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7 de agosto de 2014

Stronger than yesterday



Ainda sou boa.
Ainda sou menina.
Mas a armadura agora, perceba, está bem polida.
E o coração, depois de tanto se doar, está pronto para receber.
Eu ainda sei amar, não se engane.
Só que dessa vez comecei por mim.
E desculpa, não sei informar em qual posição da fila você está.
Não. Não entenda mal. Você ainda é o único, mas de alguma forma isso já não é mais tão importante.
E pra me cuidar precisei reposicionar as prioridades.
Se cuida você também. 
Só não te empresto minha força porque ela tem sido a melhor coisa que eu já experimentei.

22 de março de 2013

It's Over.


Gente que mente como quem dá "Bom dia!". Que trai e atrai coisas ruins pras nossas vidas. Gente que não tem emoção, não entende de sentimentos, não valoriza as pessoas que tem ao lado. Gente que não se preocupa em não magoar os outros e pensa apenas no próprio umbigo. Gente baixa, sem qualidades notórias e relevantes, incapazes de fazer melhores as pessoas das quais se aproxima.
Porque diabos insistimos em manter esse tipo de gente nas nossas vidas? Destinamos amor, o sentimento mais nobre e sincero, para quem só merece pena. Desperdiçamos nossos dias preciosos tentando agradar alguém que não se sentirá, de fato, agradado nunca, pois é incapaz de perceber a beleza de atitudes honestas. Continuamos nos doando pra quem não sabe o que isso significa. Pra quem não merece nem o pior que temos dentro de nós mesmos.
É carência? Medo da solidão? Desespero? O que é?
Passo dias inteiros tentando entender e simplesmente não encontro explicação. Usamos do gesto mais banal pra nos agarrar num fio de esperança que nos mantenha de pé e fortes para tolerar todos os outros gestos, que são de puro descaso e falta de sentimento. Continuamos a dar desculpas para nós mesmos, quando o outro é que deveria fazê-lo, mas anda ocupado demais com qualquer outra coisa para perder tempo com ciúmes sempre tidos como exagerados. E entre mentiras mal contadas e atitudes egoístas, vamos suportando até aonde o coração aguenta. As vezes, até além disso.
Mas chega. Já deu! Decreto aqui o fim do amor unilateral. Findo aqui o desperdício dos sentimentos bons. Ponho um ponto final a entrega sem retorno. Já passou da hora de arrancar do livro das nossas vidas páginas rabiscadas por pessoas vazias, sem inspiração, sem valor. Precisamos, mais que nunca, acordar pro mundo lá fora que é gigante e guarda um monte de gente que, como a gente, já cansou de tanto desperdício de amor.
De hoje em diante só pessoas que nos façam melhores. De hoje em diante só gente que entenda do que a gente sente e sinta orgulho de nos ter ao lado, pra amar e cuidar. De hoje em diante é distância dessas pessoas que nos afastam de nós mesmos, do que somos e sonhamos para nós. Ou está ao nosso lado para somar ou se manda da nossa vida, porque não temos espaço para doar pra essa gente que não merece. Não vale à pena desperdiçar o que temos de melhor com quem não tem nada para acrescentar às nossas vidas.
É o fim dos choros na sexta-feira à noite e em todos os outros dias da semana. É o fim da espera pelo celular que nunca toca. É o fim desse medo da solidão. No fundo todos nós sabemos: Antes só que mal acompanhado. E se não servimos para ser motivo de riso fácil aos domingos, não nos serve para estar ao  lado quando for hora de desfrutar das nossas conquistas.
Comece agora mesmo a arrancar da sua vida tudo que não presta e só pare quando não restar mais nada capaz de lhe fazer mal. Só depende da gente. Só depende do nosso amor próprio. Já é hora de começarmos a fazer o que é bom para nós. Um pouco de egoísmo às vezes faz bem. Se valorize, se ame, se respeite. Faça isso por você já que não tem valido à pena todas as coisas incríveis que você tem feito por essa gente.
E acredite: Nada como um dia após o outro. Hoje a gente cai, amanhã aquele que nos derrubou implora por nossa ajuda para se levantar. É o velho lema, ainda e sempre: "Vida que segue!".

18 de agosto de 2012

Da série: Nem vem que não tem!

Na tua vida não tem espaço pra mim e eu nunca fui de me conformar com meio lugar pra ocupar. Sou espaçosa, te disse. Deixei bem claro que te queria inteiro, porque não sei me doar em metades. O embrulho vai completo: papel bonito, laço, dramas e sorrisos. Quero o mesmo em troca, tudo muito justo. Nada morno. Sem meios termos, sem relação meia-boca.

Depois você não entende do que eu tô fugindo. Parece não saber que sentimento raso me dá medo. Amar independente das incertezas, vá lá. Mas amar com prazo de validade não! Me recuso. Não sei lidar com palavras ensaiadas e data marcada pra sentir saudade. Não sei e não quero aprender. Passei tempo demais redecorando meu coração pra deixar que ele seja ocupado por um prazo. Não quero prazos, quero que dure. Desde o beijo ao pós-briga. 


Não sei agir como se seus pedaços fossem bons. Quer dizer, bons eles são, até admito. Mas não são o suficiente. O pedaço de você que sobrou pra me levar num jantar no sábado não vai durar até a manhã do domingo, quando você estará inteiro no futebol. E seu pedaço que saiu comigo na última sexta-feira não será suficiente pra que eu queira ficar até a segunda. É bom, mas é pouco. É pouco demais diante do que eu tenho pra te oferecer ou do quanto me vejo entregue todas as vezes que passo horas procurando uma roupa que evidencie a minha curva que você tanto elogia. Relógio na parede me dizendo claramente que o tempo não vai passar até que você chegue. 


E ao chegar, em meio ao tempo que agora parece correr, você tem sempre ligações demais para atender, mensagens infinitas para responder. Fez boa distribuição dos pedaços, certamente. E eu ainda tento contabilizar os teus sorrisos e descobrir se algum deles é só meu, se há algo em você que me pertença de verdade. Antes que a verdade se torne ainda mais evidente, teu relógio diz que é hora de ir embora. Sempre cedo demais pra que eu me entregue e tarde demais pra que você possa ficar mais um pouco. Estamos em frequências diferentes e o relógio continua sendo nosso maior vilão, embora não o único. 


E tudo em você se torna previsível. Calmaria insuportável. Tédio sem fim. As ligações têm minutos contados e o corpo é morno. Falta fogo no beijo, falta me deixar sem fôlego. O tempo é curto demais e a espera muito longa. Espera nunca compensada. Desculpas esfarrapadas. Tudo bem drama de folhetim das sete. E você secretamente achando que estou ficando muito exigente.


E te ouço reclamar dos passos que dou pra trás, quase acreditando que quer mesmo fazer andar pra frente. Mas é de "quases" que um relacionamento meia-boca se faz. Porque quem quase chega, me deu um bolo. Quem quase me amou, voltou pra ex. E eu quase me apaixonei por você, mas meu quase ainda é muito mais que o que você quase chegou a merecer.

1 de março de 2012

Da espera.


Quando se ouve falar em espera logo vem a tortura. E é torturante mesmo. As horas que não passam, o telefone que não toca, as notícias que não chegam. E você vive pregando aos quatro ventos que é preciso ter calma, que a paciência é libertadora e que o tempo resolve tudo. E resolve mesmo. Mas saber disso não alivia, só piora. Porque como é que pode o tempo passar pra todo mundo e pra você continuar assim, completamente parado? É tudo muito bonito na teoria, mas precisava ser tão difícil na prática? E ouvir que ficar assim não resolve nada, não ajuda, só te faz sentir ainda mais idiota.
E você se culpa por não ter lido sobre essas coisas. Por não ter praticado yoga. Por não conseguir conter a ansiedade. Mas você é só humana e a sua geladeira não foi a única a ser aberta mil vezes nas últimas 24 horas. Claro que você não colocou ou tirou nada de lá, mas que culpa você tem de isso fazer parecer que o tempo passa mais rápido? 
E você não suporta mais olhar o relógio de cinco em cinco minutos quando o espaço entre eles parece uma eternidade. Então você se promete que é a última vez, até quebrar a promessa e, com raiva, notar que as últimas duas horas foram apenas míseros dez minutinhos. E diz, com força e crença, que agora é pra valer. A gente sabe que não será, mas também não há nada que possa ser feito. Essa é a pior das torturas. Pior que isso: é involuntária.
O telefone continua sem vibrar. A mensagem não chega. A campainha não toca. E você, que só queria uma resposta, bem sabe que cada segundo sem novidade é uma resposta evidente de descaso. Cada dia sem atitude é um fato da falta de interesse. Todas essas coisas que as revistas femininas bem explicam, mas que a gente, por burrice ou orgulho, finge não saber. Quando não só sabe, como sente. E dói. Dói a espera, a não resposta, a não verdade. Mas você tá lá, firme na luta. Garota que não sabe nada do equílibrio, mas que acredita que na hora certa o amor chega, o amor volta, o amor vem. E acredita mesmo nisso, mas não consegue entender porque tem de demorar tanto. Seria bem mais fácil sem todo esse drama. E volta a olhar pro relógio, a notar como as horas não passam, a sofrer com o dia que não chega. Quando você nem sabe que dia é. Mas sabe que vai chegar, porque chega pra todo mundo. Ao menos é o que dizem e, fora a agonia da espera, é tudo que você sabe.
E não há nada mesmo que ser esperado. Você nem deveria ter criado expectativas. É isso que as pessoas dizem, é isso que você diz a si mesma. E no fim das contas ainda consegue gostar do frio na barriga. Mesmo que não seja fácil, sabe? Mesmo que a resposta nunca venha e seja esquecida em meio à novas perguntas. Mesmo que a espera não dê em nada e deixe de doer simplesmente porque já doeu demais. Sem nenhum fato impactante, sem nenhuma grande mudança. Quando esperar cansa, porque uma hora isso acontece, e você sente as horas voltarem a passar normalmente. Como que por encanto. Como se a vida estivesse de sacanagem.

16 de novembro de 2011

Modernidade.

Eis o pior status de relacionamento: Solidão à dois. É, eu sei. Ele inexiste nas redes sociais. Até porque, se existisse, ninguém teria coragem pra admitir que o vive. As pessoas adoram fazer propaganda bonita dos seus relacionamentos. E talvez resida nisso o número crescente de relacionamentos que ao invés de navegar em mares bonitos, naufragam e deixam escombros terríveis na superfície.
É quando a companhia já não empolga e a presença já não preenche. Quando conversas não resolvem e abrem espaço para incansáveis brigas. Nessa hora você se vê deitado na cama sozinho contando nos dedos os motivos pra continuar com isso. Depois vai contar os para não continuar e pesar ambos, sabendo que, independente do resultado, você não vai terminar agora, quem sabe se você der só mais essa chance... Afinal, o que seus amigos vão dizer quando virem a mudança de status no facebook? E quem é que vai te buscar na faculdade? Sem contar que você já imagina as pessoas perguntando o motivo do término e a satisfação escondida nos olhos deles ao fazerem esse tipo de pergunta. Não, você não está pronta pra isso.
Opa! Para tudo. Espera um segundo. Cadê a saudade de ficar agarradinho vendo filme em dias de chuva? Cadê a saudade dos segredos trocados ao pé do ouvido enquanto os amigos conversam qualquer coisa numa mesa de bar e nem percebem que vocês estão contando as horas pra fugir de lá? Cadê a saudade de andar de mãos dadas no shopping num sábado à noite em busca do que comer durante a madrugada em que vocês não dormirão pra ficar jogando video-game?
E eis a explicação para a bendita solidão à dois: Já não se constroem relacionamentos como antigamente, quando muito mais valia os segredos à dois que as opiniões dos grupos que cercam um casal de namorados. A cumplicidade deu lugar às redes sociais, onde tudo que se divide são fotos de sorrisos bonitos, que ninguém sabe, mas na mesma noite deram lugar a uma briga feia por motivos que você nem lembra mais. Deve ter sido porque ele falou com aquela menina que ele beijou antes de começar a te namorar ou, quem sabe, porque você ficou bêbada e aproveitou a oportunidade pra dizer a ele o quanto está insatisfeita com o que vivem. Mas também, tudo bem. No dia seguinte nem parece ter acontecido e, que bom que, ninguém ficou sabendo.
Sinto falta de quando as bases dos namoros eram mais sólidas. De quando os namoros não terminavam por ser difícil ficar sem a outra pessoa, e não por ser difícil explicar os motivos do término à quem nem interessa saber. Talvez eu seja mesmo o tal do último romântico, mas se isso se der por eu querer alguém que fique comigo por me achar especial o suficiente pra me querer sempre por perto... Ah, desculpa, vou ser esse cara pra sempre.
No fim das contas estar solteira nem parece tão ruim quando se pensa nas opções, porque antes sozinha e em paz comigo e meus filmes num domingo tedioso, que ao lado de alguém com quem eu só continuo por ter vergonha de admitir que eu fracassei. Me desculpem os fracos, mas não dá pra viver de aparências para sempre e é triste pensar que, nesse andar da carruagem, vocês perdem as oportunidades de viver um amor verdadeiro, baseado em amizade e alheio às opiniões de terceiros.

27 de abril de 2011

O pior do bom moço

Com os olhos cheios de emoção, olhos mesmos que um dia fizeram amor comigo numa esquina dessas da vida, disse-me que passou. Não que estava acabando, não que as coisas mudaram, não que tivesse jeito. Passou! E como quem acha que amor é quase nada me recomendou um band-aid, dizendo que tudo sara e logo nova eu seria. 
Da dor? Da dor o que tem pra ser dito é que foi grande. Não dessas em que não se dorme a noite ou nas quais se perde a fome, mas dessas que preenchem vazio com saudade do que não se teve, dessas que te acordam numa madrugada de terça-feira e repetem baixinho no teu ouvido que tá doendo e não tem jeito e que não importa se você voltar a dormir, quando acordar ela estará ali, ainda maior, esperando pra te lembrar que vai continuar doendo quando tocar uma música de Caetano no rádio e que, só pra te contradizer das coisas lindas que costumas pregar, fará questão de te doer com as lembranças de um final feliz que você não teve.
Mas veja só que graça, ele era um bom moço e fazia amor do bom. Ele tinha uma voz amável e os olhos tinham emoção, tinham sim. Donde se tira emoção pra dizer que passou? Porque olha, tirar emoção da dor dos outros já é então maldade demais. E foi o que ele fez, foi exactamente o que ele fez: Emocionava-se ao me ver ali, chorosa. E não que aquilo fosse dessas emoções penosas, não. A emoção era das boas, dessas que a gente gosta de sentir pra saber que está vivo, dessas que um pouco mais e enchem os olhos d'água. E sem exageros, o moço quase chora. E quase chorando me recomendou um band-aid, vê se pode, como se dor no coração fosse coisa que a gente sopra e passa, como se a minha dor fosse pouco caso, arranhão superficial. Esse moço só podia então estar de brincadeira.
O caso é que não estava, ele falava sério, tão sério quanto em todas as vezes que disse me amar, tão sério quanto em todas as vezes que me quis ao seu lado num cinema aos sábados ou num barzinho dividindo sorrisos. A seriedade do moço continuava a mesma e isso me dilacerava por dentro porque fora essa mesma seriedade que me arrancou suspiros, ou você acha que é fácil não se apaixonar por um cara que te guarda do resto do mundo? Um cara bom moço que te trata bem e tem poder suficiente pra te guardar dos perigos da vida enquanto você nem sabe, mas o maior perigo da vida é ele. Era demais num ser só, era encanto demais pra eu resistir.
E me recomendando um band-aid ele se foi, olhos cheios de emoção e emoção real nenhuma, nenhuma emoção que o fizesse mudar de ideia. Foi embora e não voltou, me deixou todas essas noites agarradas a um celular que não tocou e à espera por uma visita que não veio e nem seu paradeiro eu sei mais, sumiu feito pó. E olha ele é alto, é forte, tem sorriso doce e olhos de emoção. O bom moço te abraça e te guarda como nunca antes outro fora capaz, o bom moço te fala com uma voz doce no ouvido e anda todo prosa de mãos dadas com você na rua e é por isso que te escrevo, te escrevo para que não caias. Te escrevo para que reconheças o bom moço, para que não deixes que ele te engane, que esse olhar de emoção é pura cena de novela barata, que esse abraço que te guarda na verdade te joga num abismo sem fim. Escrevo e descrevo o bom moço para que saibas que o que ele tem pra te oferecer é recomendações de um band-aid, algumas noites de prazer e um coração repleto de buracos no fim de uma história sem final feliz. Então moça que me lê, entendas, de bom moço ele não tem nada, só essa cara deslavada e porte de super homem e umas mãos que te seguram com força e te enlouquecem, mas é tudo ilusão, ele não é bom moço e nem vai te levar pra casa, nem mesmo vai avisar com antecedência, vai dizer que passou pra ele e bom, que passará pra você também, o que é mentira porque pra mim ainda não passou. Corre, foge, não te iludas com esses olhos e te livra do uso do band-aid porque o tenho usado e descobri ainda mais, vejam que bom moço mentiroso, band-aid até tapa, mas não sara nada.

23 de dezembro de 2010

Idéia sem fatos.

Caí em você! Era aquele porto seguro, uma luz no fim do túnel, era o que eu sonhei!
De repente me faltou o chão. Foram meus pés? Cadê o fundo? Eu não imaginava, pensei que fugiríamos do óbvio, mas não! Sou eu, estou aqui e você? Você eu não sei por onde andou.
Eu te dei um sonho, lembra? Um sonho desses lindos, que a gente quer sonhar dormindo, mas só acordados é que podemos construir.
Você não era assim, esse não é você! Mas pára, espera, será que fui eu que sonhei demais com o que você poderia ser? Eu mudei. Nota! Repara no jeans escuro que eu deixei de usar. Minha music player, repara, só tem o que você curte escutar. Será que foi erro meu? Era pra ser perfeito e foi por isso que eu resolvi abandonar, pra te caber no meu sorriso que você dizia que o tempo ia mudar.
Sem querer te tornei inconstante, diferente do mundo que você fez de tudo pra mudar.
Então não conta, não há números que possam somar. Apenas volta e espera que na hora certa as palavras doloridas que eu li se tornarão feridas fáceis de cicatrizar.
Eu te perdoo, eu te amo. Talvez eu até esteja errada, mas esse é o tipo de coisa que faz algo em mim gritar alto: "O tempo não vai mudar".