28 de fevereiro de 2009

26 de fevereiro de 2009

O melhor modelo de mim mesma.




Hoje eu já não quero mais seguir modelos. Quero ser modelo de mim mesma. Aquele de quem a gente tira o melhor e imita e eu, felizmente, tenho muito orgulho de imitar sempre o meu melhor.
Quando achei que, se amasse como o outro, faria dar certo, foi engano em dobro: enganei a mim e enganei ao outro, coitado!, que só queria me dar amor. Não digo que não amei, amei e muito, mas não o amor na forma que ele merecia, que ele queria receber e que eu sinceramente queria dar, mas não estava pronta.
Então abandonei! Abandonei como venho fazendo com tudo já faz algum tempo, já até cheguei a pensar que o problema está em mim, mas não está. A questão é que se eu não acho justo brincarem com meus sentimentos porque vou fazer isso com o dos outros? É até bem cliché essa pergunta, mas no momento não cabe outra que não essa pra expressar tamanha necessidade de não enganar ninguém. Por isso abandonei! Não por egoísmo, por medo ou por qualquer outro motivo banal, abandonei por lealdade, por achar que tanto eu quanto o outro merecemos uma segunda chance com terceiros, quartos e quantos milhões estiverem dispostos a encarar nossos problemas connosco de modo a se entregar nem que seja só por um momento. Todo momento é válido no amor quando a entrega, ainda que por segundos, é verdadeira. E digo, entreguei-me. Entreguei-me tanto que cheguei a me reconhecer no outro e por aquele breve momento o fiz feliz e fui muito feliz também. Por isso digo que felicidade só é boa quando momentânea.
Então passado o momento de euforia pude notar, não era hora ainda, eu não estava pronta pra me entregar por inteiro e pra sempre. Então usei palavras sinceras, deixei um sorriso, desejei sorte e abandonei. Daquele momento em diante notei, eu sempre fiz as escolhas certas pra mim mesma, mesmo muitas vezes me julgando incapaz, eu soube sim amar e muito, mas também soube a hora de reconhecer que aquilo, ainda que muito bom, havia acabado. Antes me imitava por falta de escolha, hoje vejo que não poderia ter havido melhor opção.
Um brinde à quem se compreende e é capaz de abandonar ainda que com medo de nunca mais viver algo igual. Todas as coisas são sublimes, é só a gente saber perceber.

9 de fevereiro de 2009

Braços abertos pra te receber.




A verdade é que eu aprendi a querer você. Não porque fosse conveniente e sim porque você, aos pouquinhos, me mostrou o quanto seria bom gostar de você. Você primeiro balançou minha cabeça, você e todas suas certezas, você e seu gênio forte e tão dócil, você e todas aquelas palavras que diziam querer me fazer feliz. Depois balançou meu corpo quando me tirou pra dançar e mostrou que poderia sim ser o melhor parceiro de dança do mundo, bastava eu querer. E como não poderia deixar de ser, balançou meu coração! Eu ainda tão amedrontada por tudo que há pouco havia me acontecido, tão confusa e com tanto medo de me magoar outra vez e veio você, sempre com um riso amigável, uma palavra doce, um carinho a oferecer... Como eu poderia não me apaixonar? Eu que já estava tão certa do que queria pra mim, do meu final feliz, vi aos poucos tudo mudar, vi aos poucos você ir ocupando cada espaço das qualidades que eu jurava que jamais encontraria em homem algum. Você as tem, todas elas... Desde o forró, a não precisar de mim pra pegar água ou e melhor ainda, adorar me deixar dormindo quando vai embora. Você não tem medos, não tem dilemas, você só quer me ver feliz. Não te importa se eu bebo ou fumo, se eu quero sair e ficar louca, desde que eu continue louca por você. Pra você não importa se eu chegar as 07h00min da manhã, desde que eu tenha passado a noite inteira te desejando ao meu lado. E isso tem nome, confiança! Talvez eu tenha demorado pra te deixar ocupar todos os espaços, mas hoje depois de difíceis decisões, de medos jogados fora, de um sentimento de culpa acabado... Entreguei-me e prometo, vou fazer de tudo pra sempre merecer todos esses teus dengos, teus diários pensamentos e teus melhores sentimentos.
Braços abertos, coração brando, calmo e livre. Eu vim completa pra você.

[O melhor é que você veio da terra da felicidade me fazer feliz. Se eu contar ninguém acredita!]