É nessas horas que me pergunto o porquê da memória. Memória é bixo chato! Teu melhor amigo fica bêbado, tua melhor amiga fuma e fica louca e você, ah.. você tá só lembrando. Lembrando o beijo que passou, lembrando as palavras ditas, lembrando de uma saudade que nem existiria não fosse essa tua bendita memória. E o pior em mim é que não consigo ter memória selectiva.
Não lembrar seria a solução. Pra quê relembrar um beijo em memória se em realidade ele nunca mais vai acontecer? Memória é bixo complicado. A gente deveria ter um controle com botões de 'delete' e 'save', seria bem mais simples. Veio a memória na cabeça e ela não é bem vinda, clica 'delete' que fica tudo delícia e bem, quanto ao 'save' nem preciso falar - delícia em dobro. Mas não, memória acha que pode salvar tudo e vai salvando e salvando e quando tu vê, tem tudo salvo e isso vai continuar salvo, ainda que tua maior vontade seja deletar.
Ontem, por um breve surto de dez minutos, minha memória me deu trégua. Saiu pra passear e me deixou com a mente livre e juro, quase consigo deletar de verdade. Mas bem, foram só dez minutos e era muito memória pra apagar em tão pouco tempo, quando pensei que conseguiria veio a memória de novo e me deu um risinho com cara de quem está de volta e veio pra ficar. Odiei ela. Me odiei mais ainda.
Então decidi desistir. Deixa a memória vir, uma hora ela cansa. Até eu to cansando dessa oscilação entre a depressão e a felicidade, não é possível que ela seja tão cabeça dura assim. E tem horas que ela até me faz bem. Tenho pra mim que quando ela cansar eu vou ficar em paz. Vou relembrar em pensamento e sorrir, com a convicção de que minha memória não poderia ter salvo algo melhor e me criticar por demorar tanto tempo pra aceitar que memória é assim mesmo, só cansa quando a gente repousa e não o contrário.
Deixa me bater na memória, que com o tempo aprimoro os pensamentos e transformo em sorriso.
30 de agosto de 2008
27 de agosto de 2008
, o amor as vezes é tão alheio a nossa vontade, como assim 'as vezes'? ele sempre é alheio a nossa vontade! você não pode escolher por quem se apaixonar, nem quando se apaixonar, você simplismente se entrega a um sentimento que acabará como qualquer outro, mas esse, diferente da maioria dos outros, te deixa marcas que nem o tempo é capaz de apagar! se eu pudesse escolher, não amaria muito, nem me apaixonaria muito, iria querer o outro quase nada, pra não sentir necessidade dele e nem sufacá-lo com tanto sentimento, controlaria meus ciúmes e jamais revelaria meu medo de perdê-lo, mas como eu já disse, o amor é alheio a nossa vontade, então o melhor a fazer é não amar!
sinto informar-me... isso é impossível!
Triz.
Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente.
Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo.
Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente.
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho.
Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada.
Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: "Ei, não quer conhecer minha casa nova?" Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca.
Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro.
Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto.
Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo.
Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente.
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho.
Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada.
Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: "Ei, não quer conhecer minha casa nova?" Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca.
Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro.
Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto.
Tati Bernardi.
* Eu quase escrevi esse texto. Mas tati achou melhor escrever por mim. E arrasou como sempre. Faço de minhas as palavras dela!
* Eu quase escrevi esse texto. Mas tati achou melhor escrever por mim. E arrasou como sempre. Faço de minhas as palavras dela!
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