ser pra mim. Não lembro do momento em que decidi mudar, mas queria muito poder voltar no tempo.
Quero paixões fáceis outra vez. Todo o drama das mensagens sem respostas. Que saudade gigante de ouvir uma música e associar imediatamente a alguém, me perguntando se essa pessoa também pensa em mim. No fim das contas é esse o meu equilíbrio. É essa a minha forma de ser certa e inteira. E me quero de volta, de um jeito ou de outro. Com todos os exageros e chantagens emocionais. Com os mesmos olhos de esperança e sorriso de quem não quer mais perder tempo. É hora de me reencontrar. E então, quem sabe, encontrar alguém.
Marcadores:
Cegueira,
Com o tempo,
Constatações,
Contando casos,
Crenças,
Ironias do Amor,
Loucura,
Love,
Mudanças,
Objetivo,
Saudade,
Segurança,
sinceridades,
Vai dar certo
18 de junho de 2012
Do lado de lá.
Talvez eu devesse ter ligado no dia seguinte e dito que foi besteira. Um pedido de desculpas, como tantos outros. Outra vez nós dois na mesma cama, ou sofá, ou qualquer lugar que conseguisse suportar o peso de nossos corpos unidos. Eu sei que dependia apenas de mim para ser diferente. Sei que fui eu quem virou as costas primeiro, mesmo com toda a vontade de olhar pra trás. Sei de tudo, mas ainda prefiro colocar a culpa em você.
Talvez, com algum esforço, eu ainda consiga lembrar o número do seu telefone. Não liguei mais. Não há mais motivos. E ainda assim, não sei porque, acho um absurdo completo. Você e eu, dois destinos que caminharam lado à lado cantando sobre amor- hoje apenas silêncio e olhar perdido. Nunca vou conseguir pensar que é normal te ver e não abrir o mais largo dos meus sorrisos. Nunca vou me adaptar ao seu jeito, sem jeito, todas as vezes que acabamos por nos encontrar. É como não ter vivido o passado. É como não ter te conhecido. E isso nunca vai me parecer algo real.
Deixei o sentimento em qualquer lugar pelo caminho que não sei dizer ao certo qual foi. Outro dia acordei e pronto, quase que por encanto, já não havia mais a saudade angustiada. E nem mesmo olhando as fotos ela voltou. Foi estranho e ainda é. Hoje vejo com clareza que demorou muito mais porque eu quis que demorasse. De alguma forma era bom achar que eu deveria esperar. De alguma forma parecia errado deixar de sentir. Até que aconteceu tão naturalmente que, quando dei por mim, estava agradecendo por tudo ter sido exatamente como foi. Por ter aceitado que era bom que a vida passasse, como ela sempre faz.
O que tantas outras vezes intitulei, com muito orgulho, de amor, hoje não sei bem o que era. E não me orgulho disso. Mas agora, já sem todas as expectativas e conhecimento grande sobre o dar sem receber, vejo que o amor é bem mais que chorar por saudade. E o tempo, por quem sempre tive grande admiração, fez seu papel ainda mais bem feito que o de costume. Mostrou aos poucos todos os buracos invisíveis que nossa relação nunca foi capaz de preencher. Me fez ver, depois de anos cega, que na ausência um do outro, a gente dizia que não por culpa em admitir, mas acabávamos nos sentindo mais felizes. Não, 'felizes' não é bem a palavra. Mas ficávamos mais leves, mesmo que o encontro ainda causasse borboletas no estômago.
Aos poucos o homem que eu amava, deixou de ser assim. Em algum lugar entre as nossas brigas e as fotos de momentos felizes, fui deixando de perceber as coisas que antes eu tanto admirava em ti. Você não se tornou alguém pior, o problema nunca foi você. Você continuou apenas sendo você mesmo e, não sei bem porquê, mas aos poucos isso foi deixando de ser suficiente. Eu deixei de me esforçar para ver em você o cara por quem esperei a vida inteira.
Obrigada por ter consigo ficar bem sem mim. Por não ter voltado. Por ter encontrado um jeito de continuar sendo você, mesmo quando eu fazia de tudo para mudar isso. Eu fui terrível, sei bem. E aprendi com cada um dos meus erros. Ponho a culpa em você porque sou do drama, você sabe. Mas todo esse tempo em que escolhi ser sozinha foi exatamente para não agir outra vez como agi com você. Eu também custei a acreditar, mas a solidão me fez bem melhor. E espero que um dia você possa perdoar as vezes que falei coisas que você não merecia ouvir. Somos inteiros demais e agimos errado tentando ser a metade um do outro. Acho que o tempo já desculpou esse nosso equívoco.
Lembro de você com uma paz que é quase um crime. Por vezes acho impossível que tenha mesmo acabado assim. Mas sei bem que foi o melhor final que poderia ser escrito pra nós dois. E retiro aqui todas as culpas que lhe dei. Não existe mais nenhum segredo que seja apenas nosso e, como consequência disso, nada mais nos une. Parabéns pela sua vida sem mim. Agora é minha hora de, uma vez por todas, atravessar a rua. Do outro lado, tenho certeza, a vista é bem mais bonita. Dá pra ver pelo seu novo sorriso.
Marcadores:
Cartas,
Com o tempo,
Constatações,
Contando casos,
eternal sunshine,
Love,
Passado,
passou,
sinceridades,
Vai dar certo
1 de junho de 2012
Andei me desfazendo de algumas coisas. Algumas crenças. Muitos dos sonhos. Isso tudo sem muita escolha. Depois que o tempo decidi lutar contra a gente, não há muito o que se possa fazer. A gente vai apertando os afazeres em meio à correria do maior vilão, deixando que os espaços sejam preenchidos por realidade. Utopias acabam por requerer esforço demais. A gente acaba se entregando.
Sei que eu disse que não desistiria. Eu achei mesmo que seria capaz. Nunca menti quando disse achar que a gente pode tudo qualquer-coisa-que-quiser. As vezes ainda penso assim, mas são momentos raros. Nos demais, que é quase sempre, tenho que me conformar com o fato de que não posso ser duas e, única que sou, não posso me dar ao luxo de perder tempo imaginando a casa de cerca branca que não cabe mais aos dias atuais. A consequência dos sonhos é o que sou hoje: Traços cansados e fé em muita pouca coisa.
Sei que você vai dizer que essa menina é boba. E talvez seja. Mas sonhar com três filhos correndo pela casa só fez com que as possibilidades, aos poucos, sumissem. E casar aos 22 acabou se adiando. Quem sabe aos 25. Muito provavelmente aos 30. Isso se casar, já que acabou descobrindo que a solidão nem é tão maléfica quanto os outros pregam. Perdeu a conta de quanta vezes a solidão foi necessária e agora já não duvida que acabe se tornando a mais fiel das amigas. Talvez seja essa a melhor das opções, que à essa altura, não são tantas.
Endurecer não me fez mal. Muito pelo contrário. É bom saber o quanto a gente é capaz de suportar. E o caos que as pessoas fizeram por aqui, mais que qualquer coisa, fez muito bem pra mim. É bom saber do que as pessoas são capazes, mesmo que elas sejam sempre capazes de mais. Já não há mais tanta expectativa, o que gera muito menos frustração. Diferente do que dizem, não sou tão diferente do que era antes. Talvez um pouco mais que o que as pessoas julgavam ser possível. Quando por pura obra delas acabei chegando aqui: Um pouco longe de onde eu sonhava chegar, mas bem perto do que chamam realidade. Ser normal, pelo visto, não é tão ruim assim. Talvez eu até me acostume.
20 de março de 2012
8 de fevereiro de 2012
Um muro e dois mundos ao meio.
A gente acabou construindo um muro pelo caminho, dividindo a vida em duas, se afastando por completo. Daqui não vejo nada do que te acontece e nem sei o quanto isso é capaz de me fazer bem ou mal. Talvez te ver feliz aliviasse um pouco do incompleto que ficou, mesmo sabendo que eu queria mesmo era que compartilhassemos da mesma saudade e nostalgia, porque desse lado do muro as coisas andam um pouco complicadas e, você sabe, nessas horas eu bem queria poder te ligar e ouvir você dizer que as coisas ficarão bem, mesmo não sendo verdade.
Enquanto respondo mensagens que não são suas, e correspondo a olhares que não são seus, ainda olho pro relógio quando vai dando nossa hora e penso em dançar com você quando toca nossa música. Não é mais amor, nós bem sabemos. Deve ser a coisa bonita de que falam. O tal do sentimento nobre que fica depois que o amor vai embora e só manda lembranças. Não sei que nome eles dão, mas me faz querer te abraçar quando te encontro pela rua e quase solto um grito dizendo que é mentira quando você me pergunta como estou e eu respondo que vou bem. Acabo sempre disfarçando muito bem.
Quanto será que ainda existe de mim ai do teu lado? O muro consegue resistir, então não deve ser muito. Espero ter me tornado uma lembrança boa ou, quem sabe, uma saudade bonita. Se não for nada disso eu entendo, também guardei mágoa por um tempo, mas passou pra mim e vai passar pra você também. Quem sabe então as noites que dormimos juntos virem um sorriso perdido em meio ao caos dos teus dias. Devo um dia virar memória bonita, sei que sim. Como os dias em que deitamos juntos numa rede e vimos novela, nos beijamos apaixonados, pegamos no sono. Lembro de como você ficava me olhando enquanto eu ria das besteiras na tv, tão concentrado... até cair no riso e dizer que sou muito besta por rir de tudo. Acabávamos sempre rindo juntos e era tão fácil, tão indestrutível, tão sólido quanto esse muro entre você e eu. O muro vai acabar desmoronando, sabemos disso.
Ainda me pergunto como as coisas ficaram como estão hoje. Em que lugar nosso plano deixou de ser nosso e passou a ser só meu? Vivo querendo entender como nos perdemos quando tudo o que queríamos era continuar juntos e não ver a vida passar longe do outro. Qualquer dia desses, quando o muro desabar, talvez a gente olhe pro que temos juntos, traços meus e seus, o que se concretizou de tudo que sonhamos... Quem sabe a gente converse com leveza, como antigamente. Vai ser bom ouvir tua voz sem toda a tensão que vive nos rondando, quando percebo você ponderar cada palavra. Vai ser bom poder falar sem medo e te ver ser o mesmo de antigamente, quando dormir abraçado ao outro era a melhor parte do dia.
Assinar:
Postagens (Atom)














.jpg)


