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5 de agosto de 2014

Um carnaval de nós.


Reencontrar você é festa. Te olhar nos olhos e ganhar o mundo. Todo o seu mundo que ainda não conheço, mas quero desvendar cada um dos lugares e curvas e medos. Desvendar você inteiro e, ao mesmo tempo, te ver sempre surpresa, a estrada que eu nunca percorri e na qual quero continuar caminhando para sempre.

Você que me ganhou desde o primeiro momento. Foi olhar e te querer, perder o juízo, enlouquecer. No mesmo instante eu soube que tinha de ser sua e você já era meu, mesmo sem saber. Foi saber logo depois - nossos lábios se encontrando. Tenho certeza que você também sentiu. Era carnaval fora e dentro de nós. Viria a ser festa o ano inteiro. Carnaval de nós todos os dias.

E todo tempo é pouco. Toda hora é hora. Você e eu somos o encaixe perfeito e, ainda assim, tudo em você me transborda. Sentimentos, corpo e alma. Teu silêncio que eu decifro, meus carinhos dos quais você precisa. E essa nossa mágica de fazer sumir toda e qualquer distância, provando ao mundo que estar perto não é físico. Você é o que há de mais forte aqui dentro, o mais perto de alguém que eu já consegui chegar sem ter medo do perigo.

Meu coração canta pra você todas as canções de amor e mais mil clichês. O amor é mesmo brega! E intenso, doce, louco... óbvio como meu sorriso ao ouvir tua voz. E entendo todas as vezes que você acha graça das loucuras que eu falo, de como não me controlo e do ciúme tolo que eu sinto. E é adorável como você me entende, como compartilha desse encanto que, para nós, tem gosto único. Somos sim feitos um pro outro, de uma forma que só nós entendemos.

Quero você de novo e de novo e pra sempre. Quero seu cheiro, seu colo, seus beijos e nós dois agarrados numa rede pequena com pernas entrelaças e braços que se agarram. Quero todos os seus defeitos e cada uma das suas qualidades, você por inteiro que me conquista sem nem perceber. Quero cada parte bonita do que já construímos e mais, sem máscaras, mas com bastante confete. E música alegre. E avenidas lotadas... de nós, de sonhos, de amor e muito mais!

9 de maio de 2013

Felicidade é você aqui.


Saudade já tem teu nome e endereço. Pela cidade, nos cômodos da casa, em lugares que ainda não fui...  Lembranças nossas colorem meu dia e tornam tudo mais suportável.
Penso no que ainda não vivemos e a única certeza que tenho é a de que ainda é cedo. Muito cedo. Nosso amor é novo e tem tanto ainda pela frente. Como o jantar que eu ainda não preparei e que certamente não será o melhor que você já provou, considerando o quanto sou desastrada. Mas é ainda mais certo que você dirá que ficou uma delícia só por saber que fiz com o que tenho de melhor: meu imenso amor por ti.
Lembro do seu sorriso e imediatamente sorrio junto, boba. Como sou apaixonada por teu sorriso, pela paz que ele me passa! E então imagino você dançando de um jeito que só você sabe - é o suficiente para as próximas horas não machucarem tanto. É o suficiente para querer dançar com você a noite inteira e pelo resto da vida. Nossos corpos e sorrisos juntos num mesmo ritmo, como jamais deveria deixar de ser.
Será que existe em algum lugar no mundo alguém que sinta isso que eu estou sentido? Porque amar você parece tão único. Parece a primeira vez. Parece pra sempre. E eu cruzo os dedos e peço aos céus pra que seja. Eu e você pra sempre.
Já conto as horas pra te ver de novo. Já quero pra ontem dormir agarrada a você e dizer baixinho no teu ouvido o quanto eu te amo. Já quero a pele arrepiada pelo teu toque e teu cabelo bagunçado pelo carinho das minhas mãos. Já quero eu e você até amanhecer, como se o resto do mundo não existisse e nós pudéssemos tudo, porque quando juntos a gente realmente pode. A gente realmente consegue ir bem além do que se imagina ser possível.
Não existe nada que se compare ao que eu guardo para você dentro de mim. Não há festa mais linda que a que acontece aqui dentro quando meus olhos encontram os teus, quando nossos lábios se tocam e outra vez é o melhor beijo do mundo. Não existe nada que explique a sensação de amar você. E nem em mil anos haverá outro amor assim. E nem em três vidas será possível esquecer. Alguma coisa me faz ter certeza que o mundo, os astros, os Deuses... A vida torce por nós dois e assisti na primeira fila cada um dos nossos reencontros, porque eles sempre emocionam e deixam aquele sabor bom de quero mais.
Espero que as horas corram e os ventos soprem à favor para que não demore. Espero que a vida seja generosa e nos permita cada vez mais noites de nós dois, cada vez mais nossos abraços e minha paixão por teus sinais. Não há nada que possa dizer o contrário: meu melhor beijo, os carinhos mais doces, os sonhos mais bonitos... é tudo teu. E será assim sempre. E renascerá pra ser maior todas as vezes em que a saudade deixa de ser vilã e se faz nossa maior aliada. 
E então acordar várias vezes durante a noite esperando que o sonho seja real e você esteja aqui, será apenas uma lembrança para fazer ainda mais especiais todas as vezes em que estivermos juntos... Todas as vezes em que for o melhor momento das nossas vidas.

5 de abril de 2013

Ao amor tranquilo.


Eu precisava te escrever. Depois de ontem eu realmente precisava te escrever. Depois de tanto tempo eu tinha que te escrever. E dizer que foi bom, que foi incrível. Que foi exatamente como sempre costumava ser: a melhor hora do dia. Meu coração ainda pula aqui dentro de tanta felicidade.
Você continua sendo meu porto seguro. Como é bom falar quando é com você. Como os problemas e as dores parecem pequenas quando dividas com você. Como o mundo parece um lugar melhor quando você me abraça e a gente, outra vez, volta a ser a base um do outro. Dava pra passar o resto da vida sentada naquela mesa, te olhando nos olhos, ouvindo você falar da vida. Nem lembro a última vez que me senti tão aliviada ao conversar com alguém. Nem lembro a última vez que alguém me disse tão bem exatamente as coisas que eu precisava ouvir. Você continua a pessoa incrível por quem eu me apaixonei, o mesmo que vou amar por ainda toda a vida. Um amor diferente de tudo que já se viu.
Obrigada por continuar sendo meu grande amigo. Obrigada pela paciência de ainda e sempre. Obrigada pelo cuidado ao escolher as palavras. Obrigada por me lembrar do quanto eu mereço ser feliz. Nem tenho palavras pra te agradecer... Nem tenho como explicar como é bom ter alguém que me conhece como ninguém e, ainda assim, me aceita e me ama.
Nosso amor, que já não é o mesmo, continua sendo lindo. O carinho só cresceu, o respeito só aumentou, a confiança só se fez maior. Sem todo aquele desejo e urgência, tudo parece tão mais bonito, não é? Mesmo sem paixão e loucura, nós ainda somos melhores juntos. Vou ser eternamente grata a mim mesma por ter feito exatamente o que deveria ter feito com o que sentia por você: guardado! Vi a paixão virar sentimento bom, nutrido pelas lembranças maravilhosas e pela saudade sempre presente. É bom te amar de um jeito saudável agora e perceber que com você aconteceu o mesmo. Preciso te agradecer por isso também.
Sei que você vai ler isso, cedo ou tarde, porque a cumplicidade continua a mesma. E só queria que você soubesse que os sonhos mudaram de rumo, mas tenho certeza que vai ser eternamente assim, nossos caminhos se cruzando pela estrada, pra que um lembre ao outro do que ele tem de melhor. As outras pessoas jamais entenderiam, o mundo jamais acharia normal, mas a gente sabe que do nosso amor a gente é quem sabe, e isso basta.
Vou torcer por você sempre. De longe estarei pertinho, desejando sempre o melhor. Quando a barra pesar por aqui outra vez eu ligo. E você sabe que pode sempre fazer o mesmo. Amor de verdade é isso: Saber a hora de deixar o outro seguir em frente, mesmo que isso doa. Obrigada por tanta generosidade e compreensão. Você é o ser mais lindo que já conheci nessa vida e, pelo visto, vai ser sempre assim.
Te amo, ainda e sempre. Obrigada por ser quem você é e, de quebra, não me deixar esquecer quem eu sou, o que mereço e aonde posso chegar!

7 de janeiro de 2013

Carta ao futuro!


Tem passado que volta tão bonito de se ver que merece realmente ser chamado de presente. Uma segunda chance pro que numa primeira tentativa não deu muito certo. Não por erros imperdoáveis ou mágoas sem tamanho. Simplesmente naquele determinado momento não era a hora certa. Como talvez ainda não seja essa, mas se tratando da gente vale muito à pena tentar!
Reconhecer seu sorriso, sua voz, seus gestos. Voltar a caber no teu abraço, nos teus sonhos, no teu mundo. E agora sem toda a pressa da adolescência. Sem todo aquele medo de estar perdendo todo o resto... A gente só tem mesmo é a ganhar. E é bom demais perceber que estamos fazendo por merecer.
Você é quase o mesmo, com um jeito encantador e a forma de me tratar como se eu fosse a única no mundo. Sempre soube que perdia muito ao te deixar partir. E só o fiz por saber que, naquele momento, você merecia mais que o que eu tinha pra oferecer. Era injusto receber tanto e não saber o que fazer com o pouco que eu tinha pra dar... Jogava sobre você esperando que você fosse capaz de entender minha falta de jeito e de todo o resto. E você sempre o fazia, com olhos que esperavam por mais, mas felizes com o que recebiam. Todo um jeito bom de lidar comigo que ninguém mais no mundo jamais teve.
Você é incrível, sabia? Sempre, todos os dias dos últimos anos, pensei assim de você. E inúmeras, milhares de vezes, me senti tão burra por te perder. Hoje eu vejo o quanto foi bom não ter sido egoísta. Vou ser eternamente grata por essa segunda chance nos dada pela vida.
Cada uma das vezes que penso em você me vem um riso fácil. E nadinha no mundo consegue diminuir a admiração que eu tenho por ti. Dessa vez vou fazer tudo certo, prometo! E todos os últimos dias separados não são nem o começo do tempo que ainda temos pra ser felizes juntos. Te amo, ainda e sempre!

29 de outubro de 2012

Saudade dos tempos de bolha.



Um dia grudado e no outro, distante demais. É tanta gente que fica pelo caminho. É tanto "E aí, como vai?" sem graça que um dia já foi abraço apertado e troca de segredos. A vida leva muito da gente e nos traz coisas maravilhosas também.
Tem perda difícil de aceitar. Tem amor difícil de morrer. Tem história que só teria final feliz se não tivesse fim. E a gente, mesmo sem entender, vai seguindo em frente porque é o que dizem que tem que ser feito, porque diz o ditado que "as coisas são como têm de ser".
O que resta é torcer para que ao longo do caminho as pessoas tenham ficado com lembranças boas à nosso respeito. Que tenhamos conseguido ser o que elas esperavam, o que somos de verdade, o melhor de nós. E nos convencermos de que o que foi, já era! Mas o melhor ainda está por vir, está exatamente no que não conhecemos ou tivemos ainda. Está em quem insistiu em ficar, em quem não se perdeu. O melhor está no verdadeiro e o verdadeiro dura para além dos finais, para além da saudade que a distância costuma causar. Para além da dor da ausência.
Que o que temos em nós seja verdadeiro. Que não nos percamos ao perder alguém. Que nos façamos fortes quando tudo nos levar ao contrário. Que as ausências sejam preenchidas com presenças verdadeiras, duradouras, essenciais. Que o "breve" só seja assim porque todo o tempo do mundo parece pouco quando estamos felizes. Que o felizes para sempre se faça real. E que nem mesmo a distância apague o amor, para sabermos assim que ele é verdadeiro.

26 de junho de 2012

♥


Eu perdi tanto tempo procurando certezas que quase não me dou conta do quanto arriscar poderia fazer bem. Não há certeza pronta, acabei aprendendo. Qualquer coisa que venha a ser sólida, teve de ser só plano em algum momento. Demorei demais pra entender a coisa mais simples: Pra chegar a ter certeza, tem que ter, antes de tudo,  entrega.
Endureci tanto que me fechei para as possibilidades. Sempre tentando perceber além do que os olhos conseguiam ver. Um medo imenso de fazer a escolha errada, então me mantive sem fazer escolha alguma. Simplesmente alheia às tentativas. Não tentei nada, à não ser me manter distante de qualquer coisa que desencadeasse algum desequilíbrio. Fiz tudo errado.

Desequilíbrio as vezes é bom. Diria muito bom! O frio na barriga durante a espera pela ligação, sabe? Passei tempo demais olhando pro celular com desprezo e dois dedos de raiva de mim mesma. Sempre me perguntando porque insistia em passar meu número se nunca queria realmente atender as ligações. E agora, depois de meses de apatia, que saudade de olhar pro celular com olhos de quem faz uma prece silenciosa de "Toque, por favor. E que seja ele, que seja ele!".

Meti na minha cabeça que simplesmente adivinharia quando fosse a pessoa certa. Me enganei feio, admito. E me pergunto hoje quantas pessoas 'certas' deixei passar por simplesmente não suar frio ao dar o primeiro beijo. Como se alguma vez na vida os amores dramáticas tivessem dado certo pra mim!
No fim das contas acabo admitindo que inventei essa desculpa pra fechar todas as portas e não me sentir culpada por isso.

Mas agora já era. Tô nem aí. Me lixando! Que eu quebre a cara uma vez mais... Quem sabe até dez. Quero é me sentir viva outra vez. Quero me ver vivendo sem medo, sem essa preocupação boba sobre o que pode, ou não, dar certo. Tenho que reaprender o que é construir desejos e entrega. Tenho que desejar alguém no dia seguinte e me entregar todas as vezes que for beijada. Tenho que voltar a ser eu mesma. Com ligações, carinhos, mimos e nhem nhem nhem's que sempre foram a minha cara e eu fiz questão de deixar guardados numa gaveta por achar que não era mais hora de ser eu. Tô com saudade de mim. Da minha vontade de viver. Do meu jeito impulsivo de tornar tudo mais bonito. Do "SIM" sempre pronto. De fazer ser pra mim. Não lembro do momento em que decidi mudar, mas queria muito poder voltar no tempo.

Quero paixões fáceis outra vez. Todo o drama das mensagens sem respostas. Que saudade gigante de ouvir uma música e associar imediatamente a alguém, me perguntando se essa pessoa também pensa em mim. No fim das contas é esse o meu equilíbrio. É essa a minha forma de ser certa e inteira. E me quero de volta, de um jeito ou de outro. Com todos os exageros e chantagens emocionais. Com os mesmos olhos de esperança e sorriso de quem não quer mais perder tempo. É hora de me reencontrar. E então, quem sabe, encontrar alguém.

10 de abril de 2012

Saudade.

Senti uma saudade súbita daquela vez em que você me ligou perguntando sobre a vida. Não sobre a minha vida. Mas sobre a vida em geral. Achei bonita a forma como você falou dos medos que vinha sentindo. De como, vez ou outra, queria compartilhar uns impulsos comigo. Me senti especial e percebi que você já virara gente grande. Queria ter dito que você fez minha vida mais bonita todo o tempo em que esteve comigo.
Tenho vontade de poder voltar pra época em que brincávamos com as palavras. Deitados sob as estrelas artificiais coladas no teto do meu quarto. Falando em rimas, repassando sentimentos, criando histórias. Aqueles eram como os momentos em que vemos nos filmes, onde as cenas passam em redemoinhos e com uma música bonita como trilha sonora. Sempre lembro como se fosse um ensaio para o que ainda viveremos juntos. Como se algo grande, ainda maior que o passado, estivesse nos esperando.
Sei que você tinha medo do que nos guardava o futuro. Lembro de como você pedia para não fazermos planos, com medo de que a vida propositalmente nos contrariasse. E sempre que eu marcava algo para a próxima semana você rezava baixinho para que ainda estivéssemos juntos quando a próxima semana chegasse. Você achava que eu nunca havia percebido, mas a verdade é que eu acabava rezando junto. No fundo sempre achei que era o melhor a fazer e admirava você por isso.
Desculpa essa minha mania de pedir pra sonhar com você antes de dormir. Sei que você deve se sentir culpado quando não consigo, e eu acabo me sentindo culpada por isso. É só que eu tenho medo de esquecer do seu rosto. Tenho medo que o tempo leve a lembranças dos teus traços mais secretos, que só eu tive a sorte de conhecer. Admito que sou sim um tanto egoísta, mas perder também nossas memórias seria como arrancar o que de mais rico me ficou de nós dois.
Espero que você entenda quando não consigo seguir em frente. Espero que esteja vendo o quanto tenho tentado ser forte e dado o melhor de mim. Espero que não fique triste quando acabo chorando escondida. Entenda que você faria o mesmo se eu o deixasse para não voltar nunca mais. Mesmo sabendo que por escolha você jamais teria me deixado sozinha dando conta de correr com minha próprias pernas, tão tortas quanto os caminhos que costumo escolher para seguir. Você adorava mostrar o quanto sabia que caminho seria melhor seguir e como você fazia questão de segui-lo comigo. Sei que não foi culpa sua. Sei que não há nada que pudéssemos fazer para evitar. Mas sei também que é ruim demais não poder ligar para você quando as coisas não dão certo. E sua voz na secretária eletrônica já cansou de repetir para mim que você não pode atender no momento. Sinto uma raiva enorme quando você diz pra eu ligar mais tarde, quando sabe que ainda não poderá me atender. Com certeza ela deve estar lotada de gravações da minha voz chorando enquanto digo que você tem que voltar. Enquanto tento me convencer de que você vai me ouvir e acabar voltando.
Não sei como são as coisas no lugar onde você está agora, mas espero que seja tão bonito quanto os momentos em que você me fez feliz. Queria poder encontrar com você o mais rápido possível e sei que você vai ficar triste ao me ouvir dizer isso, mas eu continuo sem conseguir mentir pra você. Não sei bem no que acreditar diante de tantas filosofias, mas se tem algo de que tenho certeza é de que, esteja onde estiver, você está esperando por mim, da forma paciente que sempre o fez e com aquele sorriso contrariado que virá seguido de um sonoro "Amor, porque você sempre me faz esperar?". Sei que o abraço será o mesmo e o amor, depois de tanta saudade, será ainda maior.

27 de fevereiro de 2012

Dia 6: Uma foto que te dá saudade.


Setembro 2009. Sempre (todas-as-vezes) que eu olhar essa foto vou sentir uma vontade IMENSA de voltar no tempo. Época boa, saudosa. Tudo começava a se acertar, nós duas tão unidas quanto nunca e sempre ajudando a outra da forma que podia. Momentos incríveis. O melhor segundo semestre de toda a vida. Como seria bom poder voltar no tempo...

8 de fevereiro de 2012

Um muro e dois mundos ao meio.


A gente acabou construindo um muro pelo caminho, dividindo a vida em duas, se afastando por completo. Daqui não vejo nada do que te acontece e nem sei o quanto isso é capaz de me fazer bem ou mal. Talvez te ver feliz aliviasse um pouco do incompleto que ficou, mesmo sabendo que eu queria mesmo era que compartilhassemos da mesma saudade e nostalgia, porque desse lado do muro as coisas andam um pouco complicadas e, você sabe, nessas horas eu bem queria poder te ligar e ouvir você dizer que as coisas ficarão bem, mesmo não sendo verdade.
Enquanto respondo mensagens que não são suas, e correspondo a olhares que não são seus, ainda olho pro relógio quando vai dando nossa hora e penso em dançar com você quando toca nossa música. Não é mais amor, nós bem  sabemos. Deve ser a coisa bonita de que falam. O tal do sentimento nobre que fica depois que o amor vai embora e só manda lembranças. Não sei que nome eles dão, mas me faz querer te abraçar quando te encontro pela rua e quase solto um grito dizendo que é mentira quando você me pergunta como estou e eu respondo que vou bem. Acabo sempre disfarçando muito bem.
Quanto será que ainda existe de mim ai do teu lado? O muro consegue resistir, então não deve ser muito. Espero ter me tornado uma lembrança boa ou, quem sabe, uma saudade bonita. Se não for nada disso eu entendo, também guardei mágoa por um tempo, mas passou pra mim e vai passar pra você também. Quem sabe então as noites que dormimos juntos virem um sorriso perdido em meio ao caos dos teus dias. Devo um dia virar memória bonita, sei que sim. Como os dias em que deitamos juntos numa rede e vimos novela, nos beijamos apaixonados, pegamos no sono. Lembro de como você ficava me olhando enquanto eu ria das besteiras na tv, tão concentrado... até cair no riso e dizer que sou muito besta por rir de tudo. Acabávamos sempre rindo juntos e era tão fácil, tão indestrutível, tão sólido quanto esse muro entre você e eu. O muro vai acabar desmoronando, sabemos disso.
Ainda me pergunto como as coisas ficaram como estão hoje. Em que lugar nosso plano deixou de ser nosso e passou a ser só meu? Vivo querendo entender como nos perdemos quando tudo o que queríamos era continuar juntos e não ver a vida passar longe do outro. Qualquer dia desses, quando o muro desabar, talvez a gente olhe pro que temos juntos, traços meus e seus, o que se concretizou de tudo que sonhamos... Quem sabe a gente converse com leveza, como antigamente. Vai ser bom ouvir tua voz sem toda a tensão que vive nos rondando, quando percebo você ponderar cada palavra. Vai ser bom poder falar sem medo e te ver ser o mesmo de antigamente, quando dormir abraçado ao outro era a melhor parte do dia.

21 de outubro de 2011

Cartas. Segredos.

Sobre a saudade eu sei. E sei também do tempo que passou, cada minuto incontável e, por vezes, tão demorados. Sei das cartas que não chegaram e também de todas que escrevi, mas não mandei. Sei de algumas coisas que te aconteceram e de quase nada sobre mim. Algumas coisas não mudaram. Outras se perderam sem que algo pudesse ser feito.
Às vezes quase te ligo durante a noite, mas desisto porque sei que você falaria impaciente de um jeito que eu sempre detestei. Às vezes penso em ver você, mas ainda não sei o que te diria e então deixo pra lá. Venho deixando para lá todos os dias. Adiando qualquer coisa que eu não sei o quê, mas que certamente não faria diferença alguma.
Nossa foto empoeirada guarda sorrisos tão verdadeiros. Tem qualquer coisa bonita nisso que eu ainda não sei descrever, mas quando souber te enviarei uma carta contando, pra você ler num domingo e pensar que nem sou de todo mal assim. Sou bem do bem na verdade. Talvez você não tenha percebido e eu bem admito que só descobri isso depois que você se foi. Mas, de qualquer forma, ainda solto palavrões quando bato com o joelho no canto da cama ou de alguma cadeira por ai. Nada tão imperdoável quanto às coisas que eu fazia antes. Você pode não acreditar, mas deixei de precisar pedir desculpas com tanta frequência. Deve ser porque não tenho mais com quem brigar pra decidir quem apagará a luz.
Sei de tudo o que você detestava em mim. E mudei. Sério. Melhorei em quase tudo. Só continuo tão ou mais exagerada quanto antes, mas também quem garante que não era isso que desencadeava todo o resto? Acho que eu nunca vou saber. Pra falar a verdade, nem me interessa. Na maior parte do tempo estou mais preocupada em ler ou assistir qualquer coisa que ficar me policiando pra ser alguém melhor. Ser alguém melhor tem de ser algo natural. É o que eu acho. Mas eu também acho que você não deveria ter ido embora, então o que eu acho não deve contar muito.
No fim das contas o que eu queria era que você recebesse essa carta. Eu não vou mandá-la, a gente sabe disso. Mas eu realmente queria que você lesse qualquer uma das milhões de cartas que escrevi pra você. Não para que me mandasse uma resposta. Eu sei que você não o faria. Era só pra eu saber que você não me esqueceu. Era só pra eu saber que mesmo não fazendo falta, você continua sabendo que eu existo. Sabendo que esse sentimento existe. E ele é lindo. E verdadeiro.
Era só pra você saber que quando chove é em você que eu penso. E quando faz sol eu quero ter você comigo. Se o tempo passa eu só o sei por que conto o tempo em que não tenho você. E tem alguma coisa no teu sorriso que não me deixa te tirar da cabeça. Mas isso não é coisa que dá pra escolher. E também se pudesse eu nem sei se faria. Porque não dói, sabe? Nem mesmo por um segundo. É  bonito demais pra doer. É grande demais sentir alguém assim, independente de tempo. É mágico demais, pra alguém simplesmente me pedir pra deixar de te amar. Eu não vou. Pra lugar nenhum. Vou ficar aqui e continuar escrevendo. Vou sonhar todos os dias, sem esperar por nada. E não importa que digam que é errado. Tem tanta coisa errada no mundo que ninguém se importa em mudar. Sentimento bonito assim só pode é fazer bem. A gente sabe disso. Em cada riso dado, em cada momento juntos, em cada sonho realizado. A gente sabe disso. E só de saber que dividimos esse segredo, já sou feliz. Sem garantia nenhuma, mas com toda a esperança que só o amor é capaz de não deixar morrer.

9 de setembro de 2011

Ser tudo outra vez.

Do nosso dia que se aproxima, da nossa intimidade que se perdeu, dos nossos beijos sempre tão apaixonados. A malinha anda meio lotada de saudades, sabe? E dentre todas as coisas que eu queria de volta, nada se compara aos seus olhos nos meus, pouco antes de nos abraçarmos como se fosse durar para sempre. É difícil isso de abandonar o barco quando você não quer que ele naufrague, mas acho que, mesmo com todos os meus inúmeros erros, eu dei o melhor de mim. Você também. Por isso a saudade, toda a nostalgia. Tudo que fomos nunca mais seremos outra vez, e é certo que ninguém voltará a nos causar a mágica que descobrimos juntos e redescobrimos diariamente, todas as manhãs, ao ouvir a voz um do outro.
Não sei das coisas que conhecerei um dia, nem dos lugares que você descobrirá sem mim, mas tenho certeza que de todos os sentimentos que ainda serão vividos, nada será tão lindo quanto o que você me fez sentir e eu não poderia deixar de te agradecer por isso e, claro, por ter me feito feliz. Acho que não voltarei a tocar teus lábios, mas sempre, sempre mesmo, vou levar comigo o seu sorriso.

23 de agosto de 2011

De loucura pra viver.



Sei que deve ser uma boa companhia, deve te fazer sorrir, deve te dar carinho e trazer toda aquela calmaria que a antiga e tempestuosa presença não te deixava alcançar. Sei que você deve se sentir sortudo, sei que isso é exatamente o que você esperava. E ainda assim, veja como é a vida, você não está feliz. E não está feliz exatamente por falta de desequilíbrio. E sabe disso, mas não admiti.
A vida é como você esperava: carro, emprego, namorada. Tudo vai indo exatamente como você sempre quis: pura calmaria, na mais santa paz. E veja que contraditório: Você não está feliz porque, que loucura, anda tudo muito equilibrado, equilibrado e sem graça. Quando é pra dormir você dorme, quando é pra acordar você acorda. Hora marcada no médico e você não tem porque se atrasar. Você tem até ido à igreja, porque mesmo com carro, emprego e namorada, olha que louco!, ainda te sobra tempo nos finais de semana.
Nem uma rapidinha antes de correr pro emprego, você já não chega mais atrasado. Nenhuma briga durante a semana bem na hora do almoço, você já consegue almoçar na mais santa paz, sem celular tocando, sem estômago embrulhando de raiva, sem vontade de sair correndo pra pedir desculpas. Você almoça e até sobra tempo pra tirar um cochilo, porque é o que resta nessa vida que beira ao tédio.
E você procura uma resposta, você tenta encontrar um sentindo. É como você queria que fosse, mas não te faz feliz. Falta algo, falta o fogo, falta a movimentação. Falta exatamente aquilo que sobrava, aquilo que entupia, aquilo que parecia sufocar: Falta a desequilibrada. É isso, pimba! Falta a menina louca que ligava pra brigar por qualquer besteira, a mesma maluca que chegava de surpresa na sua casa e te levava pra um canto, te arrancava do equilíbrio do teu mundo. Falta a menina que chorava no seu lugar, falta a menina que gritava por vocês dois e tantas outras vezes, ficava em silêncio, muda, por não saber se explicar, enquanto você a olhava e não entendia porque continuava ali, quando bem sabia quão diferente vocês eram, quando parecia loucura continuar amando alguém que mais parecia uma bomba relógio preste a explodir.
E agora vem essa falta dela. Logo agora que você criou coragem e seguiu em frente, logo agora que você já quase se dá por satisfeito. Nada te satisfaz, tem te faltado algo, tem te faltado a mágica. Você sente saudades de pedir desculpas, das ligações na madruga, das imperfeições do dia-a-dia, das horas que não sobravam. Você nem podia imaginar, mas ela te completava, agora já sabe: Sem ela não tem graça, fica meio sem cor, fica nostalgia. Você vai acordar todos os dias e na cama vai tentar se convencer de que esse vazio é loucura, de que você não tem porque se sentir assim. Mas tem, exatamente por não ter o que te falta, por ter perdido a desleixada que te fazia rir da piada mais sem graça. E você já não consegue explicar mais nada, já não consegue entender também. E depois começa a se perguntar se ela também tem sentido sua falta, será que sem você ela tem ido bem? E vai continuar levando essa vida parada, até criar coragem pra admitir ser o que você realmente é: A outra metade do desequilíbrio, alguém que precisa da loucura pra viver.
Você vai acordar mais esperto, levantar da cama e faltar ao trabalho, errar o caminho e bater num antigo endereço. Daqui a pouco você não falará coisa com coisa, mas dirá o necessário, cometerá um pecado, se sentirá realizado. Daqui a pouco você voltará a ser desequilíbrio e pensará que nada mais consegue te fazer tão feliz.

16 de maio de 2011

Uma amiga chamada Saudade


Como é boa essa saudade que não dói. Uma saudade que traz junto o carinho, o respeito, a compreensão. Uma saudade que não sufoca, não grita, não agride. Saudade que não te faz querer voltar no tempo, mas lembra o quanto foi bom ter vivido tudo, até mesmo os arranhões que vez ou outra ainda coçam. 
É quando toca uma música no rádio, música que um dia fora nossa e hoje deve ser de tantos outros casais por aí que certamente vingarão a letra ou, como nós, acabarão por se perder. É quando reaparece uma foto antiga, no meio de caixas com coisas que não são mais usadas, mas que um dia foram essenciais. É quando alguém conta sobre o aniversário de namoro e você lembra das grandes comemorações, o quanto costumavam ser felizes e hoje, datas perdidas, passam despercidas, sem uma necessidade de algo que preencha o espaço, porque quase imperceptivelmente todos os espaços já foram preenchidos.
É bom sentir essa saudade, faz pensar que valeu à pena embora muitas vezes você tenha duvidado disso. Faz ter certeza que as coisas acontecem mesmo quando têem de acontecer, não por acaso, mas por predestinação. E não importa que a gente corra, que a gente lute, que a gente não entenda, algumas coisas simplesmente passam e o máximo que fica é mesmo essa saudade, que não quer nada de volta, mas admite que foi muito bom um dia ter tido, desde o companheirismo às brigas, que pareciam sem fim. Terminaram, como todo o resto, como tudo que um dia a gente pensa que não vai terminar por doer, por ser bom, por querer mais ou por não querer.
E aí vem o presente, que não poderia ter outro nome, com tantas coisas novas e sublimes que te fazem não querer repetir os erros, que te fazem se perguntar porque você não queria que passasse, porque você lutou tanto pra que o presente não se chegasse, quando ele sempre chega, trazendo irreversivelmente na bagagem o que se passou. Passou! E diariamente rever, diariamente pedir de volta, diariamente lutar não vai fazer com que não tenha passado e é só quando, depois de abandonar a birra, você se dá conta disso que a saudade deixa de ser vilã e passa a ser uma amiga, que te aconselha calada, que te abraça quando faz frio e que te faz pensar que foi exatamente como tinha de ter sido e que nem você mesma, protagonista da história, poderia ter escrito "fim" em melhor hora.
Quando dizem que é preciso sacudir a poeira, não mentem. Quando dizem que sempre chega a hora de mudar o disco, não mentem. Até boas canções, vez outra regravadas ou postas para tocar, deixam de causar o que causavam num primeiro momento, porque acostuma-se, adapta-se, supera-se. Superação é tudo. Superação é ver a saudade e deixar que ela entre por saber que agora ela não mais incomoda e sim, da forma mais doce do mundo, te faz ver que você também viveu coisas boas, como tantas outras histórias que você escuta e quer viver, como muitos sonhos que você ainda nem sabe, mas vai realizar um dia e quando deixarem de ser sonho, seja porque motivo for, um dia serão saudade.

10 de março de 2011

Então na volta...

Quero ouvir tua voz só mais um pouco, a mesma voz de sempre, trazendo a paz que eu preciso. Estamos bem, longe! Estamos levando vidas que diferem e sonhos que estando distantes não podemos realizar. Tem uns segredos que você precisa saber e alguns lugares meus que logo serão nossos, você vai gostar. O mar tem estado calmo na tua ausência e o sol tem demorado pra nascer. Quero conseguir ler teus olhos porque é bem provável que as palavras não sejam ditas, pelo menos nenhuma que tenha real sentido. Cante alguma coisa, uma das nossas músicas ou algo que você queira me dizer, algo que me faça compreender sua saudade, eu vou saber decifrar tuas verdade que não devem ser ditas.
Todo meu amor eterno continua o mesmo e tem durado eternamente como o prometido. Você tem feito falta, teu corpo tem faltado à minha alma e algo me diz que desse lado aí também tem muita saudade que precisa ser curada. Quero ouvir das novas manias, conhecer os novos sabores e realizar nossos novos velhos sonhos. Quero dormir ao teu lado numa cama pequena, sentir o gosto do teu corpo e ver sorrir minha alma com tua presença. Nada de barulhos ou cobranças ou medos, eu e você numa cama pequena longe da vida real e perto do nosso céu. Tantas coisas loucas vão rolar e besteiras para serem feitas, algum sentido que só a gente consegue encontrar nessa história de vários trezentos e sessenta e cinco dias.
Vou pintar teu nome com letras bonitas em qualquer canto pra olhar e ver memória, ver coisa doce, ver vida e querer viver. A liberdade vai ser tanta... o vento cantando pra nós e o abraço nos guardando do perigo do mundo. Vai ser bonito e verdadeiro, vai ser intenso como sempre foi e vai continuar sendo eterno. Serão cores novas, palavras cantadas, serão versos curtos e bonitos. Será tanta paz, será tanto amor, será tanta voz dita em silêncio que você vai querer que seja pra sempre, que você nunca mais vai querer ir embora... E vai ser feliz, vai me fazer feliz. E vai ver que não tem graça viver na saudade.

3 de março de 2011

Um mês pra passar.

Tem uns versos que um dia quero cantar pra você ouvir. Quem sabe, quando essa distância entre nós se esgotar, seja até prazeroso ouvir minha voz cantando versos alheios que nos descrevem. Tem muita coisa sobre as quais quero lhe falar, tanta coisa aconteceu e tanto tempo passou. Vai ser bom te ter de volta! Um mês passa rápido... Eu realmente espero que passe. E quando você chegar vamos jogar conversa fora até a alta madrugada como costumávamos fazer tempos atrás. Vou te contar de uns sonhos que eu tive, do medo que você não voltasse, da certeza que você voltaria... Vou te contar desse sentimento bonito que lhe tenho e de como foi difícil estar longe.
Tem muitas coisas que eu ainda não sei, mas um mês pra passar é rápido e vai ser maravilhoso descobrir o mundo com você. Vai estar tudo enfeitado e eu vou vestir meu melhor sorriso, o olhar mais verdadeiro e preparar meu abraço mais carinhoso só para que você nunca mais queira partir.
Depois de tanto tempo longe trinta dias parecem uma semana e, ao mesmo tempo, um mês nunca demorou tanto pra passar. Mas passa! E você chega... Trazendo de volta a minha paz.

21 de janeiro de 2011

Memória fragmentada.

Das lembranças que foram aos poucos se fragmentando restaram o número do seu celular (que muito provavelmente não é mais o mesmo), algumas das nossas muitas datas e seu cheiro que a essa altura certamente já mudou.
As vezes, quando bate a saudade, ainda consigo me culpar por estar conseguindo te esquecer. Me é absurdo não recordar do teu rosto ou da forma como nos beijávamos, mas é exatamente isso que vem acontecendo. Nos sonhos eu o amo, mas você não é você, nem seu rosto, nem sua voz... e a saudade me faz ter certeza que o seu beijo é o melhor do mundo, mas já não recordo o gosto que ele tinha ou mesmo a forma que nos beijávamos embora eu saiba que ninguém se iguala a você.
Aconteceu o que me parecia impossível: O tempo conseguiu aos poucos apagar você, claro que não completamente (ainda), mas já é certo que não vai demorar até que isso aconteça e de uma forma absurda isso me assusta porque é muito estranho me imaginar não amando você. Depois te tanto tempo tendo você como inquilino único do meu coração não consigo assimilar a palavra "amor" a mais ninguém  e isso me faz, vez ou outra, pensar que talvez tenha algum tempo que eu já nem o ame, mas essa minha fixação e idéia absurda que eu tenho - de que só você pode me fazer feliz, é que traz essa leve saudade. Se isso for verdade vou acabar por descobrir que depois de tanto tempo falando sobre o amor eu nem o conheço. Talvez seja esse o meu maior medo.
Daí noto que é tudo uma grande loucura porque embora seu rosto me fuja à memória e eu não tenha mais coragem pra ligar no número que eu não esqueço e que certamente não é mais seu, eu ainda perco meu tempo me questionando sobre tudo isso e continuo esperando, mesmo escondendo até de mim mesma, o dia em que de alguma forma nos faremos felizes.
Mas já é tarde e a vida lá fora me chama. É hora de desligar o som que toca nossa canção e voltar a esquecer nossas lembranças.

26 de outubro de 2010

Remediado está (ou não).

Não bastassem as noites mal dormidas, agora tinha pra somar também os dias de calor profundo que passam vagamente e rancam suor, lágrima e, pra não dizer que tudo está perdido, algumas calorias.
Antes, quando o fim parecia temporário e a fé continuava inabalável, os dias não doíam tanto e, não fossem as noites em que a cama de tão gigante te devora, continuaria certa de uma volta. Mas não volta, não vem. Tem todas as lembranças num canto da alma e tem todo o medo de não conseguir superar.
Então a gente foge. Foge porque num primeiro momento a fuga é o melhor remédio. E se esconde das músicas, lembranças e de tudo o mais que volte a fazer do passado ferida presente. Vai buscando abrigo numa voz diferente, num beijo que não toca mas engana, num abraço que não sacia mas conforta. É isso, a gente foge por querer conforto.
E em conversas como essa, quando as verdades são ditas sem perceber, é impossível não falar do amanhã que nunca chega e do ontem que nunca passa. A gente fica aqui, parado no tempo, enquanto a vida segue e a gente não sabe se vai conseguir. Não sabe por saber do quanto a falta ainda machuca e de como fica cada dia mais difícil ouvir aquela música que não tem tua voz, mas diz exatamente o que você não tem forças pra dizer.
Vai levando essa angústia triste, vai seguindo um caminho longo, até encontrar um consolo numa companhia que nem sempre agrada, mas ao menos ilude. Aliás, em casos como esse, uma ilusão é sempre bem-vinda. E de ilusão em ilusão se percorre esse caminho sinuoso, que vai dar não se sabe onde e que, bar sim bar não, te faz soltar vez ou outra uma verdade. Verdade que não deveria, mas ao ser dita, alivia!
E vai fingindo que não se importa, porque é assim que deveria ser, mas tanto leva em conta que não sabe como esquecer e ao tentar fingir que não, só consegue deixar transparecer. As aparências não enganam. Não nesse caso. Caso que nem deveria ser contado, mas pra um alívio imediato vai virando palavras e sendo espalhado, entre copos de vidro sempre meio-cheios e textos nunca lidos. Porque pegar o telefone e falar a quem se deve é insuportável. Porque bater na porta de quem realmente interessa parece impossível. E com esse orgulho desmedido e esse medo da verdade vai levando, vivendo recomeços de mentirinha e sorrindo pra que ninguém descubra essa falsa felicidade.
Só não esqueça de esconder os olhos, ainda que não queiram, eles tendem a falar. E não mentem!

4 de maio de 2010

- Mas você prometeu...



- Ora, não me fale de promessas. Não venha agora querer cobrar de mim o que nem você soube dar.
Essa não é a nossa primeira promessa a ser quebrada, mas prometo que será a última.

7 de janeiro de 2010

O ano em que te perdi.


Foram 365 dias difíceis. Momentos de euforia e desespero. Momentos de alegria e medo.
Perdi a conta de quantas vezes estivemos juntos e nos separamos novamente, umas 100 vezes, só esse ano. Mas pra quê tudo isso, afinal? Dado o fim dos 365 dias aqui estamos nós, aliás, aqui estou eu. Você, eu nem sei por onde anda.
Entre idas e vindas, brigas e reconciliações, esse ano acabaria por trazer o fim. O fim da nossa história mal contada, o fim das nossas noites de amor, o fim das nossas trocas de presentes e das palavras bonitas. O fim do amor (?).
Desde o momento em que soube que estava te perdendo pra sempre, tudo que mais desejei foi que o tempo voasse e que o ano acabasse. Que fosse ano novo pra que eu reunisse forças e pudesse recomeçar - recomeçar sem você.
Não sei qual o seu saldo final de fim de ano, mas apesar da grande perda, o meu foi positivo. Agora tenho 365 dias novinhos para te esquecer, para amar outra pessoa, para viver definitivamente sem você. E embora isso não seja fácil, essa é minha melhor perspectiva do que será o primeiro ano sem você na minha vida. E eu espero de coração que pra você isso não doa tanto quanto dói pra mim, que você tenha um belo ano, uma bela vida e um belo novo amor.
O ano passado levou com ele o que restava de nós dois. Quem sabe um ano qualquer dos que ainda viveremos possa fazer com que nos reencontremos, mas por hora só quero mesmo é que esse ano apague a bela e triste memória que eu guardo de você. É a bonita e velha lei de sempre “Que o tempo cure!”, pra mim e pra você.