Eu te grito, você me pede calma. Eu digo que te odeio você diz que é melhor ir embora pra gente conversar quando eu estiver mais flexível. Eu quero te matar, mas você sempre acaba ganhando e ao invés de cometer um homicídio, acabamos fazendo amor.
Não sei como acontece, não lembro a ordem dos fatos, só sei que é assim!
Num minuto eu te odeio e quero que você suma, no outro estamos agarrados nos beijando loucamente, quando dou por mim nós já fizemos o amor mais gostoso de todos. O calor da briga causa isso! Você começa me olhando com aquela carinha de quem pede desesperadamente pelo fim da briga, eu quero que você morra. Daí você chega perto, tenta me abraçar, eu grito alguma coisa que você responde com um 'Para com isso amor'. Eu começo a planejar a maneira mais eficaz de você ir e nunca mais voltar, você é mais rápido e começa a falar baixinho no meu ouvido, eu ainda tento ser forte mandando você parar, mas de nada serve. Você vai me abraçando devargazinho e em cinco minutos consegue me roubar um beijo.
Não preciso dizer que daí pra eu estar sem roupa não soma malditos 5 minutos, né?
Que domínio louco é esse que você tem sobre mim? Eu juro que tento me segurar, não ceder. Juro que planejo todas as formas de não irmos parar na cama, no sofá, na mesa ou em qualquer outro móvel resistente da casa, pelados e suados, mas não dá! Eu simplesmente não consigo manter a negativa sólida, você me pedindo calma primeiro me causa ódio, depois arrepios. Nem eu mesma consigo entender! De uma forma ou de outra você consegue me ganhar num segundo, mantendo total controle sobre meus sentidos e idéias que passam a momentaneamente perderem total sentido.
Eu já cheguei a achar que nosso maior defeito fosse as brigas, mas a verdade é que não. Todas as vezes que brigamos acabamos por reacender a chama, acabamos por mostrar pra nós mesmos que não resistimos um ao outro, é indiscutivelmente quando você parece estar com ódio de mim que eu mais gosto de te seduzir e te provar que no fundo você me ama como nunca poderá amar a mais ninguém.
Então eu achei a resposta! É isso, lógico, não poderia ser outra coisa!
Eis o fio da meada.
- Jéssica querida, me diga, quando essa relação acabar o que é que te fará mais falta?
- Ah doutora, disso eu não tenho dúvidas.
- Já sei, as conversas não é? Os beijos, carinhos e programas de casais? Eu entendo, todas vocês são assim...
- Não, não doutora. Nada disso!
- Ah, não? Então, é do quê?
- Das brigas, da raiva momentânea, do calor da confusão e claro, da reconciliação.
- Ah sim, lógico... é claro! Claro! Como não sentir falta disso, né?
- É doutora, é impossível não sentir falta disso. Basta lembrar que eu sinto vontade de começar uma briga agora mesmo, por já saber como ela vai acabar.
3 de julho de 2009
2 de julho de 2009
Me confunde que eu gosto!
De repente vem a tua presença outra vez e as mãos começam a tremer. Sei, pareço ter 12 anos novamente e estar vivendo meu primeiro amor, mas você é incapaz de imaginar quanto tempo eu esperei até sentir algo assim. De repente eu já não consigo mais me concentrar em nada e as palavras saem embaraçadas, digitar se torna o maior desafio do mundo. Sinto borboletas no estômago, cócegas nos olhos e ar no coração. Até parece que vou sufocar de tanto sentimento. Pra sentir tudo isso? Basta você olhar! E, sinceramente, não queira saber da reação pra quando você sorrir pra mim.
Daí cê não entende, afinal aparentemente eu continuo ótima e até consigo falar algo legal, a gente dança em passos perfeitos e eu até consigo sorrir espontaneamente para os outros conhecidos. É, eu sei, eu disfarço bem. Depois de escrever, atuar é o que eu mais gosto de fazer!
Sabe quando você faz alguma pergunta e eu te olho com cara de quem sabe o que vai dizer? Pois bem, também é uma farsa! Eu nunca sei responder quando se trata de você, muito menos quando é pra você. Ainda que você me pergunte a coisa mais óbvia, como que horas são por exemplo, ainda assim me perco toda, mas mantenho o olhar firme e dou aquele risinho de canto de boca infalível, assim nem você e nem ninguém notará a festa que eu estou dando por dentro e o caos que você causa em minhas estruturas internas.
Tenho que parar com tanta euforia, eu sei. Afinal qualquer hora dessas vou acabar desmaiando sobre você e você me olhando com cara de quem não sabe o que essa louca tem. Provavelmente quando eu acordar em teus braços vou desmaiar de novo, achando que eu só posso é ter surtado de vez!
E agora eis o que me destrói: Tua calma. Você parece tão sólido, concreto, absoluto. E eu sou tão frágil! Nada em você demonstra sentimento, nada em você demonstra desejo, você é aquele ser impenetrável, que a gente busca nos olhos uma resposta e só fica mais confuso. Se eu acho ruim? Nunca! Dizer que eu não gosto seria me fazer de tola diante de mim mesma, a verdade é que eu amo. Amo esse teu jeito distante, inalcançável, porque bom mesmo é o que é difícil. Não que você seja difícil, mas ao menos você age fora do normal. A sua segurança com as palavras, teu sorriso discreto apropriado, como pode alguém conseguir manter tanto equilíbrio? Embora eu tenha certeza que abalo você, as vezes chego até a ficar confusa.
Mas é aí que tá, eu gosto da confusão. Gosto de não saber como agir, não saber como falar. Gosto do sabor do diferente, do novo e indecifrável. É, indiscutivelmente, por essa tua cápsula protetora que você mexe comigo.
Eu tô cansada de saber o que fazer, como agir, o que dizer. Eu nunca sei o que você espera de mim e é assim que eu te descubro todos os dias, em todos os sentidos. É essa insegurança causada por você que me mantem tão atraída.
Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece, pois bem, eu não acredito nessa filosofia. Porém na filosofia de que um estranho é capaz de abalar tuas estruturas de tal maneira que você mal consegue manter a respiração, sim eu acredito! Na filosofia de que paixão é um mal que vem e devasta tudo, te fazendo guardar pra sempre a lembrança do fogo no vento que te levou... Nessa filosofia, depois de vivê-la, eu não só acredito como posso dizer, não tem nada igual.
1 de julho de 2009
Pra Julho começar gostoso..
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... Ah meu nego, você não sabe o quanto eu te quero... Sentir teu cheirinho, ganhar teus beijinhos, dançar agarradinha com você! Por favor, não deixe que a música pare... Nunca. Eu só sei te querer!
Meu mês começando assim, cheinho de palavras gostosas e bons sentimentos, que é pra ser cheio de surpresas e coisas boas. Tô sentindo um friozinho na barriga me dizer que esse é o mês das mudanças, mês de começos, recomeços e caminhos diferentes. Resultados diferentes também, é lógico. É o mês do meu aniversário e eu estou feliz e contando as horas pro que vai ser o melhor aniversário da minha vida. É isso aê! ;)
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